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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

VOCÊ SABE O QUE É GRAÇA E PAZ


Paulo, Silvano e Timóteo, à Igreja dos tessalonicenses em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo, graça e paz a vós outros [1Ts 1.1].
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Recebemos uma carta da parte de Deus através de um verdadeiro apóstolo e seus colaboradores. Paulo, apóstolo pela vontade de Deus, chamado pessoalmente pelo Senhor Jesus Cristo, e seus companheiros, Silvano e Timóteo. Reconhecendo que é uma carta do próprio Deus, nos perguntamos: que boa nova Deus tem para nós? Que orientações o Senhor tem para seu povo? De que bênçãos Ele diz derramar sobre seu rebanho?
A carta de que tratamos foi escrita primariamente para os habitantes de Tessalônica, mas apenas para alguns em especial. Foi uma carta escrita para os crentes, judeus ou gentios, e que foi totalmente ignorada pelos incrédulos habitantes da região.
Paulo fala de duas bênçãos que só podem ser experimentadas na Igreja de Deus - e por Igreja de Deus refiro-me à comunidade do que foram chamados para fora do mundo do pecado (e)kklesi/a) e serem seu povo, sua propriedade particular (Ml 3.17), e isto a um preço elevadíssimo, a oferenda sacrificial e substitutiva do próprio filho de Deus (1Jo 4.10). Paulo refere-se à Igreja chamando-a de Igreja de Deus, isto é, a Igreja que é de Deus, que tem origem em Deus e cuja existência é assegurada pelo próprio Deus. Esta Igreja experimenta duas bênçãos que só podem ser recebidas da parte de Deus: graça e paz. 
    MARAVILHOSA GRAÇA
A graça, kháris (xa/rij) deve ser entendida como a maravilhosa manifestação da bondade de Deus através da qual Ele age para abençoar pecadores que nada mereciam além da condenação e da manifestação da sua ira. Graça é a substituição da merecida manifestação da ira de Deus sobre pecadores, lançando-os na morte eterna, e em lugar disso transformando-os em filhos do seu amor e fazendo-os assentarem-se em lugares celestiais (Ef 2.8).
Por sua  graça Deus exerce influência santificadora sobre a alma dos pecadores dando-lhes um novo princípio de vida e os capacita para que se voltem para Cristo (Ef 2.5).
Pela graça os nascidos de novo são fortalecidos na fé, seu coração é enternecido para Cristo e para o corpo de Cristo, composto por outros que são tão pecadores quanto eles.
Ao ser derramada nos que creem a graça de Deus os motiva espiritualmente e eles são capacitados para abandonarem o pecado e andarem em novidade de vida.
É por esta razão que estamos na Igreja. É por esta razão que permanecemos na Igreja. É por esta razão que perseveraremos servindo e seguindo ao Senhor até o fim: a graça de Deus derramada sobre nós. 
    INSUPERÁVEL PAZ
Ao lado da graça, e exclusivamente por causa da graça a Igreja experimenta paz com Deus (Rm 5.1). Vivemos experimentando conflitos emocionais interiores, conflitos espirituais, conflitos relacionais, conflitos profissionais. Mas podemos experimentar um tipo de paz mesmo assim. A palavra paz vem do verbo grego eirô (e)irw=) que significa juntar, por fim à separação (Ef 2.12), experimentada por uma alma tranquila que tem certeza da salvação através de Cristo, nada temendo, nem materiais ou espirituais, com a convicção de que mesmo que haja danos presentes, são irrelevantes em face da recompensa eterna (Rm 8.18).
Paz é algo que, sem Cristo, o pecador jamais poderá experimentar de verdade porque somente a paz de Cristo é superior a quaisquer formas de conflito ou dissabores. Ninguém consegue, neste mundo, estar imune a conflitos e problemas, de toda ordem, mesmo em ambientes onde tudo deveria ser harmonia e alegria, como o lar e a Igreja — mas mesmo assim estes conflitos não são capazes de superar a extensão da paz com Deus.
A paz com Deus não é garantia de paz em relacionamentos de qualquer tipo neste mundo. A paz com Deus não pode ser entendida por este mundo (Fp 4.7), porque se trata de algo espiritual e que só pode ser discernida espiritualmente (1Co 2.14).
Paz é uma dádiva do Senhor, para os seus, e somente para os seus (Jo 14.27). Paz com Deus é o fim da guerra, é o estabelecimento de uma nova inclinação do coração, de um desejo de andar com Deus em alegre obediência, entendendo que alegrar-se no Senhor é que é fonte de força e poder para a Igreja (Ne 8.10).
É pela graça que há disposições virtuosas em nós como fruto do Espírito (Gl 5.22-23) e então podemos desfrutar de paz, de alegria, com o Senhor e com nossos amados. É pela graça de Deus que nos vem todas as coisas boas (Tg 1.17) e é pela graça que todos os dons nos são dados por intermédio de Jesus Cristo (Ef 4.8). Essa bênção é para todo aquele que recebe a Palavra de Deus como verdade e Jesus Cristo como seu Senhor e salvador.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

FORÇA E CORAGEM PARA SER JUSTO

Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei1 que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares [1].
Josué 1.7


Embora estejamos relativamente habituados a tomar decisões afinal todos temos uma série de responsabilidades profissionais, familiares e pessoais, todos temos, em algum momento, uma certa dúvida, uma certa relutância sobre que rumos tomar, sobre o que é melhor a fazer e sobre se fazer o certo é o melhor a fazer. Pode parecer contraditório, mas não é incomum acreditarmos erroneamente que fazer o certo não é a melhor opção. Porque tantas dificuldades para tomar as decisões certas e agir corretamente?
Eu gostaria de oferecer algumas razões, certamente não todas, para esta dificuldade porque também é possível que existam propósitos ocultos e inconfessáveis [justificados até com pensamentos piedosos ou práticos] que não queremos que as pessoas saibam, embora Deus saiba.
Observe no texto que escolhemos para nossa meditação que Deus chama Josué e lhe diz para ser forte e mui corajoso para fazer o que é certo. Bom, crentes devem querer ser fortes e corajosos, mas fortes e corajosos em relação a que? Certamente não para a prática do mal. Qual era o maior perigo que Josué e os hebreus corriam?
Sem dúvida o grande risco era o de se desviarem do caminho da obediência ao Senhor (Js 23:12), como efetivamente vamos ver acontecer nos dias dos juízes (Jz 21:25) como foram advertidos por Josué (Js 24:19).
Não era o exército de Faraó, que já não os ameaçava há mais de 40 anos. Não eram os povos da terra na qual eles peregrinavam. É preciso força e coragem para fazer tomar decisões corretas quando o mundo inteiro quer que sejamos injustos.
Josué precisava ser forte e muito corajoso para tomar uma única atitude - mas uma atitude que influenciaria toda a sua vida, uma única atitude que determinaria o curso de sua vida e que deveria ser mantida por toda a sua vida.
Josué não precisava de coragem para enfrentar os exércitos inimigos - ele já tinha provado que a possuía. Josué não precisava de coragem para atravessar um deserto - ele já fazia isso há 40 anos. Josué não precisava de coragem para entrar e sair de território hostil - ele já o havia feito 40 anos antes e Deus conhecia seu coração.
Josué precisava de força e muita coragem para algo que parece muito mais simples, uma coragem de que muitos carecem - coragem para fazer a vontade de Deus em meio a sua geração, em meio a seu povo, entre seus parentes, entre aqueles que nos conhecem bem.
Observe que Deus diz a Josué:
i. Seja forte e muito corajoso para fazer segundo toda a lei;
Deus não queria que Josué guardasse um pouco da lei, ou que fizesse as coisas mais ou menos - ele não se agrada de quem faz sua obra relaxadamente (Jr 48.10) preferindo até mesmo que nada fosse feito (Ml 1.10). Como um dos primeiros líderes dos hebreus que dariam sequência de juízes, Josué deveria se lembrar da lei do Senhor (Dt 16.19). Lembremos que o ensino das Escrituras é que aquele que tropeça num só ponto da lei se faz devedor de toda a lei (Tg 2.10).
ii. Seja forte e muito corajoso para não te desviares da lei nem para a direita nem para a esquerda;
Deus não queria que Josué fosse extremista, caindo no legalismo de muitas regras e nenhuma liberdade ou escorregando no liberalismo de tudo é permitido e nada é proibido e muito menos fazer como Saul e cair no erro do politicamente correto (1Sm 15.24). Deus não deseja que ninguém seja escravo de mandamentos (Cl 2.20-23) mas também não aceita que usem mal da liberdade que nos é dada em Cristo (Gl 5.13).
iii. Seja forte e muito corajoso porque se obedeceres a lei serás bem-sucedido por onde quer que andares.
Vale a pena obedecer a Deus. Do ponto de vista de Deus o sucesso na vida é construído à partir da fidelidade ao Senhor (Jó 1.22). Ninguém é bem-sucedido, por mais que consiga ajuntar bens ou atingir seus alvos tão insistentemente perseguidos sem ter o temor do Senhor no coração (Sl 127.2). O que acontece é justamente o contrário: ajuntar riquezas desprezando o temor do Senhor é loucura, é falta de sabedoria (Lc 12.20-21).
É preciso ser forte e muito corajoso para tomar a atitude de obedecer ao Senhor em todos os seus caminhos quando há caminhos que parecem direitos (Pv 14.12) mas se não são os caminhos do Senhor são caminhos tortuosos (Ez 18.29) embora pareçam mais interessantes (Mt 7.13).
Lembre-se ainda que, segundo as Escritura, somente os que tiverem a coragem de deixar tudo por amor de Cristo herdarão o reino dos céus (Mc 10.29).
De fora do reino de Cristo ficam, junto com os ladrões, mentirosos, assassinos, idólatras e feiticeiros uma categoria aparentemente inofensiva, mas que não teve a coragem necessária para confessar a Cristo como Senhor: os medrosos, os covardes (Ap 21.8).
A única direção que vale a pena tomar na vida é aquela orientada pela Palavra de Deus. E para isso precisamos ser fortes e mui corajosos. E você? É corajoso o suficiente para seguir a Cristo, agir com justiça e suportar a inimizade do mundo (Mt 10.22)?
Não temas quando tiveres que optar entre obedecer a Deus, em a pressão para agir de acordo com a vontade da maioria ou agir com justiça: o Senhor se agradou em dar-lhe o seu reino (Lc 12:32). 


[1] O que é ser justo? O conceito usual de ser justo é o de uma pessoa que não faz nada errado ou que analisa criteriosamente as situações e toma uma decisão sem ferir o direito, independente de quaisquer circunstâncias ou preferências pessoais. Uma rápida pesquisa num dicionário traz os seguintes sinônimos: equânime, probo, reto, íntegro, segundo a lei, moralmente irrepreensível. Religiosamente indica aquele que não tem falha moral ou espiritual. Moralmente irrepreensível. Teologicamente justo é aquele que se encontra em estado de graça perante Deus, isto é, justificado, que não tem justiça própria (Fp 3.9-11). No AT o justo era o guardador da Lei, irrepreensível em seus caminhos, que nao tinha o que esconder, que não precisava fazer nada às escondidas e que nao se envergonhava de nada do que fazia. Exemplos de justiça piedosa: Jó (Jó 1.8), Abraão (Tg 2.23) e outros como José e Daniel.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

OBEDIÊNCIA TRAZ BÊNÇÃOS

Há muitos cristãos muito ocupados ultimamente. Acreditávamos, décadas atrás, com que a tecnologia nos faria trabalhar menos, com maior produtividade, e assim teríamos mais tempo para atividades espirituais e lúdicas. Não é o que se vê. Dia a dia é possível observar que, mesmo com o desenvolvimento prodigioso da tecnologia tem-se cada vez mais ocupações e cada vez menos tempo até para si mesmos.
Certo é que não há problema em ocupar-se com trabalhos. O ensino das Escrituras é que o homem justo é o que trabalha e confia no Senhor para dar-lhe o sustento como fruto de seu trabalho (2Ts 3.10). Este verso pode ser entendido corretamente como uma ordem para o preguiçoso ir trabalhar e, por outro lado, como uma determinação para que nenhum cristão sustente um preguiçoso e indolente.
Mas também precisamos abordar um outro aspecto desta questão: o trabalho em demasia, impedindo o convívio familiar e as atividades devocionais. Ao homem é ordenado, por exemplo, que viva a vida comum do lar (1Pe 3.7) e isto é mais que dar um bom dia antes de sair e um boa noite antes de dormir.
A bíblia fala de alguns homens que tinham uma dura ocupação diária. Se você chegasse em sua casa após o almoço certamente os encontraria dormindo. Mas logo mais, ao fim do dia, eles entrariam em seus barcos e partiriam para a dura tarefa de buscar o sustento no lago de Genesaré. Entre estes homens chamamos a atenção para Pedro, Tiago e João. Pouco antes de terem seus barcos requisitados como plataforma por Jesus eles haviam passado pelo menos 10h navegando pelo lago tentando pescar. E, depois de voltarem às margens, geralmente gastavam mais 2 ou 3 horas preparando-se para a pescaria da noite seguinte.
Esta era a sua rotina, seis vezes por semana. Mas a chegada de Jesus naquela praia, naquela manhã, mudaria um pouco a sua rotina. Mesmo sem terem pescado nada eles tinham que preparar as redes para a noite seguinte e de repente Jesus lhes pede para usar o barco como plataforma de onde pregaria para a multidão que o apertava. Querendo ou não Pedro e os demais tiveram que ficar ali, ouvindo o que Jesus tinha a dizer e aguardando o fim do discurso para, finalmente, irem para casa descansar.
Mas aquela era uma manhã diferente. Eles ouviram tudo quanto Jesus ensinara ao povo. Quando acharam que estava terminando eles recebem uma ordem de Jesus: deviam fazer o que não estavam acostumados a fazer, precisavam mudar sua rotina, precisavam fazer algo diferente porque Jesus estava mandando que fizessem. E eles, mesmo com algum grau de estranhamento e desconfiança, afinal Jesus podia até ser o filho do fazedor de barcos, mas não era pescador. Mas eles obedecem. E se não obedecessem certamente não teriam a alegria de efetuarem a maior e mais impressionante pescaria que alguém já tinha visto naquela região.
O princípio aqui expresso é que se o que você tem ouvido da Palavra de Deus não te impulsiona à obediência, se o que você tem ouvido não te leva a abrir mão de suas convicções pessoais e se não há uma mudança de comportamento então você está gastando seu tempo à toa. Quando você ouve e atende você está investindo seu tempo em aprendizado e será abençoado. Mas quando você ouve e não tem suas inclinações do coração modificadas então você está só perdendo tempo.
O chamamento do Senhor em Isaias é simples e claro: Se você quiser, se você ouvir e se você obedecer então poderá experimentar as melhores e maiores bênçãos de Deus. Mas, por outro lado, se não quiser, se não ouvir e se não obedecer, isto é, se recusardes e continuardes em rebelião, então, a promessa é de que todos os seus esforços serão tão inúteis quanto os de Pedro naquela noite no lago de Genesaré e, pior ainda, corres o risco de perder até o que você acha que tem. É melhor obedecer e ser abençoado, não achas?

terça-feira, 9 de julho de 2019

CRISTO FEZ TUDO POR MIM. O QUE DEVO FAZER POR ELE?

Há um hino com uma estrofe curiosa em nosso hinário, o de nº 270, que causava alguns debates teológicos no nosso seminário nos fins dos anos 1990. Ei-lo:
“Morri na cruz por ti, foi para te livrar
Meu sangue ali verti e posso te salvar
Morri, morri na cruz por ti,
Que fazes tu por mim?”
A discussão girava em torno da estrofe final, repetida verso a verso: “Que fazes tu por mim?” seminaristas e teólogos questionavam-se a respeito da inexistência de uma expectativa de Jesus a nosso respeito. Que podemos fazer por Jesus? Ele precisa realmente de algo de nós? Se considerarmos a possibilidade de haver uma necessidade essencial, então tenho que concordar com meus colegas e alguns professores: ela é inexistente. Todavia, se considerarmos como um imperativo, uma ordem de Jesus para que façamos algo como resultado do que Ele fez (e é óbvio que isto não deve jamais ser visto como uma retribuição ou complemento sinergista da obra de Cristo, mas apenas como um ato de obediência ao Senhor que nos deu vida) então há muito o que podemos e devemos fazer. Não fazê-lo é não ter frutos, e não ter frutos significa colocar-se à mercê do machado (Lc 3.9.
Jo 14:21 - Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.
Neste sentido a obediência aos mandamentos de Jesus, a prática das boas obras que foram de antemão preparadas para que andássemos nelas é, sim, um imperativo.
Esta obediência pode ser expressa de duas maneiras, e todas estão ao alcance de cada um de nós. A primeira é uma obediência passiva, isto é, uma obediência que leva a deixar de fazer determinadas coisas. Um exemplo é o da mulher surpreendida em adultério, talvez pelo próprio marido, talvez por curiosos. Ela não era inocente, mas seus acusadores não a levaram a Jesus por causa do pecado dela, mas por causa do pecado deles (eles queriam pegar Jesus em uma armadilha conceitual, de interpretação e aplicação da Lei mosaica). Resumindo, eles estavam sendo ardilosos e, eles próprios, estavam desobedecendo a Lei. E Jesus diz, após a retirada dos acusadores:
Jo 8:10-11 - Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? 11 Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.
Mas eu acredito que isto só não é suficiente. É preciso ir além, como já dissemos em outro texto (JESUS CRISTO MUDOU MEU VIVER - vide Ef 4.28) é preciso que aquele que teve um encontro transformador com Jesus vá além da simples abstenção da prática pecaminosa. Ele precisa estar pronto a ir e falar aos seus o bem que Jesus lhe fez. A isto chamo de obediência positiva.
Lc 8:39 - Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti. Então, foi ele anunciando por toda a cidade todas as coisas que Jesus lhe tinha feito.
Presbiterianos! Tão ciosos de nossa bela teologia! E tão desprezadores da nossa doutrina. Não há nenhum equivoco aqui. Teologia e doutrina podem parecer a mesma coisa sob muitos aspectos, mas os presbiterianos geralmente se gabam te ter a melhor teologia só que esta teologia lamentavelmente não se expressa em conhecimento das escrituras e sua aplicação na prática diária - isto é doutrina.
Recentemente, nas proximidades da Igreja, vi alguns adultos orientando adolescentes a propagarem sua crença. No dia seguinte, dirigindo-me para a Igreja, em plena terça-feira, vi uma família de outra orientação religiosa, batendo de porta em porta com o mesmo afinco. Não se vê presbiterianos fazendo isso. Me prove o contrário e diga-me quando foi a última vez que você fez algo parecido? A verdade é que ele fazem o que fazem em busca de algo como “pontuação para a salvação”, e nisto sua teologia está errada - mas sua prática não. Mas, e nós, que os criticamos tanto, será que não estamos nos esforçando demais para pensar, fazer e falar o que não edifica? Já não é mais que hora de começar a ser crente de verdade e fazer algo que testemunhe que, realmente, Jesus nos salvou?

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