Mostrando postagens com marcador Petrobrás. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Petrobrás. Mostrar todas as postagens

sábado, 24 de dezembro de 2016

SOBRE O DIREITO DE TER OPINIÃO

Recebi recentemente um comentário em uma postagem que dizia o seguinte, colocando entre parênteses apenas a parte específica da discordância, que preferi omitir e apenas indicar do que se trata. Diz o eminente discordante:
“A internet é pública e podemos escrever nossos pensamentos, mas se o artigo tem um cunho informativo, não deveria ter coisas do tipo: (parte onde expresso minha opinião sobre a qualidade e a sensação que me causa certo tipo de música e a existência de outros costumes nacionais que causam grande prejuízo à nação, como mensalinhos, mensalões e petrolões). Nem dá vontade de terminar de ler o artigo com opiniões tão pessoais. O autor deveria salvar para si as próprias opiniões e apenas descrever o que a Bíblia diz sobre o assunto, tentando ser o mais imparcial possível”.
Duas perguntas:
i.                     O artigo não é a expressão do que eu penso? E se eu penso que a música não presta e que os assaltantes eleitos causam mal ao país, não posso expressar isso?
ii.                   Se o blog é a expressão do pensamento do autor, quem vai lê-lo o faz na expectativa de ler a opinião do autor. Se discorda, é livre para parar a leitura.

No mais, acredito que a bíblia condena aqueles que, no papel de príncipes e juízes, torcem o direito para se beneficiarem e enriquecerem. Ou não?

sábado, 27 de fevereiro de 2016

PETROBRÁS E PRÉ-SAL

Um amigo petista não concorda com o projeto proposto pelo senador José Serra (PSDB) de liberar a Petrobrás das cadeias da exploração do pré-sal (com o valor do barril de petróleo atual, economicamente inviável – e algo me diz que talvez ele nunca saia de lá dadas a busca por novas tecnologias). Ele, e as demais hostes petistas e esquerdocleptas entendem que isto é entregar o petróleo aos capitalistas multinacionais. Bom, se for isso mesmo, eu concordo, pois basta ver que a exploração do petróleo nos Estados Unidos faz a gasolina deles ser 8x mais barata que a nossa – e com 12 vezes menos funcionários.
Ademais, a nova regra não exclui a Petrobrás da exploração – apenas lhe dá o direito de, não tendo recursos ou não querendo por algum motivo abrir mão de participar com no mínimo 30% dos investimentos necessários. Atenção: se a Petrobrás quiser, ela mantém a primazia de ser a operadora. Ela não foi excluída, passou a ter o direito de não ser obrigada – é preciso desenhar?
Ademais, o Brasil sempre terá, mesmo com a exploração do pré-sal nas mãos de empresas particulares, o dinheiro dos impostos e dos royalties. E isso sem afundar ainda mais a combalida Petrobrás. O que eles querem? As dificuldades, meus amigos, as dificuldades – para poderem vender, por baixo dos panos, as facilidades.
O projeto foi aprovado no senado por 40 votos a favor, 26 votos contra e 2 abstenções.

quinta-feira, 12 de março de 2015

LIVRAMENTO PARA AÉCIO? CAOS PARA O BRASIL

Tenho ouvido e lido, com relativa constância, até de pessoas que considero esclarecidas, uma frase que não me soa bem. Segundo alguns, o senador Aécio Neves teria sido alvo de um livramento de Deus por não ter sido eleito presidente da república e herdado o caos e confusão que tem caracterizado este período inicial de segundo (des)governo Dilma.
Quero conceder que em um certo aspecto eles podem ter razão. Pode ser que para o senador tenha sido um livramento pessoal, pois arrumar esta bagunça generalizada, esta muvuca institucionalizada pelo PT (segundo Barusco desde o início do primeiro mandato do Lula – basta ver que foi neste período que começou o mensalão e os desvios do caixa da Petrobrás para partidos políticos) não é uma tarefa fácil – e tanto mais difícil seria com os petralhas fazendo bagunça, piquetes, invasões, paralizações e quebra-quebras como prometiam quando se viram realmente apertados nas pesquisas eleitorais. É, não seria nada fácil para Aécio.
Mas… bom, agora me concedo o direito de discordar de amigos e de não tão amigos… mas, será que realmente esse raciocínio é legítimo?
Em primeiro lugar, a crise atual, que é resultado de 12 anos de (des)governos incompetentes que não investiram em infraestrutura, mas preferiram investir em fazendas (o sul do Pará que o diga, por isso tanta pressão pela divisão do estado e criação de uma capital de estado na região que valorizaria enormemente as já valiosas fazendas com nome de santas) precisaria ser administrada e combatida por gente competente – e competência não é, convenhamos, uma característica do PT. Examinem o histórico de cidades e estados governados por eles e verão que, invariavelmente, instalam o caos e deixam o vazio no lugar – São Paulo e o Distrito Federal são exemplos atualíssimos. Mesmo os inimigos do partido do senador Aécio admitem que, em questão técnicas, eles são realmente mais capazes, seriam capazes de montar um time muito melhor do que este time de terceira categoria de Mercadantes e cia. Aliás, a própria presidente (ente que preside) já admitiu que "esgotou todos os recursos para combater a crise" – e estamos só no terceiro mês de mandato.
Em segundo lugar, falta a este governo qualquer legitimidade moral em pedir ao povo que faça sacrifícios que eles mesmos não estão dispostos a fazer, tendo sido eles mesmos – e não a conjuntura econômica mundial – que colocaram o país neste fosso, neste abismo em que falta credibilidade, maquiando contas públicas, escondendo o endividamento enquanto anunciavam conquistas que, agora, se revelaram apenas balões soltos ao vento (biodiesel, pré-sal, autossuficiência em combustíveis, álcool combustível, pagamento da dívida externa, melhor sistema de saúde do mundo, etc). Pedir ao povo que faça sacrifícios enquanto a cada dia fica comprovado que bilhões de reais foram roubados pelos amigos com conhecimento e benefício, no mínimo político, da dupla Lula-Dilma e com certeza econômico do Sr. Luis Inácio que vem a público pedir ao povo que seja honesto e trabalhe é zombar de um povo que trabalha quase seis meses para pagar impostos sem receber nada em troca e ainda tem que pagar por escola, segurança e saúde. Aliás, nem se dirigir ao povo a presidente consegue mais. Foi assim no dia 08 de março, e, hoje, cancelou uma viagem a Belo Horizonte por um motivo: medo de ser vaiada, como tem acontecido sempre, ou será que já esquecemos da Copa das Confederações, Copa do Mundo – e, se sobreviver, olimpíadas.
Terceiro, com um governo que não este poderíamos ter um mínimo de expectativa no sentido de que os órgãos públicos e políticos encarregados de investigar as diversas facetas da roubalheira generalizada e institucionalizada no país poderiam fazer um trabalho com um mínimo de liberdade, sem ter um ministro da justiça que procura ladrões e corruptos para lhes garantir que eles teriam facilidades desde que não comprometessem os dois "ases" do petismo, no caso, o Sr. Luis e a Sra. Dilma, ao mesmo tempo em que zomba de todos aqueles que pensam em alguma forma de justiça, incentivando bandidos vestidos de vermelho (MST, CUT, MTST) ou encapuzados (black blocks). Não, não foi livramento para o Brasil esta camarilha continuar no poder e ter inúmeros recursos para comprar o silêncio de denunciantes, conivência de juízes e complacência de investigadores.

Por fim, uma palavra sobre o impeachment e seus desdobramentos. Seria vantajoso para o Brasil um impeachment no qual o poder ficasse na mão do PMDB? Minha primeira opinião é que qualquer coisa é melhor que o PT. Aliás, partido que, pela legislação e pelas abundantes provas de corrupção, de campanhas políticas (pelo menos desde 2010) feitas com dinheiro ilícito já deveria ter sido extinto. Por fim, se a campanha de 2014 efetivamente foi feita com dinheiro ilícito, ilícita seria a chapa PT-PMDB, e, aí, teríamos então que eleger um novo presidente da república. Alguns temem e outros se animam com uma ameaça chamada "Lula, a volta do que nunca foi". Provavelmente, respeitada a legislação, e se houver alguém que entenda do assunto mais do que eu entendo pode me corrigir, Lula não poderia se candidatar porque não teria o tempo mínimo de filiação a um partido existente (é filiado ao PT que deveria ser extinto) e, mesmo se pudesse, numa eleição com votação em papel, duvido que conseguisse se eleger, basta ver que nem ele nem o poste que colocou na cadeira de presidente ousam aparecer em lugar público sem que a plateia seja de funcionários públicos, gente que vai receber algum benefício ou, até mesmo, haitianos como foi no Acre.
Ah! A camiseta vermelha da foto é mesmo uma provocação.

segunda-feira, 9 de março de 2015

VEM PRA RUA? NÃO VOU! MAS VOU!

Recentemente tenho sido perguntado: pastor, você vai pra rua dia 15 de março participar das manifestações a respeito do impeachment da presidente Dilma? Houve até quem me convidasse para ir a Brasília participar da manifestação in locci.
Bom, a minha resposta inicial é: eu não vou. Isso mesmo, talvez para surpresa de alguns, eu não vou pra rua, não vou pra avenida, não vou pra Brasília ou para qualquer outra cidade onde as manifestações estão sendo organizadas. Se você quer uma lista, embora não atualizada, basta clicar aqui.
Isto quer dizer, então, que eu discorde do movimento? Ou que eu endosse a tese de que, sendo ela uma governante legitimamente eleita, caberia aos cristãos silenciarem e aceitarem-na (des)mandando no país, como tem acontecido? Devemos continuar nos submetendo bovinamente a sermos governados por pessoas que nunca sabem de nada, que nunca sabem o que seus subalternos estão fazendo, que nunca assumem as responsabilidades por seus erros, que sempre atribuem a outros os resultados de sua própria incompetência para gerir e competência para roubar. 
Em outras palavras, o que quer dizer, exatamente, submissão às autoridades? O que quer dizer uma autoridade legitimamente constituída? O que quer, dizer, então, sobre uma autoridade instituída por Deus?
São perguntas que precisam de uma análise, e, embora ligeiramente, acredito que possa contribuir com o debate tecendo alguns pontos de vista.
Como disse anteriormente, não irei para a rua, não irei para Brasília. Não porque eu não queira, mas por que não poderei. Tenho minhas desconfianças quanto à legitimidade das eleições ocorridas no ano passado. Duvido da legitimidade da apuração e, também, tenho sérias dúvidas até mesmo sobre a legitimidade dos votos realmente obtidos mediante processos escusos com abundante e documentado uso da máquina pública. Também não acredito na legitimidade das campanhas da atual presidente, feita, em boa parte, com dinheiro desviado da Petrobrás – desde 2010 há denúncias, agora comprovadas, de que o PT usou dinheiro manchado de petróleo para bancar seus gastos, achacando empresas (leia-se chantageando) que se viam obrigadas a contribuir legalmente (isto é, dentro da lei).
Levantar a bandeira do impeachment da presidente seria um ato de desobediência religiosa? Seria voltar-se contra Deus? É preciso observar que a submissão às autoridades não é absoluta – a submissão a Deus sim, esta é absoluta e inquestionável. Mas é possível, sem incorrer em afronta a Deus, levantar-se contra uma governante inepta e inapta, na melhor das hipóteses, embora eu acredite que ela é seu clePTopartido são outra coisa, muito pior: são corruPTos e dilapidadores do patrimônio público para o bem particular, no caso, o deles e seus partidos cooptados com dinheiro da Petrobrás, BNDES, Caixa, Correios, Eletrobrás e todas as demais empresas estatais. Assim, dentro das leis brasileiras, é possível, sim, exigir a extinção do mandato da atual presidente por crime de responsabilidade, formação de quadrilha, apropriação indébita, corrupção ativa e passiva, e muitos outros. A lista é extensa.
A segunda questão é: seria a nossa presidente atual um governante legitimamente constituído? Dentro das regras do jogo, sim, e, provavelmente, não. Sim porque aceitamos que o presidente seja alguém que, apuradas as urnas eletrônicas, tenha metade mais um dos votos válidos. Embora com apenas 1/3 dos votos dos brasileiros aptos a votarem, ainda assim ela conseguiu esta façanha. A questão é: como conseguiu? Sabe-se que conseguiu isto com maquiagem ou retenção dos dados socioeconômicos já disponíveis durante a campanha, com promessas que sabia jamais seriam cumpridas, com maciça campanha de desinformação e ameaças a beneficiários de programas governamentais, com o uso de recursos não contabilizados (há mais de um caso de simpatizante ou membro do partido detidos com grandes volumes de dinheiro) e doações "espremidas" às empreiteiras em troca de contratos com estatais. Além disso paira a dúvida sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas que não fornecem nenhuma contraprova dos dados que delas saem- não há como verificar a entrada e a saída dos dados, favorecendo eventuais programas de remanejamento de dados, isto é, de que votos de um candidato sejam, percentual e imperceptivelmente, em cada urna, considerados brancos, nulos ou atribuídos a outro candidato. Assim, do ponto de vista moral, basta que se saiba que a campanha foi mentirosa para retirar a legitimidade da eleição da atual presidente.
Seria, então, Dilma uma autoridade instituída por Deus? Eu creio que cada povo tem o governante que merece – e o Brasil optou pelo populismo mentiroso do lulopetismo. O Brasil achou engraçado e sorria das bravatas cínicas de Lula e seus apaniguados que, enquanto prometiam um porvir glorioso enchiam os bolsos de milhões de dólares e fazendas com grandes quantidades de nelore já aqui e agora. Enquanto isto as instituições eram minadas, uma a uma. Os brasileiros deram, até o momento, 12 anos e 3 meses de poder a seus destruidores. Sim, creio que foram, de fato, colocados por Deus, mas para disciplina de um povo corrupto, de um povo adepto do jeitinho, de um povo que, com exceções, não se importa em burlar pequenas leis e que já não se escandaliza com grandes escândalos. Eis o que restou do Brasil após quase 40 meses de clePTocracia petista: um país na lona, sem credibilidade internacional, em crise, caminhando para uma recessão, com a volta da inflação e do desemprego, com a vida política nacional completamente desmoralizada. Sim, Lula e Dilma foram colocados por Deus sim, mas para juízo sobre uma nação infeliz, que não teme ao Senhor.
E as ruas? Quero finalizar dizendo que eu apoio toda e qualquer manifestação de cidadãos brasileiros que ajam dentro da lei, que não sejam violentos nem depredem o patrimônio privado ou público. Black blocks devem ir para a cadeia. Arruaceiros devem ir para a cadeia. Invasores e vândalos devem ir para a cadeia. Mas a cidade ainda é dos cidadãos. A polis ainda pode fazer ouvir sua voz – isto é política, não a dos conchavos, mas participação ativa fazendo ouvir sua voz, rouca, silenciada muitas vezes, mas ainda assim, com pleno direito de se fazer ouvir.
Sei que muitos de meus amigos não comungam das mesmas idéias que eu. Familiares também discordam de mim. Eles têm direito à opinião deles, eu respeito este direito embora discorde veementemente de alguém que venha afirmar que Lula e Dilma e seus clePTocratas tenham feito algo de bom para este país. Roubaram, roubaram milhões, destruíram instituições enquanto davam pequenas porções de migalhas sob a falsa idéia de justiça social. Justiça social sem escolas que prestam ou professores com um mínimo de qualificação? Justiça social sem hospitais decentes? Justiça social com curandeiros cubanos tomando o lugar de verdadeiros médicos brasileiros deixando o povo à mercê de emissários dos Castro?
Então, com toda a força de um brasileiro que paga impostos, que trabalha quase seis meses para sustentar um estado parasita, ineficiente, inepto e cheio de corruptos pendurados, e que ainda tem que pagar escola particular para que os filhos tenham um mínimo de ensino decente, plano de saúde para não ficar à mercê das intermináveis filas dos agendamentos do falido SUS, combustível de mentirinha (compramos gasolina e recebemos quase 50% de álcool, por exemplo, quando é álcool mesmo e não solvente) que eu digo: sim, é direito dos brasileiros irem para a rua. É hora de dar um basta, por isso junto minha voz ao clamor do povo brasileiro, dos verdadeiros cidadãos brasileiros, gente que trabalha e que cuida da própria vida mas que não quer mais ser roubado e enganado zombeteiramente. Junto-me a eles afirmando que seria um grande benefício para o Brasil mandar embora esta camarilha para Cuba, Rússia, Argentina, Bolívia, Venezuela, Irã, ou qualquer outro lugar, deixando eles levarem tudo o que já roubaram pois ainda assim seria lucro para o nosso país. #impeachment. #foradilma. #lulalalonge.


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

PT DEVE MUDAR DE SIGLA APÓS ESTA ELEIÇÃO... ou: DÁ PRA CONFIAR NAS PESQUISAS?

O lead é uma brincadeira.
Mas é evidente que não seria de estranhar se passasse a chamar-se de Partido dos Terroristas (Genoíno, Franklin Martins, Dilma, Gilberto Carvalho foram terroristas, ou já reescreveram a história e não me contaram). E o partido já começou a campanha com artilharia pesada na internet. Também poderia chamar-se dos terroristas por causa de Cezzare Battista, Olivério Medina [deram até emprego pra mulher dele no Ministério da Pesca].
Não é, mais, evidentemente, o partido dos trabalhadores, basta ver que os estados onde se deu melhor são estados onde há mais assistidos do que trabalhadores. Sugiro que mudem a sigla para PA – Partido do Assistencialismo, ou PDB, Partido das Diversas Bolsas. Nos estados com maior escolaridade, maior oferta de empregos, quando venceu, foi por margem muito pequena [foi assim no Rio Grande do Sul. Em Minas Gerais a maior parte dos votos petistas foi na região mais próxima do Nordeste, também alvo de maior assistencialismo]. Mas nos dois estados com pior IDH conseguiu chegar quase à unanimidade [Piauí e Maranhão]. 
Mas vamos ao objetivo deste post:
Vejamos: no primeiro turno, segundo os institutos (vou arredondar um pouco a conta para ficar mais simples entender) Dilma teria no 44% e teve 41,5 – uma diferença para menos de 3,5 pontos ou 2 milhões de votos. Os mesmos institutos apontam que ela teria 48%. A persistir a média de erro (a tal margem de erro de 2% se mostrou furada no caso dela), o que lhe garantiria em torno de 53% dos votos válidos.
Ainda segundo as pesquisas, Aécio teria apenas 25% dos votos no primeiro turno – e chegou a 33,5%, uma diferença de 8,5 pontos (6,5 além da margem de erro para mais) ou 9 milhões de votos. Os institutos apontam 42% dos votos no segundo turno ou 47% dos votos válidos.
A confiar na margem de erro dos institutos a diferença entre os dois candidatos seria de 6%. A confiar na margem de erros cometidos, o quadro seria um tantinho diferente: 53 – 3,5 daria 49,5% dos votos reais para a candidata petista – estagnada e assustada com as espadas de Dâmocles sobre sua cabeça (Petrolão, as delações premiadas de Paulo Roberto e Alberto Youssef, uso dos Correios). Segundo esta mesma margem de erro dos institutos o candidato do PSDB, que teria 47% dos votos válidos poderia ter, na verdade, 42 + 8,5, o que daria 50,5%.
Não é torcida nem exercício de imaginação, apenas uma análise do que uma pesquisa ofereceu e o efetivo resultado das urnas. Vai ser assim? Não tenho a menor ideia.
Para concluir, o Brasil não deu vitória nenhuma a Dilma. A maioria disse NÃO ao PT ou preferiu não dizer nada, num total de 58,4%.

sábado, 6 de setembro de 2014

MENSALÃO ERA APENAS A PONTA DE UM ICEBERG IMUNDO

Paulo Roberto esmiúça a lógica que predominava na assinatura dos contratos bilionários da Petrobras – admitindo, pela primeira vez, que grande parte das empreiteiras contratadas pela companhia tinham que contribuir obrigatoriamente para um caixa paralelo cujo destino final eram partidos e políticos de diferentes partidos da base aliada do governo, dinheiro este que está sendo usado como "recursos não compatibilizados" pelas campanhas de PT, PMDB e PSB.
Sobre o PT, ele afirmou que o operador encarregado de fazer a ponte com o esquema era o tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, cujo nome já havia aparecido nas investigações como personagem de negócios suspeitos do doleiro Alberto Youssef. 
Uma pequena lista (ainda incompleta, pois os denunciados foram 12 senadores e 49 deputados, além de ministros, governadores, ex-presidente e presidente – todos ligados a três partidos: PMDB, PP e, é claro, PT) dos beneficiários das fraudes na Petrobrás, especialmente da compra da refinaria de Passadena que, segundo Paulo Roberto, foi fraudulenta para garantir dinheiro aos petromensaleiros que apoiam o governo Dilma e não apenas um erro comercial:
Ø Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, ex-candidato a presidente da república pelo PSB, falecido em acidente aéreo;
Ø Roseana Sarney, governadora do Maranhão, PMDB, "via tribunal";
Ø Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, PMDB;
Ø Edilson Lobão, ministro das Minas e Energia, PMDB;
Ø Mario Negromonte, deputado, ex-ministro das cidades, candidato a deputado federal, PP;
Ø Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara dos Deputados, PMDB;
Ø Renan Calheiros, presidente do Senado, PMDB;
Ø Ciro Nogueira, senador, PP;
Ø Romero Jucá, senador, PMDB;
Ø João Pizzolatti, deputado, PT;
Ø Candido Vaccarezza, deputado, PT;
Ø João Vaccari Neto, tesoureiro do PT;
Ø Luis Inácio Lula da Silva, ex-presidente da república, presidente de honra do PT, avalista do esquema que começou em seu governo, há 12 anos, portanto;
Dilma Rousseff, presidente da república, candidata a reeleição, era presidente do conselho administrativo da Petrobrás, avalizou a compra de Passadena, beneficiada com o repasse de dinheiro que garantia apoio político.

FAÇA DESTE BLOG SUA PÁGINA INICIAL