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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

O REINO DE DEUS E ESTE MUNDO

São muito conhecidas as palavras de Jesus a respeito da natureza do reino de Deus: ele não é comida, não é bebida, não se mede por território e não pode ser dito como estando aqui ou acolá.
Jesus afirma que o reino de Deus está dentro dos crentes, isto é, ele é muito mais vida do que um lugar para se viver - até que, obviamente, o Senhor Jesus retorne e seu reino seja integralmente estabelecido, pois, no momento, já o vivemos porque ele foi efetivamente inaugurado.
Já manifestei minha opinião política muitas vezes, já houve pessoas que gostaram e outras que se incomodaram, o fato é que nunca ganhei amigos por causa disto e talvez tenha ganho alguns desafetos. Amigos já me disseram muitas vezes: pastor, não se meta com estas coisas, cuida da Igreja, este é o seu trabalho.
E cheguei a um ponto em que tive que concordar - trabalho de pastor é cuidar da Igreja, por isso acredito que pastor que se envolve com política partidária deveria, no mínimo, solicitar o desligamento pastoral, sendo que muitas vezes mereceriam o despojamento pela maneira que se envolvem.
Hoje os brasileiros elegerão pessoas para legislarem e governarem, e a Igreja presbiteriana, a meu ver acertadamente, tem se mantido à margem de conchavos, acertos políticos, compra e venda de apoio - ao menos em tese nossos pastores não se vendem a este ou àquele candidato. Lembremos - a instituição, a Igreja, não tem título de eleitor, não vota. Sua função não é ser cabo eleitoral de candidato algum, mas proclamar as virtudes daquele que a libertou do império das trevas e a trouxe para o filho do seu amor, Jesus Cristo. Enquanto aqui caminha, porém, tem a obrigação de viver de maneira justa, santa e piedosa, dando glória a Deus e tudo fazendo para agradá-lo, e isto inclui orar pelos governantes para que eles não usurpem atribuições que não lhes pertencem, louvar a Deus por seus acertos e ser voz profética rejeitando os seus erros, especialmente quando estes são mais que políticos, são morais e espirituais. A Igreja deve obedecer ao rei, isto é, às leis, dirigindo-se às seções eleitorais e cumprindo o dever cívico de votar.
Aos mestres da Igreja cabe o dever de orientar a Igreja em todos os aspectos da vida, pois a Igreja deve fazer tudo para glória de Deus - desta maneira pesa-me a responsabilidade de orientar a Igreja quanto às escolhas diante das propostas políticas que nos são apresentadas, mas jamais ousaria orientar o voto a qualquer candidato - nenhum mestre da Igreja tem este direito, não são senhores da consciência de ninguém, pelo contrário, votar livremente implica em escolher de acordo com as informações disponíveis para se fazer uma escolha consciente.
Uma escolha política pode ser feita por interesses pessoais, econômicos, familiares, pedido de terceiros, afinidade ideológica, amizade, simpatia, história da vida, religião. Gostaria de dar algumas orientações para que o cristão, na hora de sufragar um nome na urna, o faça consciente e livremente, mas ao mesmo tempo buscando a glória de Deus.
Uma última orientação preliminar: candidaturas são definidas em agremiações políticas chamadas de partidos, e estes partidos tem estatutos, propostas políticas, ideológicas e econômicas à qual estes candidatos dizem se submeter, portanto, votar em um amigo que é membro de um partido significa dar apoio à proposta política do partido.
Quando você for votar, pergunte-se:
i. O que este candidato pensa sobre a família? Ele é contra ou a favor? Ele considera a família composta por homem e mulher, macho e fêmea, ou defende outras formas plurais e não bíblicas com o intento de destruir a unidade familiar conforme estabelecida pelas Escrituras? O matrimônio é uma benção indissolúvel de Deus ou defende que corações endurecidos podem ir mudando de cônjuge como quem muda de roupa?
ii. O que este candidato pensa sobre o valor da vida? Ele considera o aborto uma ofensa a Deus, um crime, um assassinato, ou é apenas pouco mais que uma cirurgia estética feita por irresponsáveis promíscuos? Para ele a vida é uma dadiva de Deus e qualquer tentativa de interrompê-la de maneira banal é um crime contra o ser humano e contra o criador?
iii. O que este candidato pensa sobre a infância? Ela pode ser desorientada em sua sexualidade com informações irresponsáveis de professores descompromissados com qualquer moralidade ou precisam ser preservadas de influências malignas que trarão graves prejuízos à sua constituição moral, emocional e espiritual?
iv. O que ele pensa sobre a liberdade de expressão, especialmente a religiosa? O que ele pensa de projetos legislativos que proíbem cultos ou evangelismo em lugares públicos (mas não proíbem parada gay), limitar o acesso a programas de televisão apenas a portadores de cursos de jornalismo (embora possa-se ser presidente da república apenas sabendo assinar o nome)? Oque acha de projeto de lei que proíbe pastores de falar sobre dízimos, ofertas, espiritismo, feitiçaria e especialmente homossexualismo, obrigando a realização de enlaces homossexuais?
v. Qual o histórico pessoal do candidato? Qual a sua reputação em relação a envolvimento com corrupção? Ele usa os poderes do cargo para o bem público ou promove assistencialismo que não soluciona desigualdades sociais, mas perpetua a dependência e com isso o encabrestamento do eleitor? Como o candidato trata as questões de corrupção? Considera-a algo natural, finge não saber ou combate-a?
vi. O que o candidato tem a dizer sobre justiça social? Ele é a favor de tirar do pobre para aumentar as fazendas dos ricos ou pretende tirar tudo dos ricos para dar a desocupados? O que ele tem a dizer a todos os brasileiros, natos ou naturalizados, sobre o direito de se alimentar, morar, vestir e estudar dignamente e ter acesso rápido e eficiente a serviços como saúde, básicos e fundamentais garantidos por lei?

vii. O que este candidato tem a dizer sobre os valores escriturísticos defendidos pela Igreja cristã conforme registrados na bíblia? O que antes era escondido agora é abertamente declarado, e há candidatos que se apresentam como inimigos declarados  da fé cristã com o livro O Capital, de Karl Marx, sob a cabeceira, afirmando cristianismo e marxismo não podem andar juntos, são mutuamente excludentes, e por isso lutam abertamente pela destruição da fé cristã. Só os cristãos ainda não se aperceberam que luz e trevas não podem andar de braços dados, nem que seja de quatro em quatro anos. Seus caminhos são incongruentes, tem origem e destinos diferentes. Um é da terra para o céu, o outro é terreno para o inferno. Sua escolha, seu voto.

quinta-feira, 17 de março de 2016

A CASA ESTÁ OCUPADA, MAS O TRONO AINDA NÃO ESTÁ VAZIO

É verdade que a casa está ocupada. É verdade que se instalou no país um clima de desolação com o atual quadro político nacional. Temos um governante que não pode sair às ruas, ministros que não podem sair as ruas (e nem mesmo serem nomeados, vide o caso do ministério da justiça e agora novo ministério da Casa Covil, digo, Civil), presidentes do legislativo que são alvos de inquéritos, tanto na câmara quanto no senado, um chefe do ministério público sob justificadas suspeitas e até mesmo os juízes do Supremo Tribunal Federal são colocados em cheque por suas simpatias políticas passadas. Passadas?‼!

Eis a suspeita aumentada pela atuação de Delcídio (líder do governo da vez) e Mercadante (ministro da educação que fala aDEvogado). Aliás, praticamente nenhum ministro conhecido deste governo pode sair às ruas sem ser hostilizado publicamente.
E, finalmente, o escândalo! O pai do mensalão, o pai do petróleo, o homem que não tem fazendas no Pará, o homem que não tem sitio, o homem que não tem tríplex finalmente tem uma casa para chamar de sua: é a casa Covil, digo, Civil, justamente quando é denunciado e poderia ir parar na cadeia se não fora o (DESA) foro privilegiado que lhe foi concedido pela amiga. Aliás, é mais uma casa que não lhe pertence. Ela deveria ser do Brasil, mas lhe é cedida por uma amiga.
A jararaca e a anta se abraçam num abraço insano e mortal – pena que no meio deste abraço vergonhoso está a política, a educação, a economia, milhares de empregos, a alta do dólar, a queda da bolsa, a perda de valores de empresas, em um único dia, da ordem de mais de 32 bilhões.
É o fim? Parece ser o fim. Não tem mais jeito? Está tudo acabado? Está favorável apenas para a quadrilha?
Como nós lemos em Isaías, mesmo com o total quadro de desgoverno o trono que realmente importa, o trono do Senhor, não está, jamais esteve e jamais estará vazio. O Senhor ainda está no seu santo templo! O Senhor ainda está no seu alto e sublime trono. O Senhor ainda dirige o destino das nações. Basta que levantemos os olhos e, não dos montes ou dos palácios, mas do Senhor aguardamos a redenção. E ela virá.
Embora os corruptos governem esta nação, e ela seja uma nação infeliz porque não teme ao Senhor, lembremos que, como oportunamente me lembra meu amigo Wennis Solano citando Shakespeare: "O céu está acima de tudo. E, lá, preside um juiz que nenhuma 'autoridade' pode corromper."
Lembremos, o trono não está vazio.

segunda-feira, 9 de março de 2015

VEM PRA RUA? NÃO VOU! MAS VOU!

Recentemente tenho sido perguntado: pastor, você vai pra rua dia 15 de março participar das manifestações a respeito do impeachment da presidente Dilma? Houve até quem me convidasse para ir a Brasília participar da manifestação in locci.
Bom, a minha resposta inicial é: eu não vou. Isso mesmo, talvez para surpresa de alguns, eu não vou pra rua, não vou pra avenida, não vou pra Brasília ou para qualquer outra cidade onde as manifestações estão sendo organizadas. Se você quer uma lista, embora não atualizada, basta clicar aqui.
Isto quer dizer, então, que eu discorde do movimento? Ou que eu endosse a tese de que, sendo ela uma governante legitimamente eleita, caberia aos cristãos silenciarem e aceitarem-na (des)mandando no país, como tem acontecido? Devemos continuar nos submetendo bovinamente a sermos governados por pessoas que nunca sabem de nada, que nunca sabem o que seus subalternos estão fazendo, que nunca assumem as responsabilidades por seus erros, que sempre atribuem a outros os resultados de sua própria incompetência para gerir e competência para roubar. 
Em outras palavras, o que quer dizer, exatamente, submissão às autoridades? O que quer dizer uma autoridade legitimamente constituída? O que quer, dizer, então, sobre uma autoridade instituída por Deus?
São perguntas que precisam de uma análise, e, embora ligeiramente, acredito que possa contribuir com o debate tecendo alguns pontos de vista.
Como disse anteriormente, não irei para a rua, não irei para Brasília. Não porque eu não queira, mas por que não poderei. Tenho minhas desconfianças quanto à legitimidade das eleições ocorridas no ano passado. Duvido da legitimidade da apuração e, também, tenho sérias dúvidas até mesmo sobre a legitimidade dos votos realmente obtidos mediante processos escusos com abundante e documentado uso da máquina pública. Também não acredito na legitimidade das campanhas da atual presidente, feita, em boa parte, com dinheiro desviado da Petrobrás – desde 2010 há denúncias, agora comprovadas, de que o PT usou dinheiro manchado de petróleo para bancar seus gastos, achacando empresas (leia-se chantageando) que se viam obrigadas a contribuir legalmente (isto é, dentro da lei).
Levantar a bandeira do impeachment da presidente seria um ato de desobediência religiosa? Seria voltar-se contra Deus? É preciso observar que a submissão às autoridades não é absoluta – a submissão a Deus sim, esta é absoluta e inquestionável. Mas é possível, sem incorrer em afronta a Deus, levantar-se contra uma governante inepta e inapta, na melhor das hipóteses, embora eu acredite que ela é seu clePTopartido são outra coisa, muito pior: são corruPTos e dilapidadores do patrimônio público para o bem particular, no caso, o deles e seus partidos cooptados com dinheiro da Petrobrás, BNDES, Caixa, Correios, Eletrobrás e todas as demais empresas estatais. Assim, dentro das leis brasileiras, é possível, sim, exigir a extinção do mandato da atual presidente por crime de responsabilidade, formação de quadrilha, apropriação indébita, corrupção ativa e passiva, e muitos outros. A lista é extensa.
A segunda questão é: seria a nossa presidente atual um governante legitimamente constituído? Dentro das regras do jogo, sim, e, provavelmente, não. Sim porque aceitamos que o presidente seja alguém que, apuradas as urnas eletrônicas, tenha metade mais um dos votos válidos. Embora com apenas 1/3 dos votos dos brasileiros aptos a votarem, ainda assim ela conseguiu esta façanha. A questão é: como conseguiu? Sabe-se que conseguiu isto com maquiagem ou retenção dos dados socioeconômicos já disponíveis durante a campanha, com promessas que sabia jamais seriam cumpridas, com maciça campanha de desinformação e ameaças a beneficiários de programas governamentais, com o uso de recursos não contabilizados (há mais de um caso de simpatizante ou membro do partido detidos com grandes volumes de dinheiro) e doações "espremidas" às empreiteiras em troca de contratos com estatais. Além disso paira a dúvida sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas que não fornecem nenhuma contraprova dos dados que delas saem- não há como verificar a entrada e a saída dos dados, favorecendo eventuais programas de remanejamento de dados, isto é, de que votos de um candidato sejam, percentual e imperceptivelmente, em cada urna, considerados brancos, nulos ou atribuídos a outro candidato. Assim, do ponto de vista moral, basta que se saiba que a campanha foi mentirosa para retirar a legitimidade da eleição da atual presidente.
Seria, então, Dilma uma autoridade instituída por Deus? Eu creio que cada povo tem o governante que merece – e o Brasil optou pelo populismo mentiroso do lulopetismo. O Brasil achou engraçado e sorria das bravatas cínicas de Lula e seus apaniguados que, enquanto prometiam um porvir glorioso enchiam os bolsos de milhões de dólares e fazendas com grandes quantidades de nelore já aqui e agora. Enquanto isto as instituições eram minadas, uma a uma. Os brasileiros deram, até o momento, 12 anos e 3 meses de poder a seus destruidores. Sim, creio que foram, de fato, colocados por Deus, mas para disciplina de um povo corrupto, de um povo adepto do jeitinho, de um povo que, com exceções, não se importa em burlar pequenas leis e que já não se escandaliza com grandes escândalos. Eis o que restou do Brasil após quase 40 meses de clePTocracia petista: um país na lona, sem credibilidade internacional, em crise, caminhando para uma recessão, com a volta da inflação e do desemprego, com a vida política nacional completamente desmoralizada. Sim, Lula e Dilma foram colocados por Deus sim, mas para juízo sobre uma nação infeliz, que não teme ao Senhor.
E as ruas? Quero finalizar dizendo que eu apoio toda e qualquer manifestação de cidadãos brasileiros que ajam dentro da lei, que não sejam violentos nem depredem o patrimônio privado ou público. Black blocks devem ir para a cadeia. Arruaceiros devem ir para a cadeia. Invasores e vândalos devem ir para a cadeia. Mas a cidade ainda é dos cidadãos. A polis ainda pode fazer ouvir sua voz – isto é política, não a dos conchavos, mas participação ativa fazendo ouvir sua voz, rouca, silenciada muitas vezes, mas ainda assim, com pleno direito de se fazer ouvir.
Sei que muitos de meus amigos não comungam das mesmas idéias que eu. Familiares também discordam de mim. Eles têm direito à opinião deles, eu respeito este direito embora discorde veementemente de alguém que venha afirmar que Lula e Dilma e seus clePTocratas tenham feito algo de bom para este país. Roubaram, roubaram milhões, destruíram instituições enquanto davam pequenas porções de migalhas sob a falsa idéia de justiça social. Justiça social sem escolas que prestam ou professores com um mínimo de qualificação? Justiça social sem hospitais decentes? Justiça social com curandeiros cubanos tomando o lugar de verdadeiros médicos brasileiros deixando o povo à mercê de emissários dos Castro?
Então, com toda a força de um brasileiro que paga impostos, que trabalha quase seis meses para sustentar um estado parasita, ineficiente, inepto e cheio de corruptos pendurados, e que ainda tem que pagar escola particular para que os filhos tenham um mínimo de ensino decente, plano de saúde para não ficar à mercê das intermináveis filas dos agendamentos do falido SUS, combustível de mentirinha (compramos gasolina e recebemos quase 50% de álcool, por exemplo, quando é álcool mesmo e não solvente) que eu digo: sim, é direito dos brasileiros irem para a rua. É hora de dar um basta, por isso junto minha voz ao clamor do povo brasileiro, dos verdadeiros cidadãos brasileiros, gente que trabalha e que cuida da própria vida mas que não quer mais ser roubado e enganado zombeteiramente. Junto-me a eles afirmando que seria um grande benefício para o Brasil mandar embora esta camarilha para Cuba, Rússia, Argentina, Bolívia, Venezuela, Irã, ou qualquer outro lugar, deixando eles levarem tudo o que já roubaram pois ainda assim seria lucro para o nosso país. #impeachment. #foradilma. #lulalalonge.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O JARDINEIRO QUE SE ACHAVA DONO DO CONDOMÍNIO

Uma maneira de dizer porque NÃO aceito a mão estendida do PT pedindo trégua, porque tal pedido é falso, é uma armadilha. Em outro momento, em outro contexto, escrevi algo que remete às idéias que vão expressas abaixo no texto "Quando um escorpião te pedir carona".
Há muito tempo um jardineiro que não cuidava de jardim nenhum passava ao lado de um jardim de um condomínio e observava. Tudo estava destruído, havia mato por todo lado, muitos buracos, as poucas plantas que havia cresciam desordenadamente, umas sufocando as outras. Ele pensava: se eu fosse o jardineiro deste lugar, tudo seria diferente. Eu faria deste jardim um jardim fantástico, como nunca antes se viu.
Algum tempo depois, alguém começou a arrumar o jardim. Havia muito trabalho, muito mato, muito entulho… e o trabalho era vagaroso, era lento… não havia recursos, os moradores do condomínio contribuíam pouco, e o jardineiro ainda ficava do lado de fora falando contra as pessoas que estavam trabalhando. Havia ferramentas por todo lado, muito material espalhado. E o jardineiro sem jardim ali, junto com outros ajudantes que não ajudavam em lugar nenhum, ficava apontando problemas que, evidentemente, havia e outras que só ele via, e criticava até o que estava sendo feito e estava dando certo. Dizia que faria tudo diferente, que transformaria aquele jardim que achava mal cuidado numa maravilha do mundo.
Depois de algum tempo, e de tanto falar, e falar, e falar, e gritar, e às vezes impedir os trabalhadores de fazerem seu serviço o jardineiro foi contratado. Sua primeira ação foi pedir ao mestre das obras que permanecesse – enquanto falava que estava tudo errado continuou fazendo do mesmo jeito, mudando apenas o nome dos jardins e a posição das flores.
Na sequência, foi ganhando confiança e achou que não teria nenhum problema tirar uma flor para levar pra casa. Seus ajudantes viram, e também acharam que poderiam levar. Um levou um pouco de pesticida… outro um pouco de adubo… depois foi um buquê para um casamento… e assim foi… enquanto isto pediam cada vez mais dinheiro pros condôminos para manter o jardim funcionando. E ele e os ajudantes continuaram levando um pouquinho cada vez maior de pesticida… de adubo… de flores… tão preocupados em levar insumos para casa, cada uma delas com jardins cada vez mais vistosos, tomando cada vez mais do seu tempo e algumas primaveras depois o jardim começou a dar sinais de que algo estava muito errado.
Mas nada abalava o jardineiro. Continuava dizendo que nunca antes aquele jardim estivera tão bonito, e nunca antes tanta gente tinha ficado feliz por receber algumas flores tiradas do jardim – e nunca antes os condôminos contribuíam tanto, a ponto de ele levar uma porção bem generoso para seus amigos, seus vizinhos. O jardineiro começou a querer ensinar para todo mundo como ser bem sucedido cuidando do jardim dos outros.
De repente, inexplicavelmente, algumas árvores começaram a dar sinais de estarem infestadas de cupins, o solo endurecido cheio de formigueiros… as ervas daninhas tomavam conta de todo o jardim. E o jardineiro, que jardineiro não era, diz não ter responsabilidade e coloca a culpa nos trabalhadores anteriores. Houve quem acreditasse, a assembleia dos condôminos ficou dividida, engalfinhando-se uns contra os outros e o jardineiro apoiando a confusão. Logo o jardineiro colocou um substituto que, também, jardineiro não era, mas se vestia de jardineiro, dizia ser jardineiro mas nunca havia sido bem sucedido cuidando nem de uma planta em um vaso.
Agora, as flores são menos numerosas, os trabalhadores ainda querem levar flores para casa e alguns condôminos já sabem disso. Mas o jardineiro se fez amigo do síndico… do porteiro… não há para quem reclamar…. Alguns moradores questionam, reclamam, até pensam em mudar de condomínio. E o jardineiro e seus amigos pedem união – desde que seja ele a dizer como esta união deve ser. Se alguém discordar, que se cale e pague a conta, pedem mais contribuição, pedem olhos fechados para os desvios, para as prestações de contas mentirosas e maquiadas, pedem até que a forma de prestar contas seja mudada. De tanto dar flores para os editores o boletim do condomínio publicava cada vez mais fotos de flores – muitas repetidas e de outros jardins, mas arvores caídas e podres eram esquecidas, os carros com marcas de vandalismo eram esquecidos… as paredes riscadas nem eram noticiadas. Máquinas quebradas e enferrujadas pelos cantos nem eram notadas. De vez em quando alguém aparecia machucado e tudo ficava por isso mesmo.
Espere um pouco. União? Silêncio? Pagar esta conta absurda e abusiva?
Desculpem-me meus amigos que pensam diferente, e, ainda podemos pensar diferente (ainda, mas, sinceramente, não sei por quanto tempo), não acredito que seja a hora de calar. Não acredito que seja a hora de unidade, de pacto com o erro, pois não é justo nem prudente estabelecer laços de cooperação com quem quer, apenas, nos espoliar. Eles querem os poucos anéis que restam. E quando não tiver mais anéis, vão querer os dedos, as mãos, os braços, sempre com gritos como o da rainha louca para que a cabeça dos dissidentes seja cortada. Tem sido assim, basta observamos os exemplos da União Soviética, de Cuba, da Venezuela. Já ouvimos os gritos de todos os lados. Mãos já são enfiadas desavergonhadamente em nossos bolsos para tirar as poucas moedas que ainda restam.
Não, não é hora de unidade para pensar no Brasil, porque este que nos é apresentado num reino de fantasia e maquiagem marqueteira mitômana não é o Brasil que queremos. Pensar no Brasil significa manter os olhos abertos, pensar no Brasil significa permanecer vigilante, atento e atuante. Significa continuar resistindo a esta avalancha de ladroagem, de escândalos, de desfaçatez que, nunca antes neste país, se viu semelhante. Não é hora de dar trégua a uma serpente insidiosa e venenosa. Não é hora de parar. É o momento, e na verdade já de há muito atrasado, de arrancar a casca da árvore podre para chegar à fonte dos cupins, e, quando chegar lá, fazer o que for necessário para pôr fim à sua proliferação corruptora.
O caminho é o do combate na forma da lei, o caminho é o da vigilância, da denúncia firme. Enquanto isto, continuemos construindo o Brasil. Ainda há um Brasil que trabalha – um Brasil de brasileiros que não desistem. Enquanto os roubos são perpetrados, o Brasil continua e deve continuar a construir, a trabalhar, mas de olhos abertos e mãos na espada, como Neemias e seus trabalhadores. Não deixaremos a cidade em ruínas, mas, também, não deixaremos de vigiar em nossa luta contra os espoliadores.
Unidade, sim. Mas unidade pelo bem do Brasil.
E o PT não é o Brasil. PT é Foro de São Paulo. PT é bolivarianismo. PT é comunismo. PT é Cuba, é Irã, é Venezuela, é Argentina.
Unidade com o PT? Dar cópia das chaves do cofre aos espoliadores?
Nunca. Jamais, em hipótese alguma.
É suicídio.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

CRISTIANISMO SOCIALISTA? ...ou: Pode existir um judeu nazista?

CRISTIANISMO SOCIALISTA?
ou... Pode existir um judeu nazista?
Há alguns anos li uma história a respeito de um influente oficial da SS alemã que, durante a II Guerra Mundial, foi colocado sob a suspeita de ser descendente de judeu. Por mais fiel que ele fosse, por mais “nazi” que fossem suas convicções isto era suficiente para leva-lo aos campos de concentração é, finalmente, às câmaras de gás. Para provar que não era judeu ele se esforçava para ser o mais eficiente possível na eliminação de judeus - até que foi, ele próprio, morto pelos... Adivinhem? Nazistas.
O que é, de fato, o socialismo? E porque um cristão não pode, se for criterioso o suficiente para analisar sua fé e estudar a doutrinação socialista, abraçar os dois deuses ao mesmo tempo (Mt 6.24)?
O socialismo é uma derivação da ideologia marxista - seu irmão mais radical é o comunismo. O socialismo é um comunismo ainda não inteiramente instalado. A diferença básica é que, no socialismo, as forças de produção estariam a serviço do bem social, nas mãos de entidades privadas, mas sob estrito controle estatal que direcionaria as forcas produtivas e investimentos. No comunismo toda a força de produção, bens e material humano, estariam a serviço do estado que buscaria redistribuir igualitariamente entre os membros da comunidade.
Nenhum país que aderiu ao comunismo conseguiu chegar sequer perto do ideal proposto, e quanto maior a influência comunista no  governo, maiores são os níveis de corrupção (veja a antiga URSS e as repúblicas derivadas daquele império social-cleptocrata). Quando o individuo é colocado a serviço do Estado ele perde seu valor. O socialismo possui os seguintes princípios:
I. Não há princípios espirituais ou morais que rejam os interesses da sociedade. O único interesse é bem coletivo - tudo o que ameaçar a ordem dever ser combatido por todos os meios disponíveis. Tudo é lícito para garantir a existência de uma sociedade controlada. Religião e moralidade são “permitidos” na medida em que não se oponham aos ditames do “partido”. Na prática, o cristianismo é visto como a pior droga que um povo pode consumir (o ópio do povo);
II. O Estado, um difuso "bem coletivo", é o ente supremo. O comunismo e seus derivados pregam, na prática, o ateísmo estatal. Nada nem ninguém é tolerado acima do Estado. Só que, o Estado, na prática, é o conjunto de burocratas que alcançam postos elevados no escalão governamental, usufruindo das benesses do poder enquanto o “povo livre” vive de rações cada vez mais escassas;
III. O Estado determina quais e em que proporção os cidadãos podem usufruir de direitos fundamentais, como ir e vir livremente, informação e liberdade de opinião. Em situações extremas, como a chinesa, o estado determina até quantos filhos as famílias podem possuir - e, neste quadro, concepções não permitidas são punidas com multas, prisão e obrigatoriedade de realização de abortos.
IV. O marxismo e seus derivados são ateus - Marx era ateu e sua teoria parte da premissa de que Deus não existe e que não criou nem governa nada, portanto, a moral cristã pode ser descartada. O que existe é a utilidade de uma determinada medida em prol de um objetivo definido pelo Estado. O marxismo sustenta a ideia de um universo autônomo e autômato, sem nenhuma realidade espiritual, por isso objetiva destruir todos os valores cristãos (Deus, fé, justiça, vida, família, virtudes) vendo o cristianismo como uma mera evolução cultural, um resultado de interesse meramente social e econômico, mas nada espiritual, portanto, descartável se não puder ser usado.
V. Para o marxismo e seus filhotes materialistas e, em alguns casos, pseudo cristãos, se não há realidade espiritual, então não há Deus, não há ressurreição e, portanto, não há prestação de contas (Ec 11.9), porque, afinal, não havendo Deus, não há lei moral, e, não havendo lei moral, não há pecado, há apenas desvios da conduta socialmente estabelecida e, para estes, o estado tem a liberdade de tomar quais quer providências, inclusive a pena capital.
VI. Para o marxismo não há certo e errado. Há apenas o útil e o prejudicial (para os interesses da burocracia dominante). Para o cristão há a santidade de Deus, sua lei e sua vontade, boa, perfeita e agradável. A moralidade marxista é relativista, inexistem verdades eternas e imutáveis.
Concluo com duas frases de Marx “O comunismo começa onde começa o ateísmo” e “O comunismo, porém, abole as verdades eternas, abole a religião e a moral” (Manifesto Comunista) e uma de Lênin, o carniceiro russo: “Devemos combater a religião. Isto é o A B C de todo o materialismo e, portanto, do marxismo”.
Você, cristão, consegue ser marxista e cristão ao mesmo tempo? Você consegue, ao mesmo tempo, dizer que Deus não existe e que ele é seu salvador? Alguma coisa está muito errada. E não é com Deus. O marxismo vai passar, e você terá que, crendo ou não, prestar contas a Deus.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O BRASIL QUE O PT QUER SEQUESTRAR II

O BRASIL QUE O PT QUER SEQUESTRAR II
Veja isso, que mostra o verdadeiro programa MAIS MÉDICOS, na cidade de Pacajá-Pa: http://g1.globo.com/.../medica-cubana-deixa-mais-medicos...
Observe uma série de problemas com este programa:
1. Os médicos foram enganados sobre os valores do contrato de serviços – ela foi informada que receberia U$ 400,00 e que seria feito um depósito de U$ 600,00 em uma conta para ela ser resgatar quando retornasse a Cuba (veja no artigo III. a história de outro médico);
2. Os médicos foram contratados e exportados por uma empresa, a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, e não pela OPAS, como aqui foi divulgado - a OPAS é apenas um fantoche;
3. Os médicos tinham sua liberdade restringida através de "feitores" que podiam dizer onde ir ou impedir sua saída, contrariando as leis do Brasil que garantem o direito de ir e vir;
4. Os médicos tem que permanecer submissos sob pena de retaliações a seus familiares;
5. Os médicos que tentarem obter asilo no Brasil são ameaçados pelo BRASIL de serem deportados como foram os lutadores cubanos durante os jogos Pan-Americanos.
Concluo: isso não é ideologia, é FATO. A médica Ramona Matos Rodriguez mostrou o contrato de trabalho feito com a empresa, corroborou inúmeras denúncias que já foram apresentadas anteriormente, e tomou a decisão de buscar asilo APESAR do risco que isto representava para seus familiares, inclusive uma filha que também é médica.
A médica estava sendo procurada pela PF, até que conseguiu o oportuno asilo através do deputado Ronaldo Caiado. Amigos que possuo em Pacajá me informaram que teve até helicóptero sobrevoando a região de Pacajá para "resgatar a médica" quando notaram seu desaparecimento. Mas, quando um cidadão brasileiro, trabalhador, pagador de impostos, desaparece, especialmente na região onde o fato ocorreu, alguém já viu algo assim acontecer? Interpreto o fato como uma tentativa de impedir a deserção com o consequente vazamento de informações que ela poderia fazer chegar ao público – o que efetivamente aconteceu, especialmente os termos do tal contrato de confidencialidade com a "empresa gato" cooptadora de escravos médicos SMCCSMC que usou a OPAS como "laranja".
Seria interessante levantar a sede da empresa que negocia médicos, seus sócios... quem sabe encontremos Padilhas, Dirceus ou seus laranjas entre eles. Eu não me surpreenderia em absolutamente nada se o capital social tivesse participação brasileira.
E isso não é tudo. Na cidade de Santa Maria da Vitória, Ba, que visitei recentemente, um médico que clinica há mais de 20 anos, estava atendendo num Posto de Saúde quando recebeu, durante um atendimento, a visita de uma autoridade municipal acompanhado de um casal de cubanos e foi informado que seu plantão havia terminado e que aquele casal assumiria no mesmo dia. O médico recebia o valor normalmente pago aos médicos no Brasil e estava sendo substituído pelo casal porque isto representa menores custos.

sábado, 13 de julho de 2013

DIA DE LUTA (PELA SOBREVIVÊNCIA DO PETRALHISMO)

DIA DE LUTA
A Folha de São Paulo fotografou, documentou e divulgou o que já se sabia ser costume das manifestações chapa branca: o número de "manifestantes" é engordado por muitas pessoas que não tem nada a ver com os movimentos que dizem representar. Mas esta engordada não é voluntária – é contratada. A folha atesta que a União Geral dos Trabalhadores, dirigida por Ricardo Patah, filiado ao partido de Gilberto Kassab, PSD (aprenderam rapidinho os métodos de seus novos amigos).
O pagamento a um grupo de 80 pessoas vestidas com camisetas da UGT foi efetuado, mediante recibo com o título "11 de julho – dia de Luta" numa rua atrás do MASP, por volta das 15.00h. Cada um deles apresentava uma fita de identificação, assinava o recibo e recebia R$ 70,00. Algumas das pessoas que receberam a "ajuda de custo" disse ter ido para a manifestação apenas para receber o dinheiro e não terem qualquer ligação com o sindicato.
Procurado, Patah disse sua central sindical não tinha ligação com o pagamento, mas passou o telefone para Josimar Andrade, um "mobilizador que reuniu amigos e familiares" e decidiu dar a ajuda de R$ 70,00 (total de R$ 2.800,00) do próprio bolso por razoes humanitárias, afirmando: "Como eu não vou pagar um lanche, um x-salada, vendo aquelas pessoas, mulheres, andando desde as 6h? É humanitário. Tenho que ter essa sensibilidade."
COMENTO
Patah organiza a manifestação e não fica sabendo do pagamento documentado pela folha (e os pagamentos que não foram flagrados?) no valor de R$ 5.600,00? Mas quando procurado passa o telefone exatamente à pessoa que efetuou os pagamentos "por razões humanitárias". Muito humano, especialmente se calcularmos o que estas pessoas podem ter gasto:
Passagens (R$ 3,00 X 4 = R$ 12,00) + Água (R$ 1,50 X 4 = R$ 6,00) + Lanche R$ 8,00 X 1 = R$ 8,00) + Almoço (R$ 15,00 X 1 = R$ 15,00) + Refrigerantes (R$ 2,50 X 2 = R$ 5,00) = R$ 46,00
Ocorre-me que estas pessoas foram arregimentadas e transportadas por veículos ligados aos sindicatos, logo, houve uma economia de R$ 12,00 de cada manifestante. Se gastaram tudo o que supus – e normalmente não se gasta tanto, a despesa cai para R$ 34,00.
Muito humano o Sr. Josimar com seus amigos e familiares, usando o dinheiro dos sindicatos que é tomado dos trabalhadores – e eles podem fazer isso porque os sindicatos, por lei, não prestam contas do dinheiro que tomam de você, trabalhador. Podem gastar tudo com jujuba e cachaça, e ninguém tem nada com isso. Podem ir fazer cursos em Cuba ou no Afeganistão, e ninguém tem nada com isso. Podem ir para a Disney, e ninguém tem nada com isso. E é exatamente isto que explica as confusões e tiros na tentativa de eleição no sindicato dos motoristas de São Paulo.

Ah! E sobre o fiasco das manifestações que, no Brasil inteiro, não conseguiram somar nem o total de uma das manifestações ocorridas no Rio de Janeiro. Pessoal, o povo é bobo, tem se deixado conduzir bovinamente pelo PT e seus partidos alugados, mas, tudo tem limite. Estava na cara que este "dia de luta" era o dia de "luta pela sobrevivência do PT e seu sistema cleptocrata".

segunda-feira, 8 de julho de 2013

VAI QUE COLA - BALÃO DE ENSAIO DE MÉDICOS CUBANOS ESTOUROU

Eles não aprendem, ou, pior ainda, estão brincando de "vai que cola". Conta-se que os clientes de um restaurante, ao pagarem a conta, observaram um item estranho, o VQC. Sem saberem o que era, e ninguém tinha pedido prato de nome tão inusitado, perguntaram o que era, e o garçom simplesmente riscou o item. Ainda insatisfeitos, insistiram em saber o que era. Ao que um garçom, sorrindo, disse que era o "Vai que cola". Se os clientes pagassem, tudo bem, se não, bem, não colou.
Assim é que vejo a proposta de contratação de médicos cubanos para trabalhar no interior do Brasil. Sabe-se que o que falta é, principalmente, estrutura, e não profissionais. Pelo menos não em número tão grande [a proposta era de trazer entre 6.000 e 10.000 médicos, muitos dos quais formados em cursos cujos equipamentos datam, ainda, da extinta URSS - sei que tem leitores que talvez nem saibam o que é essa sigla, a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas]. Outro aspecto que causou indignação entre a classe médica foi o fato de que o governo queria trazê-los por ideologia, sem que eles comprovassem aptidão para exercer a medicina aqui no Brasil - coisa que é exigida de todos os profissionais brasileiros.
A proposta foi, ao menos por enquanto, abandonada, e o governo pretende dar prioridade a profissionais espanhóis e portugueses. Entretanto, insisto que o problema não é de número, mas de estrutura. De que adianta ter um médico espanhol para clinicar num posto de saúde feito de pau-a-pique e coberto de palhas de coco?
A Dilma não aprende - ou não quer aprender. Vai causar mais estranhamento, mais barulho, mais protestos. É mesmo uma presidAnta - ou então este novo balão de ensaio é para encobrir uma nova cascata que vem por aí.

terça-feira, 25 de junho de 2013

CONTRA O GOLPE CHAMADO DE CONSTITUINTE EXCLUSIVA

Veja o que está por trás da proposta de "constituinte exclusiva" da Sra. Dilma Vanda[la] Roussef. Aconteceu assim na Bolívia, na Venezuela, no Irã, está acontecendo na Argentina e ela quer fazer aqui no Brasil. Pense no que resultaria duma constituinte com o domínio que o PT tem do congresso: Judiciário controlado e amordaçado, mensaleiros nos ministérios e por aí vai.
A sra. Dilma está aproveitando o clima de desgoverno para propor o que pode resultar numa constituição bolivariana, semelhante à que já existe na Venezuela e que está sendo instalada na Argentina de Cristina Kirschner. A Bolívia já tem a sua e o Peru está a caminho. É isso que o povo brasileiro quer? Pense bem, você que é simpatizante do petismo. Se prefere este tipo de bagunça institucionalizada, que tal ir morar em Cuba, Venezuela ou Argentina?

sexta-feira, 21 de junho de 2013

VOCÊ NÃO É PORCO SELVAGEM

Adaptado, com um comentário final
Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todo dia comer o milho gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca. Mas só de um lado do lugar onde eles se acostumaram a vir. Quando eles se acostumam com a cerca, eles voltam para comer o milho e você coloca o outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam para comer. Você continua assim, até colocar os quatro lados da cerca em volta deles, com uma porta no último lado. Os porcos, que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas, continuam a vir. Você, então, fecha a porteira e captura o grupo todo.
E assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro das cercas, mas logo voltam a comer o milho fácil e gratuito. E ficam tão acostumados a ele que esquecem como caçar na floresta por si próprios. E por isso, aceitam a servidão.
É exatamente isto o que está acontecendo com o nosso país: O governo ficava empurrando o povo para um falso comunismo (porque os dirigentes são todos capitalistas, burgueses do socialismo, latifundiários, empresários do capital público) e um arremedo de socialismo espalhando o milho gratuito, na forma de:
• Propagandas de auxílio de renda (criando uma infinidade de estado-dependentes, um verdadeiro curral eleitoral),
• Bolsas auxílio de todos os tipos (quando o que o homem precisa é trabalho e dignidade),
• Impostos variados (sob a desculpa de financiar o que já tem dinheiro mais que suficiente, só que mal gasto ou desviado por eles mesmos – lembra-se do mensalão, máfia dos sanguessugas, dos vampiros, etc.?),
• Estatutos de proteção a minorias (que acabam com os direitos da maioria, como, por exemplo, na seguinte hipótese: se um negro agredir um gay, teremos homofobia, e se um gay agredir um negro, teremos racismo. Qual dos que lutam por supremacia racista ou sexista gostaria de ser enquadrado pelas leis que tanto defendem agora),
• Cotas para estes e aqueles (prejudicando, entre outras coisas, o mérito),
• Subsídio para todo tipo de coisa (menos para o trabalho),
• Programas de bem-estar social (e não melhorias de infraestrutura),
• Medicina e medicamentos gratuitos. Devemos nos lembrar que, por exemplo, não existe esse negócio de almoço grátis e, também, que não é possível alguém prestar um serviço mais barato do que seria se você mesmo o fizesse.
Finalmente, se você percebe que toda essa maravilhosa “ajuda” governamental se opõe ao futuro da democracia em nosso país, você vai ajudar a tornar este texto conhecido por todos os seus amigos e contatos.
Mas se você acha que políticos e ONGueiros (financiados por interesses externos) pedem mais poder para as classes deles tirarem liberdade e dinheiro dos outros para beneficiar “você” ou os “pobres”, então, tudo bem, faça de conta que não leu (quem tem mais propriedades, "eles", os ONGueiros pseudolibertadores, ou os pobres que anunciam defender? Lembre-se que Lula, o pai dos pobres, é rico, e só alguns de seus filhos enriqueceram - talvez por serem laranjas). E que Deus o ajude quando trancarem a porteira!
O milho já está sendo colocado faz tempo; as cercas estão sendo colocadas aos poucos; imperceptivelmente. E quando menos se espera...
PRONTO! TRANCAM A PORTEIRA – E NÃO SE ILUDA, VOCÊ ESTARÁ DENTRO E JÁ NÃO HAVERÁ NENHUMA FORMA DE RECLAMAR POR LIBERDADE – ELAS FORAM DESTRUÍDAS HÁ MUITO, MUITO TEMPO, E VOCÊ CONCORDAVA!

O que está acontecendo com o Brasil hoje? Ou o milho não está sendo suficiente [o que não creio] ou tem gente armando novas cercas tentando atrair os que já se encontram "domesticados" e que se tornaram muito numerosos, para seu redil. O que não esperavam era que, neste processo de transposição, alguns dos encarcerados, talvez nascidos no cárcere, tenham percebido que há algo mais que o cercado. E acabaram fugindo ao controle.
Lembro-me de quando era adolescente, tínhamos um touro guzerá que chamávamos "lesado". Era extremamente violento e muito grande. Precisávamos levá-lo de um pasto para outro, e para que ele andasse pelo corredor entre fazendas era preciso que ele fosse conduzido junto com uma dúzia de vacas muito mansas, muito obedientes. A estratégia era que ele se sentisse confortável, e seguisse a boiada. Eu era o encarregado de ir à frente, abrir a porteira e impedir que o gado seguisse adiante. Só que o "lesado", preferiu fazer seu próprio caminho, enquanto as vacas entraram pela porteira aberta ele preferiu seguir o caminho da liberdade e veio com toda a força em minha direção. Consegui reconduzi-lo, meu padrasto, Jalmiro Queiroz, já falecido, repreendeu-me [e depois elogiou meu destemor, na verdade, imprudência e inexperiência] posteriormente por ter encarado o touro. O que quero destacar é que, talvez, alguns estejam percebendo que podem seguir adiante no corredor aberto, sem se dirigir para novos redis.

segunda-feira, 26 de março de 2012

PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS

Este é Fernando Pimentel. Ele é ministro do governo petista. Amigo pessoal de Dilma Roussef. Está no governo na chamada quota pessoal da presidanta [vou tratá-la por presidente quando ela parar de destratar a língua portuguesa].

E porque escrevo sobre ele agora? Porque a Comissão de Ética Pública da Presidência da República [deveria chamar-se Comissão de Ética Pública da República para não subordinar-se diretamente ao presidente da vez] deu-lhe dez dias para explicar porque recebeu a módica quantia de R$ 2.000.000,00 [dois milhões de reais] para dar palestras na FIEMG, que na época era comandada pelo seu correligionário Robson Andrade, hoje alçado ao posto de presidente da Confederação Nacional da Indústria.

Antes que algum apressadinho questione: “Se pagaram a ele dois pau, então ele deve ser muito bom no que faz”. O problema é que Pimentel nunca deu palestra alguma – mas embolsou a bolada assim mesmo. Até aí tudo normal no mundo da política-economia, não fosse um detalhe: Pimentel é ministro do governo da sua amiga que sequer cogita tirá-lo da pasta.

A presidanta não se importa com o fato de seu amigo pessoal está enrolado, pois, segundo ela, o episódio aconteceu antes de Pimentel ser nomeado ministro. Na sua lógica bem esquerdista [a lei não precisa ser seguida para atingir os inimigos, a lei não deve ser seguida para proteger meus amigos], se não era ministro dela, o que ele fez é ou deixou de fazer, no caso, deixou de fazer, não é, também, problema dela. Com a palavra, a Comissão de Ética, porque o congresso não passa de um bando de alugados, em sua maioria. E os que não são alugados estão se mostrando, a cada dia, mais fracos e covardes, ou omissos.

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