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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

APRENDENDO A SER CRENTE COM O CRENTE DANIEL - II


II: COMO DANIEL VOCÊ DEVE BUSCAR A COMUNHÃO DOS SANTOS


Dn 1:7 - O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abede-Nego.

Dn 3:16-18 - Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego ao rei: Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder (o senhor a tem a resposta). 17 Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. 18 Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste.


Hananias, Misael e Azarias são homens altamente compromissados com Deus a ponto de colocarem a sua vida como menos importante do que a obediência e a fidelidade ao seu Senhor (Dn 3:16-18).

Estes três homens eram amigos de Daniel, amigos de longa data (Dn 3:16-18). É absolutamente certo que, como Daniel, não participassem dos churrascos e banquetes onde o nome do Senhor era profanado (Dn 5:13).

Eis uma segunda e preciosíssima lição que aprendemos com Daniel. Seu prazer estar em estar com os santos de Deus (Sl 16:3) para experimentarem a comunhão e bendizerem juntamente a Deus, evitando a todo custo a prática da impiedade (Sl 1.1) porque os santos de Deus se reúnem para a prática de coisas santas, aos ímpios é que é comum a prática da impiedade (Ap 22:11).

Faça como Daniel - seja crente, una-se aos crentes para a prática de coisas santas. Não abandone a sua congregação porque a deserção é como pisar sobre o sangue da aliança (Hb 10:25-27: não desertemos - egkataleipontej).

Anote esta segunda lição que aprendemos com Daniel: crente busca a comunhão dos crentes para fazer coisas de crentes e não coisas que os ímpios mais tarde se reuniriam para fazer contra Daniel (Pv 29:25).

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

ORAÇÃO PASTORAL

Senhor, ali está o púlpito que Tu me confiaste.
Sei que não queres eloquência frívola e que não me colocaste aqui para agradar ouvidos que coçam por novidades. É hora de ir para lá. Está tudo feito. Tantas vezes meus pés pesam enquanto caminho para o púlpito com um peso imensurável nos ombros. Enquanto isto muito pares de olhos estão sobre minhas costas. Conferem meu cabelo, minha roupa, meus gestos, mas nenhum deles é capaz de sondar minha alma e meu coração. Quero entregar com fidelidade a mensagem, peço-te que me ajude. Vou falar às ovelhas que Me confiastes, e peço que haja ao menos um coração sedento por uma palavra Sua. 
Peço-te que refrigeres a minha alma, como nenhum copo de água gelada pode refrigerar. Sei que ninguém além do Senhor sabe como realmente me sinto, ou dão importância para eu estar bem ou mal, alegre ou triste. Minhas preocupações e dores devem ser escondidas, não podem ser externadas, precisam ser disfarçadas como um palhaço disfarça sua tristeza e pinta um sorriso caricato no rosto.
Sinto-me sozinho e abandonado. Minha dor, minhas lutas diárias, minha fragilidade, nada disso pode entrar na mensagem porque ela é Sua e não sobre mim. São profundas as feridas sofridas ao longo destes anos, destes meses cruéis e destes dias angustiantes... sinto que o inferno tenta me retalhar a alma no mesmo instante em que meu único desejo é ser instrumento Seu para avisar aqueles que caminham para lá.
Quantas vezes cheguei aqui depois de ter chorado internamente uma tarde inteira, no mais terrível dos choros por evitar que as lágrimas escorram pelos olhos, para não preocupar ou fazer sofrer outras pessoas.
Não quero decepcionar-te Senhor. Não quero negociar a missão nem a mensagem. Não quero deixar de ser uma voz que diz “Assim diz o Senhor a esta geração”. Mas, Senhor, e o custo disto? O peso? Preciso ser revigorado pelo Senhor, porque é humanamente insuportável!
Senhor, é difícil não odiar quem me persegue implacavelmente usando seu nome e a sua Igreja como desculpa para praticar a impiedade. Quantas vezes tive que falar de cura enquanto sofria com dores excruciantes no corpo e na alma. Quantas vezes tive que consolar almas com espinhos quando o que eu mais precisava era de um abraço, de consolo em um ombro amigo para diminuir a dor das estacas em meu coração.
Quantas vezes fui obrigado a deixar a minha família para cuidar de restauração de famílias que sequer suspeitavam da angústia da minha. Senhor! Senhor! Senhor! Como é difícil às vezes dizer às pessoas para confiar no Senhor, para Te ouvirem quando o que mais me pesa é o seu silêncio sobre mim. Até quando, Senhor!
Ó Senhor! Ó Meu pastor! Tu conheces o coração deste pastor. Tu sabes que não busco holofotes, não anseio por ser grande entre os homens – só quero servir-te com fidelidade. Esta é a minha tarefa, o meu desejo, meu pão e a minha realização. Mas como é difícil alimentar as ovelhas quando sinto-me quase exangue, faminto por uma palavra Sua que me dê novo alento.
Senhor, sei que tenho que ser instrumento de Sua graça sobre este povo que me confiaste, tenho que abençoá-lo. Quero que Sua graça seja derramada sobre o povo de Deus mas eu preciso, careço e clamo: “Meu Deus, não me desampares! Angústias mortais se apoderam de mim. Meus joelhos se dobram, minhas mãos descaem, minha alma fenece, meu alimento tem sido regado a lágrimas e meu sono se foi. Me socorra!”
E, mesmo assim, só consigo olhar para o alvo da soberana vocação, ouvindo o Senhor dizer-me: “Sê fiel até a morte”. Sua Palavra me diz que Sua graça me basta e eu preciso apenas ser encontrado fiel. Ao meu coração sofrido Seu Espírito derrama um pouco de bálsamo e diz: “Busque a minha presença”. Buscarei, pois, Senhor, a Sua presença e Te obedecerei. Não tenho mais forças mas o Senhor há de sustentar-me, porque meus lábios e coração Te pertencem – e há muitos que ainda precisam ouvir a Sua voz advertindo a pecadores e chamando-os ao arrependimento.
Cheguei ao púlpito - uma caminhada de poucos metros que às vezes parece a travessia de um Sinai inteiro. Usa-me. Mesmo que com isso me consumas para Sua glória. Usa-me!

quarta-feira, 11 de abril de 2018

NÃO CALCULAR O CUSTO DE SER DISCÍPULO DE JESUS FAZ GENTE FRUSTRADA COM O QUE PERDERAM DO MUNDO

Estudo ministrado na IP de Paragominas.

O apostolo Paulo fala sobre a expectativa da ressurreição, mas o que ele diz serve de alerta para aqueles que, não tendo nascido de novo, adentram na Igreja e sentem-se frustrados, obrigados a obedecerem a “leis da Igreja” e a deixarem de fazer coisas porque a Igreja proíbe (explicita ou implicitamente): são os mais infelizes de todos os homens, porque deixam de gozar dos prazeres terrenos e não gozarão da bem aventurança celeste (1Co 15:19). Na sua infelicidade alguns se voltam para o mundo buscando um pouco de compensação, proclamando com seu modo de viver que é melhor comer, beber porque a morte é certa (Is 22:13).
O que começa com um engano termina com vergonha e opróbrio, aqueles que não nasceram de novo, não se tornaram ovelhas de Cristo e, como cães voltam a comer o próprio  vômito e porcas lavadas, retornam avidamente ao lamaçal (2Pe 2:22) seu estado e miseravelmente pior que o primeiro (2Pe 2:20). O que começa com uma noção tristemente equivocada do evangelho, passa por um arremedo de cristianismo e produz frustração profunda, escondida, muitas vezes, sob uma falsa alegria mantida por experiencias passageiras e insatisfatórias. A fé cristã é mais que uma “decisão por Cristo” causada por um bom sermão ou um evento profundamente emotivo que produz, por alguns momentos, alguma forma de sentimento ode alegria e paz até que o peso da cruz começa a pesar-lhes nos ombros e percebe que seguir a Cristo não é tão fácil e como alguns pregadores ensinam na busca de seguidores para si mesmos.
Ninguém está livre de se equivocar. Pessoas honestas e sinceras se equivocam. Filhos de pais verdadeiramente crentes podem dar um testemunho muito pobre do que é a fé cristã porque realmente não nasceram de novo, apesar de terem grande conhecimento de fórmulas doutrinárias, de terem assistido muitas pregações, lições e participado de muitos eventos, sem, entretanto, pensar seriamente no que tem aprendido. Lamentavelmente estes são os mais difíceis de serem recuperados porque estão de tal modo acostumados com a vida da Igreja que não percebem que vida cristã é mais do que isto (Hb 6.4-6) e nunca chegaram a comprometer-se como o Senhor exige, com os sacrifícios e as consequências que uma profissão de fé séria em Cristo exige. Lamentavelmente é provável que muitos deles jamais tenham sequer ouvido falar que devem calcular o custo de seguir a Cristo e as suas implicações.

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