Mostrando postagens com marcador Igreja Presbiteriana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Igreja Presbiteriana. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de maio de 2020

TEMPOS CONFUSOS


Provavelmente esta é a melhor definição para os nossos dias. São dias tão complicados que não conseguimos saber qual dos três poderes estabelecidos faz o que.
O Supremo Tribunal Federal, que deveria ser um tribunal constitucionalista e de recursos superiores se tornou um tribunal midiático de esquina, concedendo liminares sobre uso de sacolas plásticas nos supermercados e intervindo em todas as esferas, criando leis (quando deveria interpretá-las) e intervindo em atos administrativos e econômicos quando deveria julgá-los em última instância.
O Poder Legislativo só legisla em benefício próprio e sob pressão popular ou circunstancial. Em meio a uma crise mundial agem apenas em benefício próprio buscando vantagens financeiras como podemos ver na compra dos respiradores artificiais com preços estratosféricos, hospitais de campanha contratados a empreiteiros amigos e troca de apoio político por cargos.
O poder executivo não pode governar por constantes intervenções dos outros poderes (na atual conjuntura prefeitos e governadores emitem decretos considerados superiores a autoridade federal) e a um comportamento errático que parece buscar mais causar nas redes sociais e conseguir likes do que apresentar um projeto de governo convincente e benéfico para a nação.
Para complicar ainda mais o quadro, o que não faltam são fake news, mentiras sendo propagadas como verdades pelo chamado quarto poder, a mídia. Tom Jobim afirmava que o Brasil não é para principiantes - atualmente diz-se que não é para amadores. E não é mesmo. O problema é que os políticos profissionais estão se especializando em tornar as coisas mais e mais confusas.
A Escritura afirma que se os fundamentos forem destruídos, o que poderá fazer o justo? A resposta é: continuar na prática da justiça e não contribuir para tempos mais confusos ainda.

terça-feira, 24 de março de 2020

A Vontade de Deus - Aula I de Introdução Doutrinária


Conhecer a vontade de Deus sempre foi um desejo do ser humano, independente de qual corrente religiosa ele siga. Neste vídeo você pode conhecer sobre a verdadeira vontade do verdadeiro Deus.

segunda-feira, 23 de março de 2020

A divina didática do dízimo


Falar em dízimo sempre gera alguma polêmica.
Há aqueles que não gostam do assunto porque acham que questões financeiras não devem ser tratadas com muita frequência na Igreja.
Há aqueles que conhecem casos (que lamentavelmente possuem mais que um simples fundo de verdade) de exploração das pessoas por parte de mercenários e se revoltam contra a doutrina da contribuição para a manutenção da Igreja.
Há ainda os que acham que o dízimo é um assunto restrito ao antigo testamento e que teria sido abolido no Novo Testamento, mesmo com o Senhor Jesus afirmando que havia justiça na prática dos fariseus de dar o dízimo de tudo – o problema era que eles se omitiam de guardar o espírito da Lei: justiça, misericórdia e fé.
O texto de Dt 14.22-26 é um dos muitos que tratam da instituição e da sistematização da contribuição do povo de Deus para a manutenção da casa do Senhor, como, séculos depois, de maneira bem apropriada e dura, lembra o profeta Malaquias:
Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida (Ml 3.10).
Um olhar atento para o que Moisés escreve, a mando de Deus, traz algumas informações que precisam ser interiorizadas pelo cristão que deseja ser fiel ao Senhor. O dízimo foi instituído para que o povo do Senhor cultuasse ao seu Deus. Não é uma instituição para incrédulos, portanto, quero falar ao coração do povo de Deus. Para incrédulos a mensagem é: arrependa-se de seus pecados, converta-se ao Senhor que se compadecerá de ti e viva de forma digna, demonstrando este arrependimento e conversão - inclusive praticando a entrega do dízimo.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A VERDADEIRA FÉ É OPEROSA


1Ts 1:2 Damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações e, sem cessar, 3 recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo [1Ts 1.2-3].
... --- ::: X ::: --- ...

Ao escrever a primeira de suas duas cartas aos crentes da região da Salônica [por isso chamados de tessalonicenses] o apóstolo Paulo destaca três características daquela igreja que merecem ser consideradas.
Já refleti muitas vezes sobre o padrão ideal de igreja, especialmente tendo como base o texto de Atos 4, e oportunamente trarei algumas notas a este respeito. Mas, nestes primeiros boletins, destaco as características que marcavam a vida cristã dos irmãos tessalonicenses que chamaram a atenção do apóstolo Paulo: eram portadores de uma fé operosa, de um amor abnegado e de uma esperança firme.
A primeira característica, a respeito da qual me deterei nesta seção, é a existência de uma fé operosa, isto é, uma fé que se expressava através de ações concretas, para que mesmos os inimigos do cristianismo vissem as suas boas obras e fossem obrigados a glorificar ao Senhor quando sua falta de fé lhes fosse cobrada [1Pe 2.12] evitando que a igreja fosse envergonhada por incrédulos de coração mas que podiam apresentar um padrão de moralidade e obras de caridade mais elevados do que muitos que a se mesmos se declaravam cristãos [Tg 2.1] mas não andavam no caminho das boas obras que o Senhor preparou de antemão para que os seus andem nelas [Ef 2.10].
___A FÉ OPEROSA VENCE O COMODISMO
A verdadeira fé cristã não se limita apenas a ter conhecimento, ao acúmulo de informações sobre como deve ser a vida de uma pessoa religiosa. Note que a fé no Senhor Jesus Cristo é suficiente para a salvação do pecador, mas não se limita aos seus aspectos soteriológicos. 
A fé é suficiente para garantir a salvação do crente e eficiente para conduzi-lo a uma vida que glorifique ao seu Salvador, a ponto do apostolo Paulo afirmar que ele já não mais vivia, mas Cristo vivia nele, isto é, já não era possível ver a Paulo sem ver nele a ação vivificadora e direcionadora do próprio Cristo.
Ao longo da história a igreja cometeu alguns erros, valorizando o ascetismo, por exemplo, no qual aqueles que eram considerados os mais religiosos eram justamente os menos produtivos. Um exemplo é o de um homem chamado Simão, o estilita, um homem que nada produzia além de sujeira, e que vivia em uma coluna a metros de altura do chão. Isto não é vida cristã. Cristo jamais faria isto, pelo contrário, as Escrituras dizem dele que andou por toda a parte fazendo o bem a todos e libertando os oprimidos do diabo [At 10.38].
___A FÉ OPEROSA VENCE O ATIVISMO
A fé operosa também afasta outro perigo existente na igreja, o ativismo que busca alcançar recompensas e benefícios imediatos, seja na forma de status, reconhecimento social ou até econômico. Quem busca estas coisas alcança estas coisas, e, ao alcançá-las, já tem o seu galardão e nada receberá das mãos de Deus [Mt 6.2].
Ativismo pode até trazer alguma satisfação momentânea, mas exigirá sempre mais, como uma droga consumindo as entranhas daquele que ainda não entendeu a diferença entre ativismo e serviço cristão. No serviço cristão o objetivo é glorificar a Deus através de diversos tipos de atividades, e, embora isto possa até trazer alguma forma de cansaço físico, com certeza trará grande satisfação espiritual.
É óbvio que sempre haverá algo a ser feito em virtude da fé. A igreja foi chamada para caminhar com seu Senhor, para por a mão no arado sem se deter ou olhar para trás [Lc 9.62], para ir em frente, olhando para o autor e consumador da fé [Hb 12.2], deixando para trás aquilo que precisa ser deixado com o objetivo de alcançar o alvo da soberana vocação [Fp 3.14] sem jamais retroceder [Hb 10.39].
____________CONSIDERAÇÕES FINAIS
Afirmar possuir fé e mantê-la inoperante é, na verdade, uma clara evidência de uma crença sem vida e portanto inútil [Tg 2.14] tanto do ponto de vista do testemunho e até mesmo da salvação, porque não é a verdadeira fé. Por outro lado, afirmar ter fé e esperar que por praticar determinadas ações torna-se merecedor de algo tanto das mãos de Deus quanto dos homens é uma forma de religião em nada semelhante aa verdadeira fé, como se Deus pudesse ser devedor de algo a alguém [Rm 4.4].
Que a nossa fé, nossa confiança no Senhor e Salvador Jesus Cristo se manifeste na prática das boas obras sem buscar ofender a Deus com cobranças pecaminosas na certeza de que o Senhor já nos deu tudo o que precisávamos [2Pe 2.13].
Do Coração do Pastor

sábado, 18 de janeiro de 2020

NÃO DESPREZE OS PEQUENOS COMEÇOS

Pois quem despreza o dia dos humildes começos, esse alegrar-se-á vendo o prumo na mão de Zorobabel. Aqueles sete olhos são os olhos do SENHOR, que percorrem toda a terra. (Zc 4:10)
... --- ::: X ::: --- ...

Quando Zorobabel edificou o segundo templo na Jerusalém pós-exílica havia alguns que olhavam de maneira desfavorável para o novo templo, inferior em tamanho, riqueza e pompa àquele que havia sido construído pelo rei Salomão. Alguns presentes haviam, na infância, visualizado o suntuoso templo que chegou a servir como uma espécie de ídolo do povo [Jr 7.4] como anteriormente havia acontecido com a arca da aliança [1Sm 4.7] e choravam com tristeza no coração.
O profeta Ageu, entretanto, chama o povo para contemplar a obra de Deus sob um prisma diferente. O gigantismo do templo salomônico, conforme orientado pelo próprio Deus, não garantiu a fidelidade ou a felicidade do povo. Todavia, Ageu afirma que aquele templo experimentaria [historicamente após uma nova restauração] uma glória ainda maior do que a da primeira casa, referindo-se, de maneira profética, à presença do próprio Senhor no templo ao estabelecer um tabernáculo entre os homens [Jo 1.14]. 
O contexto de Zorobabel era muito diferente do de Salomão. O rei recebera uma fortuna das mãos de seu pai Davi e vivia em um contexto de paz e prosperidade. Todo o povo contribuiu generosamente para a construção. Não era o caso de Zorobabel. Muitos duvidavam, outros criaram obstáculos mas Ageu e Zacarias, profetas do Senhor, se levantam para animar tanto o povo quanto o edificador. 
A mensagem de Ageu e Zacarias é: “Aquilo que Deus está fazendo não deve ser medido pela ótica limitada do homem. O que começa pequeno pode, pela graça de Deus, se transformar em uma grande obra”. Foi assim que Neemias viu a obra que havia de realizar na reconstrução do templo [Ne 6.3]. Quando Israel passava por um período de grande seca foi a visão de uma pequena nuvem, do tamanho da mão de um homem, que serviu de sinal ao profeta de que a chuva finalmente cairia novamente sobre a terra após três anos de sequidão. 
Há uma expressão nas Escrituras que dá esta certeza de que Deus é o Senhor onipotente capaz de fazer muito mais do que ousamos imaginar. Ele é o que faz forte ao cansado, mas isto ainda é pouco. Ele vai além e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Veja que a matemática de Deus rompe com todas as regras matemáticas que conhecemos. Ele é capaz de multiplicar o zero e fazer surgir recursos e vigor abundante [Is 40.29] e isto no mesmo texto em que o profeta anuncia que o Senhor pode fazer prostrar os grandes da terra [Is 40.23]. 
Foi do nada que Deus fez tudo. É de pequeninos que o Senhor suscita perfeito louvor. Foi com poucos que o Senhor deu grande vitória a Gideão. Foi com alguns homens isolados que Deus efetuou grande livramento em Israel [2Sm 23], e depois, foi unindo-os na obra que o Senhor foi louvado por Davi [2Sm 23.16]. Uma fagulha incendeia uma floresta, são pequenas fontes que fazem surgir grandes rios, pequenas sementes dão origem a grandes árvores. Pequenos começos podem dar origem a grandes obras, e o inverso também pode ser biblicamente observado. Salomão começou como rei sábio e terminou com o coração pervertido [1Rs 11.3-4]. Antes dele, Saul havia começado sob ovação popular e terminou rejeitado. 
Por outro lado, Davi começa como um humilde pastor, um músico provinciano e torna-se o protótipo do bom rei, servindo de tipo para o grande Rei que viria para reinar sobre Israel.
É por isso que a igreja deve entender que sua vida deve ser caracterizada pela fé [2Co 5.07], olhando atentamente para o Senhor como aquele que lhe dá a fé e a faz frutificar de maneira superabundante [1Co 15.58].
Mas para isto há uma exigência: é preciso trabalhar, é preciso por as mãos na obra. Foi assim com Zorobabel, foi assim com Neemias. Sempre foi assim. Ter fé é mais do que acreditar e esperar que as coisas aconteçam. Ter fé é acreditar, obedecer ao Senhor praticando a justiça e aguardar o cumprimento da promessa. É isto o que a igreja do Senhor precisa. Ela precisa arregaçar as mangas e trabalhar. Não pode ser uma reunião de servos que não servem, mas uma comunidade de servos obedientes e fiéis.
Precisamos, como igreja, confiar no Senhor. Se recebemos menos que 10 talentos, então, devemos trabalhar com afinco para que eles produzam. De pequenas sementes podem surgir grandes árvores. Em meu estado natal é comum encontrar uma árvore que produz um frutinho conhecido como juá-mirim. A sementinha tem menos de 5mm, e as árvores chegam a mais de 30m de altura por 5m de raio. Começa-se minúscula e insignificante e chega-se a uma grande e frondosa árvore. Um pequeno começo, com serviço e fidelidade, pode ser tornado grande pelo Senhor. Não incorramos no erro de desprezar o princípio de um humilde começo. 
Gostamos de grandes projetos, sonhamos com grandes realizações, desejamos grandes colheitas, mas nem sempre estamos dispostos a pequenos começos. 
Há anos li uma história de uma família pioneira na América do Norte que tinha uma porção de grãos de milho que seriam suficientes para uma refeição, mas preferiram guardar, plantar, colher, plantar novamente e pouco tempo depois tinham quantidade suficiente para plantar e para comer. Plantaram com apreensão mas algum tempo depois colhiam com grande alegria.
Israel nasceu de um casal estéril, cresceu em uma incubadora improvável, quando pouco mais de sete dezenas desceram para o Egito para encontrar um que fora vendido como escravo e dado como morto e voltou para Canaã como mais de dois milhões de almas. Não menosprezemos os pequenos começos.
Não há impossível para Deus. Seu plano não pode ser frustrado, seu propósito será sempre estabelecido. E a nós cabe trabalhar com firmeza, alicerçados pela fé e abundantemente, sabendo que no Senhor o trabalho nunca é vão. E no tempo certo, após um plantar, outro regar, virá o tempo da colheita junto com muitos outros, como afirma o profeta Zacarias:
Aqueles que estão longe virão e ajudarão no edificar o templo do SENHOR, e sabereis que o SENHOR dos Exércitos me enviou a vós outros. Isto sucederá se diligentemente ouvirdes a voz do SENHOR, vosso Deus. [Zc 6:15].

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

IGREJA CONSAGRADA E IGREJA JUBILOSA [I]

Quais são as características de uma Igreja que realmente conhece a Cristo? Nossa pergunta não se dirige aos membros de nenhuma Igreja, nenhuma instituição humana em particular – já vivemos o suficiente para saber que não há nenhuma instituição humana que esteja livre de pessoas visceralmente comprometidas com as estruturas mas não essencialmente comprometidas com o alvo real. Dito de outra maneira, dentro do nosso contexto, não há nenhuma Igreja que esteja perfeitamente comprometida com a glorificação do nome do Senhor. 
Isto não quer dizer que as Igrejas que existam não sejam Igrejas de Cristo – creio que muitas são, a questão que abordo nesta ocasião é: todas elas, e cada uma delas, ainda está caminhando, ainda está no mundo e misturada com o mundo, embora não pertença mais a ele. Está vivendo um processo de santificação, de separação. E, neste processo, é absolutamente essencial que haja uma real consagração de vidas ao Senhor – lamentavelmente em muitos casos há uma confusão entre consagração e uma mera aparência de piedade, uma figura exteriormente "séria", sisuda, mas descuidada do interior.
Consagração é comprometimento com a verdade revelada e bem conhecida de Deus.
Este comprometimento deve gerar, de alguma forma, alegria no Senhor (Sl 32:11 - Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração).
Nossa proposta agora é que você pode ser uma pessoa realmente alegre, realmente feliz e, ao mesmo tempo, realmente comprometida com o Senhor e com o seu reino, tendo a alegria do Senhor em sua vida, sendo fortalecido pelo Espírito do Senhor (Sl 51:12 - Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário) e ao mesmo tempo afastando seu coração dos prazeres transitórios do pecado (Gl 5:16 - Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne), por mais atrativos que eles sejam.
Observe que eu usei os verbos sempre no gerúndio porque eu quero que você entenda que você só pode ser alegre no Senhor se começar e não parar de andar com o Senhor. Não é uma coisa do passado, nem apenas do presente, nem uma expectativa futura – é algo a ser experimentado em toda a vida.
Ser um cristão alegre no Senhor não significa, entretanto, não ter que enfrentar algum tipo de dificuldade, aliás, quanto mais consagrada for o cristão, maiores os enfrentamentos que ela terá com o mundo.
O mundo só se opõe aos cristãos quando eles se tornam um corpo estranho em seu meio (1Pe 4:4 - Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão), quando eles incomodam não por serem chatos, encrenqueiros ou barulhentos em praças públicas e marchas inúteis, mas por serem verdadeiramente crentes, por fazerem a vontade de Deus enquanto o mundo se rebela contra ele seguindo as inclinações da carne que lhe são naturais (1Pe 2.11-12 - Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, 22 mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação).
Enquanto a Igreja for morna e escolher ser parecida com o mundo, tomar a forma do mundo e agir como o mundo ela poderá ser rica, tolerada e até amada pelo mundo (Jo 15:19 - Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia), mas não saberá, jamais, o que é experimentar a alegria de carregar, verdadeiramente, o nome de Jesus Cristo (At 5:41 - E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome).

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

O ANO NOVO VAI SER BEM MELHOR! VAI?


Tenho conversado com muitas pessoas nos últimos dias e tem sido recorrente a afirmação de que o ano que está se encerrando foi, na melhor das hipóteses, um ano muito difícil, obviamente com algumas conquistas, mudanças importantes, das quais a que considero mais importante, a nível nacional, o fim da hegemonia política da esquerda iniciada ainda nos tempos de Fernando Henrique Cardoso e que chegou ao fundo do poço com os governos Lula (preso, como eu já dizia que iria acontecer há mais de 10 anos e ninguém concordava comigo) e Dilma e suas tolices gigantescas (a que ponto  chegamos). Alguns chegam a afirmar mesmo que foi um ano perdido, com retrocesso, com o que não consigo concordar. A nível local conseguimos retomar o trabalho da Igreja Presbiteriana em Paragominas depois de uma tempestade pseudopuritana que, com sua poeira secular, cegou a muitos. Mas até isto foi tornado irrelevante, como uma pequena anotação à margem da página da história.
Se olharmos para os indicadores econômicos somos forçados a concordar que não foi fácil, 12 milhões de desempregados procurando emprego, sem falar em outro tanto que está fora do mercado de trabalho. Do ponto de vista político acredito que houve um avanço - embora a desfaçatez e a falta de vergonha dos nossos políticos continue a mesma. Na saúde pública também não temos o que comemorar - mais uma vez o país de 207 milhões de habitantes à mercê de um inseto de menos de 1cm. Dengue, chicungunha, zica e sabe-se lá o que ainda vem por aí no verão 2019.
Outra expressão que ouço é “Ainda bem que está terminando, agora é virar a página. Ano novo, vida nova”. Esta expressão é comum - e pode ser encontrada tanto na fala de um incrédulo quanto de um crente. Mas será que é assim mesmo? Basta rasgar a última folha do calendário de 2018 e zera tudo? É claro que não. As consequências das ações, dos investimentos, dos desencontros do ano anterior estarão nos esperando quando, no dia primeiro, acordamos cansados da longa noite de festejos, comilança e fogos - estarão conosco no tão aguardado “ano novo”.
Quer saber mesmo como ter um 2019 melhor? Até porque, convenhamos, ter um 2018 melhor é impossível, a oportunidade já passou, o ano já terminou e, se você não aproveitou de nada adianta ficar se lamentando. O jeito é, mesmo, esperar que 2019 seja melhor. E o que você vai fazer para alcançar este desejo?
A melhor e mais simples orientação neste sentido encontrada na Palavra de Deus é: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará”. Se você fizer planos, lembra-te da orientação de Tiago: “Diga: se o Senhor quiser...”
Quer experimentar maior comunhão com Deus? Ore mais, conheça-o mais através da sua Palavra, congregue mais. Acho impressionante crentes que querem ser abençoados, que vivem reclamando das dificuldades da vida mas cuja vida é autônoma, independente, descompromissada com Deus e com as coisas de Deus. Não adianta você dizer que quer mais intimidade com Deus se sua vida com Deus se resume a uma hora por semana de vez em quando. Sem comunhão com o povo de Deus não há comunhão com Deus – sem comunhão com Deus mediante estudo, meditação, oração e aplicação da Palavra em sua vida não há como ter intimidade nem com Deus nem com seu povo.
Como fazer para ter um lar abençoado? É tolice esperar que a bênção de Deus seja presente e abundante onde Deus não é temido, respeitado e amado. Isso só vai acontecer em um lar onde sua vontade é considerada prioritária e tem força de lei - doce, suave e agradável, mais que o mel e o destilar dos favos.
É errado desejar a si mesmo e aos outros um “feliz ano novo”? Claro que não. Podemos e devemos desejar o melhor. Mas não vai ser melhor, de forma alguma, se não for com Deus e na presença de Deus.
Feliz ano novo, são os votos do coração do pastor para você e sua família. Mas um feliz ano novo com Jesus, com compromisso com o Senhor e com sua obra, senão será só mais um ano que você vai desperdiçar.
Do coração do pastor

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

E Deus nos deu marcos para orientarmos nossa vida - Porque o ano novo

14 Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos.
15 E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez.
16 Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas.
17 E os colocou no firmamento dos céus para alumiarem a terra, 18 para governarem o dia e a noite e fazerem separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom.
19 Houve tarde e manhã, o quarto dia.
Gn 1.14-19

PORQUE PRECISAMOS PENSAR EM “ANO VELHO, ANO NOVO”?

A reposta a esta pergunta precisa ser apresentada muito cuidadosamente, especialmente por mim, que sempre me questionei sobre a expectativa de que “o ano novo vai ser bem melhor”. Sempre achei uma grande bobagem a superstição de que se você começar o ano com determinada cor de roupa, ou comendo determinado tipo de comida (inclusive reaproveitando as sementes) isso possa fazer algum efeito prático no decorrer do ano. Começar o ano com dinheiro na carteira (mesmo tendo um monte de contas em aberto) só garante que você vai começar o ano com dinheiro na carteira, não que vá terminar o ano com dinheiro sobrando.
Mesmo deixando de lado as expectativas supersticiosas, o que nos leva a pensar que o simples fato de olharmos para o calendário pregado na parede e não vermos mais o tão aguardado 31.12 tornará tudo diferente no 01.01?

HÁ DIFERENÇA ENTRE DIAS E DIAS?

Pensando no tema, resolvi ver o que a Bíblia diz a respeito. Por um lado, ela diz que todos os dias são iguais, todos eles devem ser vividos com a mesma intensidade e propósito (Sl 118.24), embora possa haver propósito diferente entre os dias tanto no propósito didático de Deus (Gn 2:2-3) quanto nas opiniões das pessoas dentro de um contexto muito específico, como a questão da guarda do sábado pelos judeus, judeus-cristãos e cristãos (Rm 14.5-6).
Também é provável que você já tenha observado que alguns dias tem aparência diferente. É comum, por exemplo, conversar com pessoas que admitem que o domingo é um dia diferente, o clima é diferente, a nossa disposição é diferente. Domingo tem o seu “jeito de ser”, tem sua “cara de domingo”.
Por outro lado, o Senhor também cuidou para que determinados dias tivessem um aspecto destacado e um significado especial. Foi por isso que ele deu o sábado aos judeus (para que descansassem de seu trabalho físico semanal e se lembrassem de que é Deus quem é a fonte de sua satisfação e descanso). Deus também deu os dias de festas para que eles tivessem oportunidade de cultuar a Deus como uma nação e se lembrassem de que sua existência era devida unicamente à providência de Deus através de seus grandes atos de livramento, como na páscoa (Ex 12.14).
Nós precisamos pensar em novo dia, novo mês, ano novo simplesmente porque isto está na ordem da criação divina e, mesmo com o pecado, nós não estamos totalmente fora desta harmonia da criação.

ORDEM NATURAL: DEUS DEU MARCOS PARA ORGANIZAR A CRIAÇÃO

Tudo isto nos mostra que, realmente, é propósito de Deus que nos alegremos em todos os dias que Ele nos deu, mas nos lembremos que Ele próprio quer que atentemos para alguns momentos especiais nas nossas vidas. Dizendo isto de outra maneira, Deus nos deu dias diferentes dentro do nosso calendário para que tenhamos marcos e memoriais em nossas vidas.
O homem, com ou sem a revelação dada por Deus, sempre tentou organizar seu tempo, contar as horas, os dias, meses e anos. Não há cultura minimamente desenvolvida que não tenha algum tipo de contagem do tempo. Talvez você desconheça que a contagem dos dias e das horas já foi diferente em alguns lugares do mundo.
Durante a dinastia Shang (1200-1045 a.C.), na China, a “semana” era contada a cada dez dias. Os oficiais da dinastia Hang (206-220) descansavam a cada 5 dias, mas logo o descanso voltou a ser a cada de dias durante a dinastia Tang (618-907). Os meses eram divididos geralmente em três semanas de 10 dias, chamadas de superior, medial e inferior. Alguns dias eram acrescentados ao fim do ano para completar o ciclo solar.
No Egito a semana também era de 10 dias, três semanas por mês, mais cinco ou seis dias ao final do ano.
Mais recentemente a revolução francesa, em sua tentativa iluminista de abolir a fé cristã, abandonou o calendário gregoriano e criou em 22.09.1792 o Calendário Revolucionário, definido os meses com 30 dias, e as semanas com 10 chamando-as de décadas. Este calendário vigorou de outubro de 1793 a abril de 1802.
Os comunistas também tentaram mudar o calendário, criando o Calendário Soviético Eterno, com meses de 30 dias e 60 semanas de 6 dias, sem sábado e domingo, e acrescentando 5 ou 6 dias extras que eram feriados nacionais. Mas isso só durou de 01.01.1930 a 1940.
Nada disso perdurou porque não passava da loucura humana querendo sobrepor-se à sabedoria divina. Todos foram abandonados por que não obedeciam ao plano de Deus na criação. Deus não fez nada sem planejamento e não deixou nada ao acaso.
A semana tem sete dias porque o Senhor quis que fosse assim. Ele deu a lua para marcar as semanas. O nosso calendário é lunissolar – nossas semanas obedecem às fases da lua que Deus deu para marcar a sucessão de dias da semana. As estações do ano, por sua vez, obedecem ao ritmo do sol, por isso o ano não corresponde à sucessão de semanas e os meses sejam diferentes, com um ajuste quadrianual.
Então, podemos concluir que Deus nos deu dias, semanas, meses e anos para que a nossa vida quotidiana não fugisse ao ritmo da criação, para que, pela própria natureza, as criaturas com as quais Ele se relaciona de maneira mais direta, providencial e misericordiosa não se afastassem em demasia dele, mesmo que tenham esta inclinação no coração.

ORDEM DIDÁTICA: DEUS DEU MARCOS PARA AJUDAREM NO APRENDIZADO

Moisés nos diz que Deus fez o sol e a lua para governarem o dia e a noite. E então houve tarde e manhã, o quarto dia. Talvez você se pergunte como é que havia tarde e manhã sem o sol e a lua? Deus criou os elementos para governarem, não para trazerem à existência (Gn 1.16).
Mas nós dependemos deles – normalmente temos disposição para despertar e trabalhar durante o dia, e sentimos vontade de repousar quando o sol se põe. O sol e a lua funcionam como marcos para nosso relógio biológico. Mas não é só isso. Uma leitura mais cuidadosa das Escrituras nos mostra que os servos de Deus passam por experiências e usam suas datas como marcos para sua vida.
Foi assim com Isaías (Is 6:1) que teve uma experiência transformadora no ano da morte do rei Uzias. Foi assim também com Esdras que registra o cumprimento da profecia deste mesmo Isaías (Is 45:13) como ocorrida logo no início do reinado de Ciro (Ed 1:1).
Neemias também fez questão de datar os acontecimentos que levaram à reconstrução de Jerusalém (Ne 2:1).
Curiosamente o mais importante evento da história, ocorrido na plenitude dos tempos, apesar de datado não tem sua data exata conhecida por erros de cálculos cometidos pelos homens, não por Deus embora seja bem possível, embora não haja qualquer necessidade, que um dia estudos possam apontar com maior precisão o momento em que Deus se fez carne para estar entre nós (Lc 2:1).
É mais fácil para nós provarmos o que afirmamos quando tempos dados, datas. A ação de Deus na história da humanidade não é um conto do tipo “há muito tempo em algum lugar”. Temos registros, datas, fatos. E é para isso que os dias, meses e anos servem.
Para que você possa aprender a contar seus dias, e contar o que Deus fez em sua vida, então, você precisa de um marco. Pode ser aquela noite na igreja, aquele acampamento de carnaval, aquela viagem, enfim, independente de qual seja a data e o evento, você sabe que sua vida foi marcada definitivamente pelo selo do Espírito, e você pode contar a sua história dividindo-a entre antes e depois daquele momento.

ORDEM ESPIRITUAL: DEUS DEU MARCOS PARA AVIVAREM A MEMÓRIA

E isto nos leva a um outro propósito dos marcos que Deus nos dá: eles servem para que alcancemos coração sábio (Sl 90:12). Podemos encontrar os marcos propostos por Deus para, por exemplo, nos dizer que o homem foi expulso do jardim do Éden logo depois da viração do dia (Gn 3:8 -). Sabemos a época em que o nome do Senhor passou a ser invocado por aquele que se escondeu da presença do Senhor naquela tarde (Gn 4:26).
Algumas vezes, mais que marcos temporais, Deus também providenciou marcos físicos, como, por exemplo, logo depois de os judeus terem atravessado o rio Jordão (Js 4.4-7).
Pouco antes disso, quase 5 séculos, vemos Jacó erigindo uma coluna para lembrar o lugar onde o Senhor lhe apareceu em sonho (Gn 28.16-19) e isso mais tarde seria lembrado por Deus quando chegou o momento de dar prosseguimento no seu plano redentivo (Gn 31.13).
Se você quer aprender a contar os seus dias para alcançar um coração sábio, você precisa de um ponto de partida. Se você quer mostrar o quanto Deus mudou a sua vida, se ela mudou, você precisa poder mostrar à partir de que momento esta mudança ocorreu. Quando você não souber a razão de estar aqui e de fazer determinadas coisas, lembre-se daquele momento em que você ouviu a doce voz do Espírito chamando você e, como Samuel, disse-lhe: “Fala que o teu servo ouve”, e é esse momento que vai avivar a sua esperança no redentor (Lm 3:21).

CONCLUSÃO: É TOLICE DESPREZAR OS MARCOS QUE DEUS ESTABELECEU

À partir destas considerações, agora que sabemos que os marcos foram dados para que organizar a própria criação em sua ordem natural, foram estabelecidos por Deus para servirem de instrumento de ensino para seu povo e que ajuda-nos a não nos esquecermos da razão da nossa esperança (Cl 1:9-10).
Talvez você não tenha pensado nestas coisas mas elas são importantes, porque existe um dia especial para se tornar um marco em sua vida. Se você olhar no calendário agora, você vai encontrá-lo facilmente. Este dia de um novo marco não pode mais ser ontem, o ontem já se foi, o ontem já não existe mais. Nada de saudosismo pelo que se foi e já não é. Nada de lamentações pelas oportunidades que foram desperdiçadas, pelo que “podia ter feito e não fez”. Não é possível voltar e fazer.
Este dia também não é o amanhã – o amanhã não existe ainda, você não pode fazer nada nele. Quem deixa para amanhã o que tem para fazer não faz nada, é como o tolo que toscaneja e nada realiza até que lhe venha a sua ruína (Pv 24:33-34 o).
Quer um dia que seja um marco na sua vida e seja acessível para você? Este é o dia de hoje. Veja que a Escritura nos ensina a nos exortarmos uns aos outros para que não sejamos endurecidos e esquecidos de fazer o que é certo no dia de hoje (Hb 3:13). É no dia de hoje que você começa, fortalece ou renova seu relacionamento com Deus ou endurece o seu coração (Hb 3:15). Sua nova vida pode começar hoje – ou nem mesmo um novo dia, de um novo ano, vai mudar absolutamente nada em sua vida.

CASO DESEJE ASSISTIR A MENSAGEM, CLIQUE AQUI.

domingo, 23 de dezembro de 2018

É DA ÉPOCA. EU IA FALAR SOBRE NATAL, MAS...

É da época. É do costume. Já escrevi mais de 200 páginas sobre o nascimento do redentor. Mas logo no início desta semana uma notícia que já está se tornando recorrente chegou a mim, e resolvi falar de pastores. Isto também é pertinente, uma vez que esta semana a Igreja Presbiteriana do Brasil comemora o dia do pastor presbiteriano, lembrando a ordenação do primeiro pastor brasileiro, Rev. José Manoel da Conceição, em 17 de dezembro de 1865.
Mas a minha palavra não é de homenagem aos pastores. Sei que há bons e maus pastores, sei que há pastores bons que erram e pastores maus que, como relógios quebrados, de vez em quando estão certos. Há pastores que amam suas ovelhas e se desgastam cuidando delas a ponto de exaurirem suas forças. Há pastores que abusam do rebanho, retirando delas até o que elas necessitam para sua própria sobrevivência. Há pastores que exercem um ministério honrado e são honrados pela Igreja com palavras, gestos, finanças, cuidado, presentes e atitudes de obediência porque reconhecem neles o anjo que o Senhor deu à Igreja; há pastores que não gozam destes cuidados porque a Igreja é relapsa, mas também há pastores que exigem serem honrados mas agem despoticamente, tiranicamente, se esquecendo que o rebanho é do Senhor.
Há pastores que são amados pelas famílias da Igreja, e há pastores cujas famílias são abraçadas e amadas pela Igreja; há pastores que são criticados e sua família vive sob crítica e cobranças da Igreja. Há pastores que, com sua vida e ensino, servem de inspiração e exemplo para a Igreja, e há aqueles que dividem a Igreja, são pedra de tropeço e rocha submersa para dano. Há pastores que gostam de marketing e divulgam tudo o que fazem, até uma oração silenciosa no trânsito, alardeando ser o que o rebanho não consegue ver, e há pastores que deixam que o Senhor, Aquele que vê em secreto, veja e recompense o seu trabalho, não permitindo que a mão esquerda saiba o que a direita fez. Há pastores que amam a posição, a honra e a dignidade do título, e há pastores que amam pastorear, ensinar e edificar o povo de Deus, e alguns em título de pastor tem.
Sim, ainda há pastores que amam sinceramente a Jesus Cristo, o reino de Deus, e suas ovelhas. Bem aventurada é a Igreja que é confiada por Deus a um pastor assim.
Mas, há alguns pastores que se cansam, e é por causa deles, que resolvi escrever este texto. Nesta terça recebi o informe a respeito de mais uma morte de pastor. Cansado, o ministro do Senhor pôs fim à sua própria vida. Há algum tempo lidava com a depressão, com a exigência de resultados, com a opressão de concílios, sofria com o sofrimento de sua família na Igreja, sofria e com seu sofrimento fazia a sua família sofrer, e isto afetava seu ministério, dificultando ainda mais a realização do trabalho pastoral. O último que eu soube era da Igreja Batista, não me inteirei sobre qual ramo batista, e isto não é importante. Já recebi informes sobre suicídio de pastores assembleianos, metodistas, quadrangulares e, também, presbiterianos. Conheço pastores que lidam com as pressões num estado de depressão tal que ir para Igreja é penoso, tudo o que desejam é encontrar um lugar escuro e silencioso onde possam estar a sós, alguns sequer conseguem orar tamanha é a sua angústia interior.
Muitas são as causas, mas em muitos dos relatos convergem afirmando que a exigência de que sejam super-homens, profícuos no ensino, visitadores, administradores, economistas, engenheiros, visionários, pais, maridos e mais um monte de coisa pesa-lhes sobre os ombros humanos, a ponto de se tornarem uma carga maior do que qualquer ser humano é capaz de suportar. Para evitar isto, a Escritura diz que a Igreja pode colaborar não sendo um peso aos seus guias (Hb 13.17). Tenho plena convicção que este é um dos presentes mais valiosos que um pastor pode receber durante todo o ano, e não apenas uma homenagem em um dia.

VOCÊ ENTENDEU [MESMO] A MENSAGEM?

A teologia reformada afirma que a pregação é a vox Dei, isto é, que quando o pregador proclama fielmente o conteúdo da mensagem Deus fala através do pregador, Deus faz dele sua boca, seu profeta. Não vamos confundir isto nem com o profetismo abusivo e impostor de nossos dias, nem com qualquer pretensão de continuidade da revelação de Deus. Sabemos que a revelação está completa e que tudo o que Deus quis transmitir de mensagem ao coração dos homens para sua salvação está contido nas páginas das Escrituras.
Agora, pergunte-se: ‘Eu entendi e apliquei o que da mensagem de Deus para minha vida neste ano de 2018’. O que das mensagens, estudos, sermões, devocionais, leituras, cânticos e orações tem sido realmente útil e edificante para a sua vida? Em que sua vida foi alterada em virtude da proclamação continuada da Palavra, semana após semana? Que pecados foram abandonados? Que resoluções abençoadoras foram tomadas? O que do velho homem morreu por causa da Palavra e em que você se revestiu do novo homem que se refaz segundo o conhecimento de Cristo?
Tente fazer um pequeno esforço de memória e lembrar-se do tema de 5 mensagens dominicais? Difícil? Foram 50 este ano, e estamos pedindo para lembrar apenas 10%. Tente lembrar de 5 textos utilizados nas mensagens, inclusive os das últimas semanas. Quantos você consegue? Não se trata de um jogo de memória, trata-se do quanto estamos ouvindo, aprendendo, apreendendo e, por conseguinte, praticando como Igreja do Senhor.
Recentemente alguns membros da Igreja agradeceram pelo conteúdo da Palavra que tem sido pregada. Outros me apresentaram comentários interessantes que podem contribuir para o crescimento da Igreja em conhecimento. De ambos, com a pequena experiencia pastoral adquirida, podemos tirar coisas boas e coisas boas. E uma das lições mais preciosas que tenho aprendido no que tenho estudado, no seminário, na academia, é que o conhecimento pode ser apresentando de maneira profunda e simples. Obscuridade quase sempre parece profundidade mas águas escuras podem simplesmente esconder pedras rasas, como adverte o sábio irmão de Jesus (Jd 12-13).
Quero trazer à memória as palavras de Jesus: as minhas ovelhas ouvem a minha voz e a seguem. Ouvir, no sentido usado por Jesus, é submeter-se às ordens proclamadas e coloca-las em prática imediatamente, sem questionamento ou nem mesmo escolha de que partes serão obedecidas e que outras serão olvidadas.
Mais um pouco das palavras de Jesus, que diz que aquele que tem os seus mandamentos, e os guarda, é que será amado de Deus e receberá as graciosas manifestações de Deus. Quanto do que você tem ouvido você tem guardado? Guardar tem o sentido bíblico de interiorizar, como diz o salmista que afirmava guardar no coração a Palavra de Deus para não pecar contra o Senhor (Sl 119.11) e orienta os jovens a guardarem o seu caminho com pureza, e o jeito para fazer isso era orientando suas práticas pela Palavra de Deus (Sl 119.9).
Conheço pessoas que possuem uma agenda, um caderninho de notas, nos quais anotam aquilo que ouviram das pregações dominicais. Isto é realmente muito bom, é uma prática salutar, que eu acho recomendável, mas eu tenho que considerar que esta prática, por si mesma, não é suficiente, pois pode resultar até mesmo em um conhecimento de esboços de sermões, mas não ser interiorizado e transformar de prática da mensagem na vida diária. Mais que guardar numa caderneta de anotações, é necessário que a Palavra de Deus seja guardada no coração e expressa em ações.
Eis o alvo da pregação. Eis o objetivo da mensagem que é apresentada semanalmente. Eis porque pastores fiéis se afadigam no ensino, dedicam tempo, horas a fio, para entender, explicar e aplicar o ensino da Palavra da melhor maneira possível. É óbvio que alguns insucessos acontecem, às vezes não se tem a melhor compreensão pois esta é limitada pelos efeitos do pecado na mente do homem. Pode acontecer que a transmissão também não seja adequada. A recepção também enfrenta barreiras culturais ou emocionais. Tudo isto pode atrapalhar, resultado de corações e mentes contaminadas pelo pecado, mas o ministério do pastor deve ter um esforço supremo: ser fiel ao Senhor que o chamou (2Tm 2.4) expressando com fidelidade o que o Senhor mandar (2Cr 18.13), sem buscar o favor de homens (Gl 1.10) para não perder a aprovação de Cristo.

sábado, 8 de dezembro de 2018

NATAL? O QUE É MESMO O NATAL?!!!

Boletim 47, 2018, da IP de Paragominas.
Vestida de vermelho e verde, com um gorro na cabeça, trabalhando num ambiente decorado com enfeites multicoloridos. Porque? O que isto significa? Surpresa com a pergunta, mais surpreendente é a resposta: eu não sei, todo mundo participa, então eu participo junto.
Pois é. Este é um resumo da primeira parte de uma conversa no maior país católico do mundo, e no país onde 1/5 da população afirma ser cristã evangélica, e, segundo dizem os estatísticos, este número aumenta ano a ano, uma nação onde as igrejas são tão numerosas quanto drogarias e bares.
Você já parou para pensar o que diria para alguém assim, que não sabe que a cristandade celebra o nascimento do seu Redentor? Pense comigo: se uma pessoa não tem conhecimento do que é a festa quanto mais de quem está sendo festejado, o dono da festa. Colocando isto de outra maneira - sem saber que a humanidade tem um redentor obviamente nada sabe sobre ter um redentor pessoal, ter um salvador que veio para dar a sua vida em resgate de pecadores, talvez nem se reconheça pecador.
Deixe-me falar com você um pouco sobre intencionalidade, sobre testemunho intencional, porque foi sobre isto que Jesus falou para os seus discípulos quando disse-lhes que eles receberiam poder para serem suas testemunhas por onde quer que fossem, e diante de quem quer que fosse.
Mesmo que você diga que sabe pouco, que não tem conhecimento suficiente para pregar o evangelho, você tem mais do que aquela jovem. Você conhece o Senhor Jesus, você conhece o Salvador. Você sabe que Jesus veio, sabe que ele viveu uma vida extraordinária de santidade e feitos, sabe que ele foi traído e morto numa cruz e sabe que, mesmo morto, ele ressuscitou de entre os mortos.
Intencionalidade, como aprendi com o Rev. Elias Medeiros, significa aproveitar as oportunidades e provocar o diálogo, oferecer a oportunidade para que o outro saiba o que você sabe, conheça o que você conhece e experimente o mesmo relacionamento com o Salvador que você já experimenta. Testemunho intencional significa que você deve estar preparado para reconhecer estas oportunidades, e falar do seu amor por aquele que te amou primeiro, e que amou de maneira tão intensa que não fugiu à morte sofrida e vergonhosa na cruz para alegrar-se com sua salvação.
Para concluir o resumo daquele diálogo intencional, aquela jovem que disse apenas fazer o que os outros fazem ouviu que celebramos o nascimento de Jesus, o salvador, o Filho de Deus que se fez como um de nós, mas sem pecado, para dar a sua vida na cruz salvar-nos de nossos pecados.
Agora, pense mais um pouco comigo: se alguém lhe dissesse não saber nada sobre o nascimento de um redentor para a humanidade na “pequena vila de Belém”, o que você conseguiria ensinar-lhe sobre esse assunto? Nesta hora não adianta dizer que aprendeu que o testemunho vale mais do que mil palavras porque testemunho é palavra, testemunho é dizer o que viu e ouviu. Ainda que o testemunho de vida chame a atenção o máximo que o observador vai poder concluir é que a religião ou a filosofia de vida são capazes de fazer as pessoas viverem de modo diferente, até com dignidade, mas eles nunca vão saber de Jesus se você não falar.

Se você perguntar a uma criança da UCP ela vai saber falar quem é Jesus. Porque, então, adultos dizem “não saber falar”? Porque não sabem falar sobre Jesus os mesmos que falam sobre Bolsonaro e Lula, Flamengo e Vasco, Remo e Paysandu, sobre os abusos do STF ou sobre a operação Lava-Jato? E não conseguem falar do evangelho? Não conseguem ou tem vergonha do evangelho? Não conseguem ou tem vergonha de falar de Jesus e serem reprovados pelos ouvintes por causa do seu estilo de vida? O evangelho não é vergonhoso - vergonhoso é não anunciar o evangelho, com uma timidez que pode ser apenas um sinal de perdição.

domingo, 2 de dezembro de 2018

PORTAS ABERTAS? PARA QUE!!!


Boletim da Igreja Presbiteriana de Paragominas, 25.Nov.2018
Uma porta aberta pode ser uma entrada ou uma saída.
Li há algum tempo um artigo de um pastor presbiteriano tratando sobre um problema muito comum nas Igrejas de nossos dias – segundo ele, fruto do nosso tempo. As pessoas são cada vez mais individualistas, autocentradas – e isto não quer dizer, necessariamente, que sejam egoístas. Quer dizer que tem seus planos, suas áreas de interesse e seus grupos de afinidade. Na antiguidade também era assim. Cada cidade, especialmente aquelas formadas por imigração e centros comerciais, tinha um bairro próprio para determinados grupos nacionais ou profissionais, ideia que foi copiada em algumas cidades modernas, como Palmas e Brasília, por exemplo, consideradas entre as cidades mais impessoais do mundo.
Em seu artigo o pastor conta a experiencia de um missionário que era sustentado por uma Igreja e foi convidado para pregar em um domingo de missões (12 de agosto). Relata o visitante que, após terminar a mensagem e os cumprimentos de praxe, permaneceu na Igreja por certo tempo e observou que as pessoas que não foram embora rapidamente se agruparam em algum canto e ele, que era o #PastorVisitanteMissionarioSustentadoPelaIgreja, acabou isolado. Afora um aperto de mão e um elogio protocolar “boa mensagem, parabéns”, nada mais aconteceu. Ninguém quis saber do desenvolvimento do seu trabalho, das bênçãos recolhidas, da aplicação dos recursos que eram enviados, dos problemas enfrentados. Ele disse que não se sentia rejeitado pela Igreja – mas percebeu que este era o costume, sentiu-se apenas “não acolhido”.
Incomum? Não, isto não é incomum. Talvez nossos amigos se sintam como aquele pastor – foi convidado, aceitou o convite e sentiu falta de um melhor acolhimento. É provável que você, que é membro da Igreja já há algum tempo também tenha esta mesma sensação de estar sozinho no meio da multidão. Mas não precisa e não deve ser assim.
O que podemos fazer? Algumas dicas dadas pelo articulista podem ser uteis para qualquer Igreja, inclusive a nossa, mesmo que você ache que sabe tudo e que faz tudo certinho. Será?!!!
A primeira dica já estou colocando em prática: tentando despertar e incentivar a Igreja a ser mais hospitaleira, a receber melhor os visitantes. Que tal servi-lo na hora do “chá” e conversar com ele pelo menos enquanto durar a bebida (se ela esfriar, melhor ainda).
A segunda tem a ver com intencionalidade. A oportunidade já se lhe apresentou. O visitante está em sua casa – acolha-o, conheça-o e apresente a sua casa, seus costumes e sua agenda para ele. Hospitalidade é um dom que precisa ser exercido voluntária e intencionalmente.
A terceira tem a ver com afinidade. Os antigos diziam “lé com lé, cré com cré”, isto é, jovens devem receber jovens, casais jovens com casais jovens, homens sozinhos por homens e o mesmo com as mulheres (é obvio que sempre ocorrerão exceções por causa de relações profissionais, familiares, etc).
A quarta tem a ver com conhecimento. O visitante tem nome, tem história, talvez seja ou tenha sido frequentador de outra Igreja, talvez esteja em busca de uma casa de oração onde possa servir a Deus junto com uma família com a mesma fé onde seja acolhido e possa colocar em prática seus dons e talentos.
A quinta tem a ver com solicitude, com serviço. Quais as necessidades e dificuldades? É possível que haja dificuldades, como distância e horário do fim do culto para alguns frequentarem a Igreja. Descoberto o problema pode-se passar à etapa seguinte, de propor soluções. Ops! Não se comprometa com o que não pretende praticar, mas pelo menos conheça a dificuldade e se possível empenhe-se em buscar uma solução.
A sexta parte do axioma: “A visita começa na porta da Igreja, mas não precisa terminar na porta da Igreja”. Telefone, e-mail e endereço são coisas que podem ser anotadas e esquecidas. Hospitalidade é uma arte – exercite-se. Saúde os amigos, saúde os desconhecidos, conheça-os, veja se eles tem necessidades, convide-os a sentarem-se perto de você, ajude-os com as leituras bíblicas, ofereça a sua se as dos visitantes já tiverem sido distribuídas aos visitantes (é difícil achar Naum em 10 segundos), que é o tempo que temos entre a citação do texto e o início da leitura.
Faça as contas e veja quantas pessoas visitam a nossa Igreja por semana! Pelo menos duas a cada domingo. Isto dá mais de 100 visitas por ano. Se 20% se sentirem acolhidas nossa comunidade crescerá tanto em número quanto em comunhão. Infelizmente a falta de empatia, de amor existente na maioria das Igrejas afastam os visitantes. Mas, por outro lado, muitos retornam à Igreja se ela é amigável e hospitaleira. E, espere, a Igreja não é a instituição. A Igreja é gente. Prédio é frio, imóvel e insensível. Você é a Igreja. Pensando assim sua Igreja (você) é uma igreja hospitaleira?

sábado, 1 de dezembro de 2018

A PIOR ESCRAVIDÃO POSSÍVEL


Boletim da IP de Paragominas, 02 de dezembro de 2018

“Do Egito escravo fui, sim, sim, Oh! Sim!
Do Egito escravo fui, do vil faraó.
Triste, bem triste estava, meu coração chorava,
Liberta-me Senhor...”
O contexto desta música infantil é bem conhecido. Os hebreus, que não eram povo, mas apenas tribos que serviam aos egípcios, clamaram ao Senhor e Ele lhes enviou um libertador. Antes mesmo de saírem do Egito eles já reclamavam do libertador, e não dos egípcios.
Deus continuou sendo gracioso com aquele povo, tirou-os do Egito, encaminhou-os às portas da terra prometida e novamente eles mostraram sua triste natureza pecaminosa, duvidando da Palavra do Senhor e reclamando do libertador, e não dos canaanitas.
Mantidos por 40 anos no deserto para serem provados, isto é, amadurecidos em sua confiança em Deus, mais de uma vez reclamaram contra o libertador, e não contra as intempéries do deserto.
No Egito aquele povo, apesar de numeroso, não passava de escravos. Seus desejos e projetos eram desprezados e até mesmo destruídos, como aconteceu quando faraó ordenou a morte de todos os meninos hebreus. Tinham um presente tenebroso e estavam condenados a não ter futuro. Não sabemos quanto tempo durou a proibição de terem filhos, mas certamente ela foi revogada porque Josué e Calebe tinham em torno de 40 anos quando começam a marcha para fora do Egito.
Pense na tristeza deste povo sendo oprimido pelos egípcios, obrigados a trabalhar duramente sob ameaças de chicotes, podendo morrer nas mãos de seus exatores sem ninguém que os defendesse, tendo suas filhas tornadas escravas nos palácios reais e sem liberdade alguma para adorar a Deus ou irem para onde desejassem.
40 anos depois este povo que se mostrou rebelde e contumaz, este povo que foi oprimido na “dádiva do Nilo” agora está prestes a entrar em Canaã, terra que mana leite e mel.
Uma multidão de escravos agora está às portas da terra prometida, onde entrará não porque mereceram, mas porque Deus é fiel a si mesmo, e havia prometido a Abraão, Isaque e Jacó que faria sua descendência herdar aquela terra.
Vão, finalmente, entrar no lugar com o qual tinham sonhado a vida inteira, onde viveriam felizes e obedientes ao seu Libertador e Senhor.
Era esse o projeto. Certamente isso alegraria o povo e alegraria o coração de Deus. Mas, se do Egito escravos foram, e tendo sido libertos do poder de faraó, logo depois de entrarem na terra prometida são obrigados a lidar com uma nova servidão, com a qual não se importavam e da qual não desejavam se libertar. Não me refiro à servidão aos diversos povos que, de tempos em tempos, invadiam suas terras e os oprimiam, necessitando de juízes que os libertassem.
Israel parecia time de futebol que precisava trocar de técnico de tempos em tempos para melhorar o desempenho.
A mais dura servidão com a qual Israel teve que se deparar não foi a egípcia, nem seria a babilônica ou romana séculos depois, mas foi a do seu próprio coração, referida por Paulo em Rm 7.
Os hebreus, agora de posse de suas terras, donos de suas cidades, senhores de suas próprias vidas resolveram que cada um faria o que bem entendesse, que cada um buscaria satisfazer os anseios do seu coração. A nota constante do livro dos juízes, que retrata este triste período da história do povo de Deus, é que “cada um fazia o que lhe parecia reto” (Jz 21.25) e o resultado era sofrimento, tanto para o povo quanto para aquele que fazia o que lhe parecia reto.
O povo não andava unânime diante do seu Senhor, e, endurecendo a cerviz como fora predito, rejeitavam a liberdade de servirem a Deus porque julgavam os mandamentos do Senhor penosos, para a escravidão às inclinações pecaminosas e individualistas de seus próprios corações, nas quais se deliciavam.
Como o autoritarismo que haviam experimentado no Egito lhes era odioso, passaram a se rebelar contra qualquer forma de autoridade que lhes dissesse um não, mesmo que este não significasse proteção, prevenção e benção e viesse da parte de Deus.
E o lamentável resultado é que, cada um desobedecendo à sua maneira, tornaram-se um povo dividido, irmãos levantando-se contra irmãos, como no caso dos benjamitas. E, como povo dividido, eram facilmente oprimidos e sofriam.
O que é inacreditável é que Israel não aprendeu. Os erros cometidos no Egito, reiterados na saída do Egito antes mesmo de atravessarem o mar, renovados durante a marcha no deserto, cometidos nos dias dos juízes e nos dias dos reis e profetas não ficaram no passado. O novo Israel, a Igreja cristã, também cometeu os mesmos erros. Quando será que a Igreja será finalmente curada deste mal que a escraviza?

FAÇA DESTE BLOG SUA PÁGINA INICIAL