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terça-feira, 21 de abril de 2020

EM TEMPOS DE PANDEMIA, NÃO SE DEIXE ENGANAR

NÃO EXISTE QUESTÃO MAIS IMPORTANTE EM SUA VIDA DO QUE SUA FÉ E O DESTINO DE SUA ALMA
Você pode assistir o vídeo em youtube.com/MarthonMendes 

Há alguns anos um amigo, hoje pastor de uma grande igreja paulista em São Paulo, me relatou uma de suas primeiras experiências culinárias. 
Vou tentar relatar aqui com o máximo de fidelidade possível [já lá se vão mais de 20 anos]. Responsável pelo almoço de outros colegas seminaristas, resolveu fazer uma sopa. Colocou na panela frango, cenoura, batata e macarrão e achou aquela mistura sem cor e sem graça. Resolveu colocar outras coisas, e aí colocou tomate, batata doce, feijão. E a coisa ainda continuava sem graça. Olhou o que tinha e colocou banana [com casca e tudo] e até achocolatado e mais algumas coisas que foi achando no armário e na geladeira. 
O resultado gastronômico certamente foi bem estranho, vocês podem imaginar. E o resultado prático é que nunca mais o deixaram cozinhar.
Nestes tempos de pandemia, de clausura doméstica, em que muitos membros das nossas Igrejas estão "frequentando" todo tipo de igrejas virtuais que normalmente não frequentaria tem surgido uma preocupação no coração de muitos pastores.
Para tornar o quadro ainda um pouco mais preocupante há o fato de que muitos têm recebido, diariamente, dezenas de vídeos e links. Muitos destes links são edificantes, e espero que este esteja incluído nesta lista, é este o objetivo sincero do meu coração, mas muitos outros são bastante perniciosos, por dois motivos básicos: a primeira é a falta de conhecimento, e a segunda é a má fé.
Muitos se perguntam: como vai ser depois da clausura doméstica? Como vai ser quando as portas das Igrejas reabrirem e muitos irmãos estiverem acostumados com os cultos on line? Com a disponibilidade de pastores e pregadores de acordo com o gosto do freguês? Quero fazer algumas considerações preliminares.
Há muita coisa sendo produzida que pode ser considerada como inútil, que Paulo chama de axrhston, ineficiente, sem proveito. É uma coisa que, de tão sem proveito, pode ser jogada fora sem maiores considerações. É aquele tipo de vídeo que você pode simplesmente deletar sem maiores considerações - e a maioria de nós o faz porque é possível ver sua inutilidade sem muito esforço. São ensinos errados, ensinos que não trazem conteúdo bíblico, cheios de visões pessoais, de impressões humanas, de costumes e delírios até risíveis que logo cairão no esquecimento porque serão suplantadas por outras visões e delírios. Mas, mesmo assim, não deixa de ser vaidade, pretensão e pecado por falar em nome de Deus o que Deus não disse.
Por outro lado, há muito sendo produzido de má fé, muita heresia sendo produzida com origem no coração do diabo e divulgada pelos obreiros da iniquidade. Infelizmente os filhos das trevas são hábeis em fazer suas mentiras parecerem verdade. Costumo orientar a Igreja a tomar cuidado com as gotas de veneno nos doces sucos que são oferecidos. Normalmente os vícios não começam com altas doses. Para estas a palavra é anátema (anaqema), que também significa sem proveito, sem finalidade, mas que traz uma conotação de lançar fora porque é ruim.
Que orientações podemos dar aos crentes nesta situação?
A primeira é: use o bom senso, selecione a fonte de onde você bebe. Examinar todas as coisas não significa experimentar de tudo. Tem coisa que você já sabe que é ruim, que não presta. Só aceite, só assista, só receba aquilo que for de origem conhecida ou recomendável. E não é porque quem te envia algo é amigo ou familiar que é bom. Pode  ter veneno na panela. Tem muita coisa boa disponível, produzida por pastores confiáveis, com conhecimento e profundidade bíblicas. A maioria deles pode até não ser engraçado nem sensacionalista, mas certamente não trará confusão a sua mente e ao seu coração.
A segunda é: faça escolhas, mesmo que elas sejam difíceis. Certa vez, antes do boom das redes sociais e WhatsApp, disse a uma pessoa que frequentava a nossa igreja e que queria ser membro que tomasse uma decisão. Essa pessoa passava a semana inteira na Igreja. Segunda em uma, terça em outra, quarta em outra e assim por diante. Nos estudos doutrinários e Escolas Bíblicas era a pessoa que tinha mais perguntas, mais dúvidas. Eu lhe orientei para tomar uma decisão e escolher uma Igreja onde frequentar, uma Igreja onde congregar, porque ela estava ficando confusa com tanta orientação de viés diferente. Eu prefira perder esta pessoa e vê-la ir frequentar uma Igreja irmã a vê-la perdida num mar de dúvidas nas esquinas entre as Igrejas.
A terceira, e de suma importância é: consulte os seus guias, rebelião é pecado. Seu pastor foi colocado em sua vida para abençoar-te. Ele certamente se afadiga no estudo para poder orientar você e caminhar com você no caminho da fé. Desconsiderar seu ministério vai tornar seu trabalho mais exaustivo, com mais gemidos do que o que já é natural. Seu pastor foi chamado por Deus e enviado para suprir as necessidades de sua Igreja. O Senhor, em sua sabedoria e soberania, deu pastores à Igreja. Quando receber algo suspeito, ou ouvir um ensino que soe estranho à luz do conhecimento que você tem das Escrituras, peça ajuda de quem foi colocado por Deus para fazer esta função - ser o mestre da Igreja.
E quando acabar o tempo da quarentena, quando os cultos públicos puderem ser realizados é bastante provável que você pense ou sinta diferente. Lembre-se que os mais populares certamente são os que menos tempo terão para cuidar de você em suas angústias, te aconselhar em suas dúvidas e cuidar de sua família em suas enfermidades. A maioria deles está muito ocupada com as multidões. Mas, e se mesmo assim você não estiver satisfeito?
O que fazer se você não estiver satisfeito com o alimento que tem recebido? Se o que você tem recebido é palha seca e não pasto verdejante? Se você não está recebendo o sólido e fresco alimento das Escrituras, então, é lícito para você procurar aprender a verdade onde ela está sendo ensinada. Se você já está se sentindo fraco e anêmico espiritualmente, não morra de inanição.
Você não deve e nem pode deter-se bebendo em cisternas rotas, de águas turvas. Mas faça-o com honestidade - procure-o e diga-lhe o que está fazendo e para onde está indo. Lembre-se: sua chegada na Igreja foi festiva. Uma eventual mudança precisa ser, ao menos, digna.

sábado, 19 de outubro de 2019

IGREJA CONSAGRADA E IGREJA JUBILOSA (II)

CRENTES CONSAGRADOS SÃO ATENTOS GUARDIÕES DA VERDADE

A primeira característica destes cristãos é eu eles são atentos guardiães da verdade. É pela verdade que uma Igreja permanece ou cai. Mesmo quando nos referimos ao amor ele precisa ser verdadeiro (1Pe 1:22 - Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente). O apóstolo inicia o terceiro capitulo considerando suficiente o que já foi dito, deixando o assunto por encerrado e passando a tratar de uma nova necessidade da Igreja. Como ela poderia permanecer de pé? 
Paulo continua falando para as mesmas pessoas, pessoas que, com ele, possuem a mesma comunhão em Cristo. Eles são "meus irmãos" (adelfo\j mou=) e precisam de orientação para não deixarem de ser cristãos alegres (xairw=) que, para eles, é fruto do fato de estarem no (en) Senhor (kurioj), soberano governante de todas as coisas.
Para Paulo, como um pastor e pai amoroso, não é motivo de desgosto repetir um ensino que resulta em benção para a Igreja. Paulo não vê como um fardo, mas como uma parte do ministério, uma parte necessária para segurança e confirmação (asfalhj) da fé que ele sabia haver naquela comunidade de crentes que ele lhes escrevesse. 
O interesse de Paulo era o bem dos filipenses, e o recurso que Paulo tinha era escrever-lhes (grafw=) lembrando o que eles já conheciam muito bem. O que Paulo está dizendo não é para crentes neófitos, mas de alerta e confirmação para crentes amadurecidos, crentes que viram o ministério paulino em Filipos, crentes que ouviram seus ensinamentos (Fp 4:9 - O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco).
De que Paulo achava necessário eles serem lembrados? Cremos que estamos diante de membros de uma igreja que guardava o ensino apostólico, que eram irmãos consagrados ao Senhor, que procuravam viver zelosamente a ponto de Paulo não precisar tratar de problemas como os existentes na Igreja em Corinto, pelo contrário, apenas alertá-los para que problemas não viessem a existir.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

IGREJA CONSAGRADA E IGREJA JUBILOSA [I]

Quais são as características de uma Igreja que realmente conhece a Cristo? Nossa pergunta não se dirige aos membros de nenhuma Igreja, nenhuma instituição humana em particular – já vivemos o suficiente para saber que não há nenhuma instituição humana que esteja livre de pessoas visceralmente comprometidas com as estruturas mas não essencialmente comprometidas com o alvo real. Dito de outra maneira, dentro do nosso contexto, não há nenhuma Igreja que esteja perfeitamente comprometida com a glorificação do nome do Senhor. 
Isto não quer dizer que as Igrejas que existam não sejam Igrejas de Cristo – creio que muitas são, a questão que abordo nesta ocasião é: todas elas, e cada uma delas, ainda está caminhando, ainda está no mundo e misturada com o mundo, embora não pertença mais a ele. Está vivendo um processo de santificação, de separação. E, neste processo, é absolutamente essencial que haja uma real consagração de vidas ao Senhor – lamentavelmente em muitos casos há uma confusão entre consagração e uma mera aparência de piedade, uma figura exteriormente "séria", sisuda, mas descuidada do interior.
Consagração é comprometimento com a verdade revelada e bem conhecida de Deus.
Este comprometimento deve gerar, de alguma forma, alegria no Senhor (Sl 32:11 - Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração).
Nossa proposta agora é que você pode ser uma pessoa realmente alegre, realmente feliz e, ao mesmo tempo, realmente comprometida com o Senhor e com o seu reino, tendo a alegria do Senhor em sua vida, sendo fortalecido pelo Espírito do Senhor (Sl 51:12 - Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário) e ao mesmo tempo afastando seu coração dos prazeres transitórios do pecado (Gl 5:16 - Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne), por mais atrativos que eles sejam.
Observe que eu usei os verbos sempre no gerúndio porque eu quero que você entenda que você só pode ser alegre no Senhor se começar e não parar de andar com o Senhor. Não é uma coisa do passado, nem apenas do presente, nem uma expectativa futura – é algo a ser experimentado em toda a vida.
Ser um cristão alegre no Senhor não significa, entretanto, não ter que enfrentar algum tipo de dificuldade, aliás, quanto mais consagrada for o cristão, maiores os enfrentamentos que ela terá com o mundo.
O mundo só se opõe aos cristãos quando eles se tornam um corpo estranho em seu meio (1Pe 4:4 - Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão), quando eles incomodam não por serem chatos, encrenqueiros ou barulhentos em praças públicas e marchas inúteis, mas por serem verdadeiramente crentes, por fazerem a vontade de Deus enquanto o mundo se rebela contra ele seguindo as inclinações da carne que lhe são naturais (1Pe 2.11-12 - Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, 22 mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação).
Enquanto a Igreja for morna e escolher ser parecida com o mundo, tomar a forma do mundo e agir como o mundo ela poderá ser rica, tolerada e até amada pelo mundo (Jo 15:19 - Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia), mas não saberá, jamais, o que é experimentar a alegria de carregar, verdadeiramente, o nome de Jesus Cristo (At 5:41 - E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome).

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

MALEDICÊNCIA! PECADO ODIOSO E DESTRUTIVO!


Recentemente li um artigo de que tratava sobre 5 maneiras de se tratar o problema da maledicência na Igreja trazendo algumas observações e conselhos bastante salutares, que vou resumir aqui antes de prosseguir com algumas observações pastorais. Acredito que se cada cristão observar estes passos simples este mal pode ser erradicado de qualquer igreja, por mais que ela esteja acostumada a esta prática.

I.    MONITORE SUAS PALAVRAS: Antes de ouvir o que as pessoas tem a dizer, ouça o que você mesmo diz. Cuide do que você fala, para quem você fala e o que você quer alcançar com sua fala. Garanta que suas palavras são dignas dos lábios de um cristão, se são edificantes e não destrutivas.

II. EVITE POLUIR SUA MENTE: Seja cuidadoso com o que chega à sua mente porque tudo que lhe chega causa alguma impressão. Não aceite ouvir detalhes negativos sobre a vida de quem estiver ausente. Mude o tema da conversa, saia da presença desta pessoa ou afaste-a do convívio de sua casa imediatamente.

III. REAJA POSITIVAMENTE CONTRA A MALEDICÊNCIA: Rejeite educada e biblicamente participar de qualquer conversa maledicente. Não se deixe dominar pela mórbida curiosidade. Recorde às pessoas se o que elas vão falar merece ser dito para promover a fraternidade cristã e o evangelho de Cristo.

IV. DESCONFIE. SEMPRE HÁ MORTE NA ÁGUA: A maior parte do conteúdo de maledicências tem origem num coração amargurado e pode conter inverdades. Antes de perguntar se o que está sendo dito é verdadeiro, parta do princípio de que toda maledicência é má.

V. FAÇA A MALEDICÊNCIA TERMINAR EM VOCÊ: Você pode estar sendo usado como instrumento para passar uma maledicência adiante. Faça-a morrer quando chegar a você de duas maneiras: a primeira é não dando-lhe crédito, e a segunda é convidando o mexeriqueiro a ir conversar com a vítima deste mal. Se não conseguir, informe a pessoa agredida de que ela está sendo defraudada para que possa se defender.

Lembre-se que maledicência pode ser enquadrada como crimes de calúnia (acusar alguém de uma falta que não cometeu com o propósito de causar-lhe prejuízos) ou difamação (espalhar informações verdadeiras ou não a respeito de alguém com o intuito de prejudicar lhe).

A prática da maledicência é chamada de mexerico e mexericar equivale a atentar contra a vida de alguém. Observe que a ordem da Escritura, num dos livros da Lei, é que o crente não ande com quem tem esta prática como costume (Lv 19.16 - Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o SENHOR!). Preste atenção porque a Escritura nunca toma o nome do Senhor em vão.

Evitar o mexerico e o mexeriqueiro também é uma orientação da sabedoria divina (Pv 20.19 - O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios). O sábio é enfático: não te metas com o mexeriqueiro, não te deixes enredar por um especialista. Geralmente o que um maledicente fala diz mais sobre o seu próprio caráter do que sobre o caráter da vítima.

Como disse no princípio, quero encerrar com um conselho bastante salutar: não confunda o amor cristão com a omissão diante da prática do mal. O amor cristão não se alegra em ver a injustiça ser praticada. Ele rejubila com a verdade. Quando ouvir algo maldoso sobre alguém, busque o contraditório, dê ao outro o direito de saber do que é acusado e defender-se e não se esquive do dever cristão de testemunhar a verdade.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

ERROS SÃO DIFERENTES?


Tenho tentado compreender algumas situações que a Igreja vivencia e me pergunto se, quando há um erro, todos que estão envolvidos nele estão na mesma medida, ou as pessoas podem cometer o mesmo erro, com os mesmos danos e as mesmas consequências, e ainda assim, serem diferentes?
Há algumas semanas estes pensamentos circundam a minha mente, e acho que o assunto já está maduro para ser compartilhado.
Em minhas reflexões cheguei à conclusão que há aqueles que cometem erros proposital, intencionalmente. Param para refletir sobre o mal que intentam praticar, e procuram potencializar suas ações para atingirem este mal. Existem numerosos exemplos bíblicos para isso, como os irmãos de José quando o lançaram no fosso e depois o venderam como escravo, ou os sacerdotes judeus que planejaram a morte de Jesus depois que este os qualificou como lavradores maus.
O erro é agravado pelo propósito de causar mal, pelo planejamento da maldade com o intuito de prejudicar alguém, buscando pessoas que pensam da mesma maneira ou manipulando outros para que errem também. Erram assim os ladrões que planejam um assalto, erram os políticos que escolhem que promessas fazer para ganharem votos sabendo que não possuem sequer a intenção de cumprir, os assassinos que planejam a morte de alguém, os maledicentes que difamam ao próximo e que, de acordo com a Palavra de Deus, não habitarão na casa do Senhor (Sl 15.3).
O segundo tipo de erro é o erro deliberado, consciente, mas sem planejamento. É o erro por parceria, de cumplicidade, de companheirismo, de quem já se encontra de tal maneira envolvido no processo que se sente incapaz de sair. É o erro da fidelidade a algo que vinha sendo feito e, mesmo percebendo depois de um tempo que o que havia sido proposto era um esforço inútil, eram labores em busca de um alvo errado não abandonam os esforços por vergonha de admitir o erro ou para não abandonar o companheiro de erro. É quando não há a premeditação mas há a continuidade na prática delituosa. É muito comum este tipo de situação em membros de gangues que seguem cegamente um líder e não o abandonam mesmo quando fica provado por todos os meios seus crimes. Vemos isso na política, onde muitos não podem mais voltar atrás pois estão de tal maneira comprometidos que um sistema vicioso que, se um cai, os outros são arrastados como árvores com ramos entremeados..
O terceiro tipo de erro que gostaria de abordar é o de alguém ludibriado, enganado, que não tem as informações e que acredita piamente que o que está fazendo é o correto. O mal praticado, porque continua sendo um mal, é feito irrefletidamente, e, se questionado, a resposta basicamente é que aprendeu assim, disseram para fazer assim e por isso fazem assim mesmo. Geralmente se tornam massa de manobra e não lucram nada com o que é feito, sua principal realização é a sensação de dever cumprido, de ter feito a vontade do seu líder. É contando com este tipo de atitude que líderes políticos, caudilhos militares e religiosos inescrupulosos constroem seus impérios e juntam fortunas.
Nem sempre é fácil distinguir entre um e outro, mas o fato é que uns precisam de esclarecimento para chegarem ao arrependimento e outros precisam de conversão. Lidamos com situações assim o tempo todo, e às vezes queremos dar informações para os que erram deliberadamente. Informação não vai mudar o coração de homens que se assentam para planejar o mal. Estes precisam ser identificados e mantidos à distância até que demonstrem arrependimento, se, de fato, se arrependerem. Seus parceiros podem chegar ao arrependimento mediante a informação, e geralmente o fazem quando percebem que prosseguir na prática do mal é garantia de perdição. Por fim, muitos precisam de conhecimento, mas nem sempre o conhecimento dá o resultado esperado devido à cegueira causada pelo fanatismo irrefletido.
Toda e qualquer forma de erro deve ser combatida, mas seus autores podem ser tratados de diferentes maneiras. Paciência, moderação, ensino e o necessário rigor disciplinar podem ser aplicados, mas a melhor maneira de evitar cair neste tipo de cilada é o conhecimento da Palavra de Deus, é a prudência no agir, é evitar andar na companhia dos ímpios, não se deter para considerar a possibilidade da prática dos pecados que “todo mundo faz” e não permanecer na roda dos escarnecedores.

terça-feira, 4 de abril de 2017

A IGREJA MANTÉM SUA IDENTIDADE E DESEMPENHA SUA MISSÃO QUANDO USA OS INSTRUMENTOS QUE DEUS LHE DÁ PARA SE OPOR AO MAL

Em nossas mensagens anteriores vimos que a Igreja mantém sua identidade e desempenha sua missão quando possui autoconhecimento, uma fé operosa e um estilo de vida comprometido com o reino de Deus, quando ela vive sob a orientação da Palavra de Deus e tem uma vida consagrada ao serviço do seu Senhor, quando ela está focada e prioriza o reino de Deus e está disposta a obedecer ao seu Senhor sendo capacitada para isso pelo Espírito Santo.
O que significa usar os instrumentos que Deus deu à Igreja para opor-se ao mal. Será que isto significa aderir ao que, há algum tempo surgiu no seio da Igreja e cujo movimento foi chamado batalha espiritual no qual os crentes passaram a denominar-se de guerreiros, alguns dando-se patentes como capitão, general e coisas parecidas. E foi um tal de mapear território, achar tronos de satanás, sair marchando pelas cidades declarando que elas pertencem ao Senhor Jesus. Ao final de mais de três décadas as coisas continuam mais ou menos como eram.
Não podemos fugir a uma verdade – a bíblia fala de conflitos, como, por exemplo, da carne contra o Espírito (Gl 5:17), compara os cristãos a soldados arregimentados (II Tm 2:4) e vestidos adequadamente para uma batalha (Ef 6:13) e fala de uma luta que não é contra carne ou sangue (Ef 6:12) com armas diferentes das que podem ser encontradas em qualquer arsenal militar, por mais desenvolvidos que sejam (II Co 10:4).
Não devemos confundir as metáforas, símiles e comparações bíblicas com a pseudoteologia que ficou conhecida como Batalha Espiritual, todavia, o conflito entre a carne e o Espírito permanece, era uma realidade na igreja primitiva e ainda é um enorme desafio para a Igreja contemporânea que ainda está sob o ataque de satanás, o inimigo que quer vê-la caída e derrotada (I Pe 5:8-9) e por isso a Igreja deve buscar fortalecer-se cada vez mais no Senhor e na força do seu poder (Ef 6:10).
Em sua luta contra toda forma de mal a Igreja não pode fazer de conta que a injustiça não existe, pelo contrário, deve opor-se ao mal com os instrumentos que o Senhor lhe deu. Propositalmente não quero usar as palavras “armas”, mas instrumentos como amor, justiça, misericórdia, capazes de vencer as barreiras mais violentas e destruir impérios, como fez com o império romano e como faz com corações endurecidos e frios (Jr 23:29). Ainda que em determinados momentos a Igreja tenha se servido de armas carnais, como Davi contra Golias e os reformadores do séc. XVI contra as forças da idolatria, o que fez e faz da Igreja vencedora não é a arma que empunha, mas a esperança que carrega em seu coração (I Jo 5:4-5) como declara confiantemente o futuro rei Davi (I Sm 17:45) utilizando-se, mais do que da funda ou das pedras, da confiança em Deus.
Mas de uma coisa eu tenho certeza – não é com passeatas, com marchas infrutíferas que a Igreja vai produzir frutos de justiça. A única maneira da Igreja produzir o que o Senhor espera dela é, capacitada pelo Senhor, revestida pelo seu Espírito, viver a sua fé de maneira coerente com o seu discurso. Vejamos o que nos diz a Escritura sobre a Igreja que deve opor-se a toda forma de mal e como ela pode combater as atuações malignas:
10 Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.
11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; 12 porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.
13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.
14 Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.
15 Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; 16 embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.
17 Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;
18 com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos 19 e também por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho, 20 pelo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazê-lo.
Ef 6.10-20 
Um evento histórico nos mostra o que pode acontecer quando se negocia princípios. A Alemanha de Adolf Hitler começou a mostrar uma certa ambição imperialista e os países europeus foram se acomodando com as sucessivas anexações de territórios, até que perceberam que teriam que enfrentar um inimigo que, de migalha em migalha, haviam alimentado e tornado um inimigo poderoso. Aí já era tarde, a França estava sendo tomada, a Inglaterra sob ataques e o caos da II Grande Guerra instaurado.
Um segundo evento, mais próximo de nós e de consequências ainda não mensuradas, mostra a mesma coisa – vagarosamente os valores tradicionais da família (homem, mulher e filhos) foram sendo substituídos por um princípio vago de “tolerância” até desembocar na famigerada ideologia de gênero e numa luta ferrenha contra valores cristãos – e lamentavelmente muitos que a si mesmo se chamam cristãos defendem tais aberrações.
A Igreja é chamada para opor-se ao mal. O mal é a capacidade ou o desejo, o poder de causar dano a algo ou a alguém, desobedecendo ao que o Senhor Jesus resumiu como o segundo mandamento (Mt 22:39). E não há nada mais fácil do que encontrar alguém capaz de fazer o mal. Se você quer encontrar uma pessoa capaz de fazer o mal para alguém basta que você olhe um móvel que tem em sua casa: o espelho. Ser Igreja é, em primeiro lugar, opor-se à pratica do mal em sua própria vida – amar a Deus, amar ao próximo, evitar a prática das obras da carne e ver frutificar o Espírito.
Uma Igreja unida ao Senhor, em comunhão com o seu Senhor, uma Igreja que é, de fato, Igreja, que pode dizer que é Cristo quem vive nela (Gl 2:20) terá poder do Senhor para abster-se de toda forma de mal (I Ts 5:22) e assim poderá reprovar as obras infrutíferas das trevas (Ef 5:11), porque estará fortalecida no Senhor e na força do seu poder (v. 10).
Mas quais os elementos que Deus dá à Igreja para reprovar e manter-se firme contra a ação do mal? A resposta de Paulo é: com atitudes concretas, práticas, constantes e firmes. Pode parecer estranho, mas o cristão que deseja batalhar por sua fé tem que ser intransigente – não pode negociar princípios.

i.                  COM A VERDADE

Sem aprofundar nas metáforas militares usadas pelo apóstolo é possível perceber que a operação do erro só pode ser combatida com a Palavra da verdade. Não se combate uma fraude com uma nova fraude porque, mais cedo ou mais tarde, esta nova fraude vai cair também. Para preservar seus territórios a Igreja Romana apresentou um documento chamado doação de Constantino, na qual o imperador teria doado quase toda a península itálica à Igreja – todavia a Igreja foi envergonhada no séc. XV por estudiosos que mostraram que tudo não era uma grande fraude, um grande engodo, e isto contribuiu para uma perda de credibilidade ainda maior. Acusado de apresentar um evangelho mentiroso, Paulo usa de um artificio filosófico justamente para mostrar que seu evangelho era verdadeiro (Rm 3:7).
O cristão não precisa copiar o pai da mentira, satanás, e anunciar o que há em suas mentes férteis mas cuja produção é inútil porque suas vergonhas ficarão expostas no dia do juízo (Mq 7:9). A exortação divina para os cristãos é que anunciem a Cristo, somente a Cristo, porque só ele é “a verdade” (Jo 14:6) e só ele é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Rm 1:16) porque a fé não pode se apoiar em pensamentos dos homens, mas na verdade de Deus (I Co 2:5).

ii.               COM A JUSTIÇA

Paulo convivia com soldados – teve a companhia da guarda pretoriana durante muito tempo, e sabia como era a vestimenta dos mesmos. Parte dela era feita de couro reforçado com metais no exterior, especialmente aquela que protegia órgãos vitais. Era a “couraça”, firme, rija. Assim deve ser a justiça do crente, no Senhor (Jr 33:16) e a prática da justiça pelo crente – consciente, amorosa, mas intransigente, constante, inabalável independente das circunstâncias externas, ou ataques dos inimigos da fé (Ne 6:3) por saber que a obra é do Senhor e para o Senhor (I Co 15:58).
A Igreja Presbiteriana crescia e se fortalecia porque havia justiça nas relações interpessoais e com Deus. Quando Ananias e Safira agiram com injustiça, foram excluídos dela. Quando Simão, o enganador (At 8:11), agiu com injustiça, também foi excluído da Igreja (At 8:20) mesmo tendo “abraçado a fé” (At 8:13). Todavia, os crentes são chamados para agirem com justiça, evidenciando (porque não podem produzir por si mesmos) o fruto do Espírito que sempre produz o bem e não mal, e evitando as obras da carne, que sempre produzem injustiça social e espiritual.
Nenhum crente genuíno sacrifica a justiça em favor de alguma conveniência particular, não torce o juízo para favorecer algo ou alguém de seu interesse, nem depositará a sua confiança em nada deste mundo para manter-se de pé porque sua justiça é o Senhor.

iii.           COM CONFIANÇA

Os grandes exércitos, os mais vitoriosos, contavam com soldados confiantes porque contavam com generais corajosos e vitoriosos. Em uma das batalhas do exército brasileiro no séc. XIX conta-se que, na guerra do Paraguai, os soldados estavam reticentes em atacar uma ponte que era guardada por soldados adversários. O comandante, Luis Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias, precisava tomar uma ponte que cruzava o rio Itororó. No dia 5 de dezembro de 1868 após várias tentativas e repelidos pelo fogo intenso paraguaio os brasileiros entraram em pânico e começaram a fugir em desordem. Caxias desembainhou sua espada e avançou a cavalo em direção à ponte com alguns auxiliares e gritava: “Salve sua Majestade!”, “Salve o Brasil” e, finalmente, bradou “Sigam-me os que forem brasileiros”. Isto impediu a retirada, insuflou coragem nos soldados, as unidades se reagruparam e tomaram a ponte em questão, abrindo caminho para o fim da guerra.
Os cristãos podem opor-se ao mal porque seu Senhor é o Senhor dos senhores, o grande rei, tudo está sob sua autoridade (Mt 28:18) e ele comunica a sua vitória àqueles a quem ele ama, e por ele são amados, por maiores que sejam os obstáculos à frente dos seus (Rm 8:37).
A fé, quando vivida em sua plenitude, logo contou com oposição. Foi assim em Jerusalém e foi assim em praticamente todo o mundo. Mesmo antes de Cristo a certeza de que Deus salva os seus era essencial para que os crentes vivessem a sua fé sem temores das consequências (Dn 3:17).
Paulo sabia que haveria oposição à fé em Éfeso por causa da cultura local, que literalmente vivia da idolatria a Igreja não teria paz e os novos convertidos encontrariam dificuldades para viver a sua fé (At 19:28-29).

CONCLUSÃO

Por medo, insegurança, por não confiar inteiramente na graça de Cristo tem muitos cristãos que vivem sua fé em altos e baixos, desmotivados por todo tipo de circunstância e se esquecem que a sua salvação é uma dádiva do Deus que não pode mudar (Ml 3:6) que perdoa os seus pecados (I Jo 1:7-9) e purifica as suas consciências (Hb 9:14).

É possível que haja oposição mesmo dentro da Igreja, mesmo daqueles que são considerados irmãos na fé. Lembre-se que Jesus foi traído e a multidão pediu sua crucificação, Estevão foi apedrejado, Paulo foi chicoteado, Martinho Lutero foi excomungado, João Calvino foi expulso da cidade, John Bunyan ficou preso muitos anos, Jonathan Edwards foi demitido de sua congregação e José Manoel da Conceição foi considerado demente, só para citar alguns. Mesmo assim, não precisamos temer os homens, mas viver a nossa fé com temor e confiança naquele que é o nosso salvador (Mt 10:28).

segunda-feira, 7 de março de 2016

A ARMADILHA DO PLURALISMO

VOCÊ NÃO É DONO DA VERDADE!
Sempre que afirmamos alguma verdade religiosa, ou dogma, logo aparece alguém defendendo a pluralidade. Se, em nossos estudos bíblicos, afirmamos que uma determinada doutrina é uma heresia, não demora para que alguém diga que não precisamos atacar as religiões dos outros.
O mais surpreendente é que esta atitude relativista e pluralista parte de cristãos, de membros da Igreja que professam ter as Escrituras como única regra de fé e prática - mas que, provavelmente, não a estudam como deveriam, não aprendem o que deveriam e, por desconhecimento, erram [Mc 12.24).
Como, então, devemos agir? Nossa fé está sob ataque o tempo inteiro. Toda doutrina que nega a verdade das Escrituras é um ataque à nossa fé - nós fomos chamados para batalhar pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos (Jd 1.3).
É por isso que a Igreja tem perdido a sua identidade como Igreja. O que somos? Para que existimos? Qual nosso papel em nossa geração? Como saber o que fazer se não sabemos sequer o que devemos ser? Um cristão pluralista é um cristão cuja mente já se conformou com este século, e é, portanto, um pseudo cristão (Rm 12.2).
Imaginemos se Paulo, por exemplo, ao chegar em Atenas tivesse se limitado a elogiar a religiosidade dos atenienses (At 17.22). Jesus também podia fazê-lo em relação aos vendilhões do templo, afinal, o templo estava cheio e eles eram muito dedicados aos seus negócios (Jo 2.14-16).
Mas eles não agiram assim - eles proclamaram uma fé essencialmente diferente do pluralismo vigente em seus dias. E, através de muitos irmãos que chegaram ao ponto de sofrerem até ao sangue, nos transmitiram este legado que mãos frouxas e corações relaxados estão querendo imolar no altar do “politicamente correto”.
Quer se dar bem no mundo? Quer se dar bem com seus amigos mundanos? Quer ficar bem com heréticos, sectários, idólatras e ateus? Isto é uma evidência de um coração cheio de amor - pelo mundo (I Jo 2.15). É possível que, como Demas, haja mais amor pelo presente século (II Tm 4.10) que pelo opróbrio de Cristo (Hb 11.26).
Quando um pluralista se levanta e diz: você não pode dizer que a religião do outro é um erro ele tem que ouvir, de imediato, o que a Palavra de Deus ensina: é dever do cristão examinar todas as coisas, reter o que é bom (I Ts 5.21), rejeitar as falsas doutrinas e, se necessário, disciplinando os opositores (II Tm 2.25) para levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo (II Co 10.5).
Um cristão verdadeiro não pode ser pluralista. Ele tem que ser dogmático. E se de repente você, cristão, for confrontado com a afirmação de que não é dono da verdade, concorde, e diga que não é dono da verdade, você é servo dela, aquele que é a verdade é seu dono (Jo 14.6).

terça-feira, 30 de setembro de 2014

LEVY FIDELIX [NÃO] É MEU HERÓI

No debate entre os candidatos a presidente, sem levar em conta desempenho pessoal, intenção de voto, quem ganhou, quem perdeu – até porque, Dilma foi um fiasco nos debates em 2010 e acabou eleita, o candidato Levy Fidelix (o do bigode e do aerotrem), do PRTB (alguém sabe o que sito significa?), ao ser perguntado pela candidata que ficou conhecida como a que precisa estudar (Luciana Genro, PSOL) porque os defensores da família tradicional se negam a reconhecer como família um casal do mesmo sexo respondem seu cerimonia alguma com algumas verdades politicamente incorretas.
Antes de irmos às suas respostas, quero deixar claro que a própria pergunta já está equivocada. Por mais que insistam, dois homens ou duas mulheres não podem jamais formar um casal – são como duas meias que, juntas, formam um par, isto é, um conjunto de dois iguais. Para haver um casal é necessário haver heterossexualidade, isto é, a conjunção dos dois gêneros sexuais, homem e mulher. Casamento, do latim casear, significa a união de complementares, encaixe, do côncavo com o convexo. O resto é mera expressão da sexualidade fora do padrão original, instituído por Deus (Gn 1.27-28).
Agora, vamos às verdades ditas pelo candidato:
i.                   Dois iguais não fazem filho: há como negar esta verdade? Desde quando uma mulher consegue gerar um filho em outra? Para a gestação de uma criança são necessários dois elementos: óvulos, produzidos pela mulher, e espermatozoides, produzidos pelo homem. Dois óvulos não geram uma criança nem um milhão de espermatozoides conseguem tal feito. Cesta. Levy 2 X 0 politicamente correto.
ii.                Aparelho excretor não reproduz: como o próprio nome diz, o aparelho excretor não tem função reprodutiva. Ele está falando, especificamente, da homossexualidade masculina. Muitas vezes nem mesmo o aparelho reprodutor feminino consegue, quanto mais os órgãos criados para outra finalidade. Cesta novamente. Levy 4 X 0 politicamente correto.
iii.             Prefiro perder votos a deixar de instruir minha família: é provável que Levy não tenha perdido voto algum, e talvez ganho alguns, mas isto pouco importa. O biombo do politicamente correto não serve a quem se importa minimamente com os ensinamentos cristãos. Mas há dois aspectos fundamentais neste ponto abordado é que ele se reserva o direito de instruir sua família – o que tem sido sistematicamente minado pelo estado esquerdista. Cesta de 3. Levi 7 X 0 politicamente correto. E de lambuja falta cometida pela dita candidata evangélica que não se posicionou ao lado do candidato do PRTB – e já estuda recorrer à justiça contra ele no intuito de mostrar que não é homofóbica, como tem sido acusada pela candidata do PT.
iv.              Gostei de ver o papa expurgar um pedófilo: Levy e católico, fala de sua religião. Não sou católico, e concordo com o papa. Lugar de molestador de criança é fora do sacerdócio, do ministério e até mesmo do convívio social, na cadeia. Converteu a falta: Levy 8 X 0 politicamente correto.
v.                 Que façam um bom proveito se quiserem continuar como estão: o estado não tem a função de regular a sexualidade de ninguém – mas também não tem o direito de promover práticas antinaturais. Particularmente acho que as leis a respeito do homossexualismo são ruins, permissivas e discriminatórias, fazendo com que qualquer crime contra um homossexual (ou contra um negro, por exemplo) seja visto como um crime de pedigree, mais hediondo do que o mesmo crime cometido contra outro cidadão qualquer. Cesta. Levy 10 X 0 politicamente correto.
vi.              O homossexualismo tem potencial para reduzir a população: é evidente que tem. Duplas homoafetivas não geram filhos, podem até constituir uma sociedade conjugal reconhecida legalmente, mas jamais poderão gerar filhos. Para isso precisarão de alguma forma de ajuda do outro gênero. Cesta. Levy 12 X 0 politicamente correto.
vii.           O negócio na Paulista está feio: refere-se ao ambiente que toma conta da av. Paulista e adjacências, mas isto não ocorre somente lá, sempre ocorre em ambientes de prostituição, seja masculina ou feminina. Fez juízo de valor discriminando uma zona de prostituição homossexual de outras zonas de prostituição – tudo é prostituição, Levy, e o resultado é o mesmo. Bola no aro, abriu espaço para o contra-ataque. Levy 12 X 2 Politicamente correto.
viii.        Quem tem problema com sua sexualidade deve ser atendido no plano afetivo, psicológico, mas bem longe da gente: o estado e a mídia tem trabalhado para incentivar o homossexualismo (kit  gay, campanhas publicitárias, novelas, pressão de minorias organizadas e barulhentas) patrocinando, inclusive, as paradas gays cada vez mais ofensivas aos valores formativos da sociedade brasileira, especialmente o cristianismo bíblico. Se alguém tem problema com sua sexualidade tem que resolver isto sem a tutela do estado, que, quando muito, deve colocar ao seu dispor profissionais da mente e da alma. A aceitação da homossexualidade não deve ser imposta por programas de governo ou leis afirmativas, porque jamais será aceita como natural por verdadeiros cristãos - e não me venham com esta cascata de tolerância. Quanto ao convívio, não vejo como ajudar um homossexual nem à distância nem aceitando sua homossexualidade. Cesta novamente, mas pisou na linha, podia ter marcado de 3. Levy 14 X 2 politicamente correto.
Mesmo 14 X 2 o jogo ainda vai ter prorrogação. Embora discorde de muito do arrazoado do colunista Reinaldo Azevedo, da revista Veja, cito aqui algumas informações dadas pelo mesmo:
"A campanha de Marina Silva diz que estuda até mesmo recorrer à Justiça. Ou por outra: tenta usar a questão para se livrar da pecha de homofóbica que lhe pespegou o PT. Dito ainda de outro modo: os marineiros acham que Fidelix pode ser a sua Marina da hora. Dilma vai se encontrar hoje com lideranças do movimento LGBT. Eduardo Jorge, que defende a descriminalização do aborto e das drogas, já entrou com uma representação contra Fidelix. A OAB pede a cassação da candidatura do homem por homofobia".
E OS CRISTÃOS
Quantos vão dar de ombros e dizer: "é problema do Fidelix". Ele falou o que os cristãos deveriam estar falando. Ele proclamou em alto e bom som que o homossexualismo é antinatural.
Cabe a nós completarmos e dizer: é pecado, é abominação, tanto masculina (Lv 18:22 - Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação) quanto feminina (Rm 1:26 - Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza), é rebeldia contra Deus e traz maldição sobre quem o pratica, pois fica excluído do reino dos céus (I Co 6:9 - Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas).
Levy não tem meu voto, mas, pelo menos nesta questão, ganhou meu respeito. Vai ser perseguido pelos politicamente corretos, mas, é melhor assim. É melhor do que ser biblicamente herético. 

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