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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

DEPOIS DO CARNAVAL SERÁ MAIS DO QUE CINZAS


ELES CONTINUAM... A PROPÓSITO DA BLASFÊMIA CARNAVALESCA
Há alguns anos (09 de junho de 2015) escrevi um texto intitulado “ELES ESTÃO CERTOS”, em meu blog (marthonmendes.blogspot.com). É longo, não dá para publicar em um boletim de Igreja, mas você pode encontrá-lo  pela data no blog. Procure, vale a pena. No texto abordo a ousadia da parada LGBT”S” de colocar um homossexual numa cruz, presumivelmente zombando do Senhor Jesus.
Por favor, antes de se escandalizar com o título, peço-te que tenhas um pouco de paciência e leia um pouco mais. Para mim eles apenas assumiram que o lugar do pecador é mesmo na cruz, pois quem confessa ao Senhor Jesus como Senhor e salvador não merece mais tão vil condenação.
Atualizando...
Há muito tempo que os desfiles carnavalescos não produzem mais samba. Seus enredos são mensagens políticas, com um viés esquerdista e anticristão, ou, em outras situações, patrocinadas por empresas ou até países para louvar algo ou alguém.
No carnaval de 2020 duas escolas [que nada de bom ensinam] blasfemaram contra o nome do Senhor, usando-o de maneira que ele jamais se agradaria. Não serei eu quem vai lutar contra as agremiações que a si mesmo se chamam recreativas, em seus folguedos insanos. Mas, ao mesmo tempo, não posso deixar de manifestar minha indignação contra tamanha impiedade. Todavia, entrego-os ao juízo de Deus. Do Senhor é a ira. Ele há de retribuir. Há algum tempo aprendi que o ímpio vai cometer suas impiedades, o pecador vai pecar uma centena de vezes e até se dar bem com suas práticas malignas, mas... Jamais, jamais escaparão ao juízo do Senhor.
E bom seria que fossem apenas cinzas. Será fogo, queimando eternamente, sem que se extinga. Sim, no inferno os condenados desejarão experimentar o amargor das cinzas, e nem este refrigério terão.
Jesus homossexual (recuso-me a usar o termo gay para definir uma prática que nada tem de alegre)? Jesus mulher e ainda por cima prostituta? Jesus marginal baleado? Não, jamais! Algum estúpido travestido de teólogo logo dirá: “Mas Jesus não se identificou com os pecadores”. Minha resposta é: é óbvio, acéfalo. É claro que Jesus se identificou com os pecadores, mas não com o seu estilo de vida e muito menos aderiu às suas práticas.
Dizendo de outra maneira, Jesus veio para redenção de pecadores. Sim, Jesus veio para trazer ao homossexual o perdão de seus pecados, desde que confessados e abandonados (Pv 28:13 - O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia). A Escritura afirma enfaticamente que o que encobre as suas transgressões não prospera, quanto mais o que a pratica acintosamente à vista de todos.
Jesus não veio para assumir a identidade de um homossexual, ou de alguém que andava à margem da lei. Ele não veio como umbandista ou qualquer outra coisa que a mente humana deturpada e rebelde consiga conceber. Ele veio para ser reconhecido em figura humana. Ele não veio como transgressor, ele se fez homem, se fez carne, e viveu de maneira reta e santa diante de Deus e da lei dos homens. Ele era tão puro e santo que desafiou os fariseus e saduceus, e seus escribas, que haviam se tornado seus inimigos e tramavam a sua morte a provar que houvesse nele algum pecado (Jo 8:46 - Quem dentre vós me convence de pecado? Se vos digo a verdade, por que razão não me credes?) e eles não puderam e saíram envergonhados, porque nele não havia pecado algum.
O que aconteceria naquele dia se Jesus fosse um ladrão? Um transgressor? Um devasso? Um pederasta? Qualquer um que conheça e respeite minimamente o ensino bíblico sabe que ele teria sido impiedosa e até mesmo alegremente apedrejado.
Tem muito “cristão” aproveitando o escárnio para tentar aparecer de alguma forma, alguns chegando ao ponto de mandar para o inferno seus promotores e participantes. Eu? Mandá-los para o inferno? Jamais. São trabalhadores, pais e mães de família. Não cabe a mim mandar ninguém para o inferno. Não está em meu poder mandar ninguém para o inferno. Não posso mandar nem tirar do inferno quem já está lá.
Não posso condenar ninguém ao fogo eterno, nem inocentar quem tudo faz para estar lá. Suas obras, suas ações, suas palavras, tudo isto mostra a quem eles pertencem e qual o destino que terão. Mas este acerto de contas é deles com o Criador e eu garanto que não será em um carro alegórico.
Quero, entretanto, retornar a um ponto importante: Jesus não veio como homossexual, nem como prostituta, nem como marginal, nem como praticante de religiões frontalmente contrárias às Escrituras. Ele veio como justo. Não veio como homossexual porque não veio morrer pelos homossexuais. Ele não veio como prostituta porque não veio morrer pelas prostitutas. Ele não veio como marginal porque não veio morrer pelos marginais.
Ele veio como o segundo Adão, para dar a sua vida em resgate de todo e qualquer descendente de Adão, independente de suas obras, que se arrependa de seus pecados e converte-se ao Senhor Deus e começa a viver nova vida. O que furtava, não furta mais (Ef 4.28). O que adulterava, abandona o ato adulterino (Jo 8.11). O lascivo deixa a lascívia (1Ts 4.3-7). O idólatra abandona a idolatria (1Co 2.2). O enganador abandona a prática dolosa (Ef 4.25). Não preciso dar mais exemplos para ilustrar o meu ponto principal.
Jesus veio como homem, porque foi o primeiro homem o responsável pela entrada de todo o pecado no mundo (Rm 5.12). Jesus veio sem pecado para que pudesse tirar o pecado do mundo (Jo 1.29) sendo feito pecado, isto é, sofrendo a condenação do pecado (1Pe 3.18) sem, entretanto, ter sido pecador (Hb 4.15).
Lamento pelos cristãos mal avisados que assistiram os tais desfiles e torceram pelas escolas que usaram o nome do Senhor de forma dantesca. Quando aprovam, aplaudem e dançam com estes insolentes e presunçosos tornam-se tão merecedores da mesma recompensa que eles (Rm 1.32).
Do Coração do Pastor

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

QUEM PRECISA DE UMA NOVA IGREJA [II]


(Ser a mesma Igreja e viver uma nova vida)

Já no séc. XVIII a Igreja viu surgir um novo panorama de mornidão espiritual que ameaçava matar a Igreja e que recebeu como resposta vários movimentos avivalistas e missionários - alguns sem o devido cuidado com o conteúdo, mas que deram origem a diversas Igrejas, algumas das quais ainda hoje permanecem fiéis às Escrituras.
O mundo viu também desenvolver-se a revolução industrial, com inventos extraordinários, e hoje chegamos ao ponto de sermos incapazes de acompanhar as novidades em praticamente qualquer área do conhecimento científico. Isto se torna ainda mais evidente quando pensamos na tecnologia atualmente disponível.
Cada dia uma novidade, um novo recurso, um novo tipo de dispositivo e aplicativo. As oportunidades, ofertas e variedade disponíveis são inúmeras. E mais uma vez lembramos que isto também afeta a Igreja. Existem tantas tendências religiosas quantas são possíveis serem inventadas pelo coração enganoso do ser humano, que, se forem repreendidos ou impedidos de serem como imaginam em seu coração rebelde, logo dão origem a uma nova Igreja.
Mas nos perguntamos, quantas novas Igrejas personalizadas à imagem deturpada e indigna semelhança de seus líderes e idealizadores ainda hão de surgir para afrontar a unidade do Corpo do Cristo, fruto da ação do Espírito, desprezando o vínculo da paz?
É inútil anunciar uma nova Igreja e ter em seu interior velhos homens, velhas práticas, antigos e permanentes pecados. A noiva do Cordeiro não se cobre de trajes do imundo, remendados de forma a parecer um novo tecido mas que jamais enganarão os filhos da luz e eleitos de Deus, quando mais serão capazes de enganar ao próprio noivo, que conhece o coração dos homens, sonda-lhes o interior, esquadrinha os seus pensamentos e julga com retidão.
Labão foi capaz de enganar Jacó entregando-lhe Lia, mas o coração de Jacó sempre foi de Raquel. Mas, se Jacó, o enganador, foi enganado, não será de forma alguma possível enganar ao Senhor Jesus.
Quando Coré e Abirão quiseram oferecer uma coisa nova, moderna, mais prática (um fogo que podia ser acendido em qualquer canto, não precisava ser mantido com tanto trabalho) ainda que tenham obtido apoio popular, foram rejeitados pelo Senhor. Quando Arão ofereceu seu culto ‘novo-velho’, adorando um dos deuses do Egito (Ápis - o touro) enquanto Moisés estava no monte o resultado foi desastroso e mortífero para o Israel desviado.
Quer, ser, mesmo, parte de uma nova Igreja? Você não precisa de um novo culto, de uma nova liturgia, nem mesmo de um novo endereço ou de uma nova denominação - você só precisa viver em novidade de vida, como um novo homem, nascido de novo, nascido de Deus. Deus não precisa de uma nova Igreja. Ele faz de cada pecador uma nova criatura, ele os faz querer e andar em novidade de vida diante dele e diante dos homens. Deus não precisa e nem quer uma nova denominação. Ele quer que você viva segundo o novo coração que ele lhe dá.


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

QUAL O DESTINO DA IGREJA DE CRISTO? - I Ts 5.23-24

PARA ONDE A IGREJA DE CRISTO ESTÁ INDO?
23 O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
24 Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.
1Ts 5.23-24
QUAL O DESTINO DA IGREJA DE CRISTO?
Qual o destino da Igreja? Para onde ela vai? O que vai lhe acontecer? São perguntas legítimas que cada membro da Igreja pode e deve fazer. Quando vamos fazer um negocio fazemos algumas exigências de garantias. Quando vamos nos associar a um clube também queremos informações sobre direitos, deveres, custos, garantias e até sobre frequentadores. E isto é perfeitamente legítimo.
Ora, em se tratando de coisas tão insignificantes quanto negócios e lazer, quanto mais criterioso deve ser o viajante na jornada espiritual. É lícito perguntar se a Igreja da qual você intenta fazer parte pode garantir entregar o que promete, se ela pode mesmo levar uma pessoa, no mínimo, ao salvador, e pode lhe conduzir no caminho e chegar ao novo lar, à Jerusalém celeste.
A pergunta crucial é: pode alguma Igreja dar este tipo de garantia? Antes de respondê-la podemos afirmar que há aquelas que não apenas não podem oferecer tais garantias como, também, com certeza, são garantia de que jamais ofereceram a salvação aos seus seguidores. Exemplifico: pode uma praticante da idolatria garantir o favor do Deus que abomina, que odeia a idolatria?
Pode uma igreja que aceita e defende o homossexualismo esperar o favor do Deus que considera a prática homossexual como uma horrenda abominação? Pode uma igreja que apoia a eugenia abortiva (caso da IURD) esperar o favor de Deus que considera o aborto um assassinato e diz que os assassinos não herdarão o reino dos céus, pelo contrário, serão lançados no inferno (Ap 21:8)?
Pode quem considera que a salvação está em reencarnações sucessivas esperar a salvação que despreza ao chamar o salvador de mentiroso porque ele afirma que compete ao homem morrer uma vez e depois disso o juízo (Hb 9:27).
Poderia citar muitos outros exemplos mas creio que estes aqui já ilustram o suficiente a nossa afirmação: estar em determinada instituição não apenas não garante a salvação como produz condenação (Ap 18:4).
Mas, e a nossa pergunta inicial: estar numa Igreja que defende a verdadeira doutrina, que prega o genuíno evangelho garante a salvação? A resposta é: estar fora do alcance e influência do genuíno evangelho é garantia de perdição. A Igreja não garante a salvação, mas estar fora da genuína Igreja de Deus já garante a perdição.
O que garante a salvação de um pecador arrependido é estar em Cristo (2Co 5:17). Vamos aprender um pouco mais sobre isso à luz da Palavra de Deus.
DEUS É O AUTOR DA SALVAÇÃO PELA SANTIFICAÇÃO DO PECADOR
23 O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 24 Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.
1Ts 5.23-24
Se você fizer uma pequena pesquisa logo vai entender que a grande maioria das formas de religião coloca a salvação em uma destas duas coisas: o que você pode fazer para ganhar ou merecer a salvação, seja através de obras ou da obediência a preceitos religiosos, normas, regras, mandamentos, rituais; ou então ao fato de pertencer a uma instituição que funciona como uma garantidora da salvação dos seus adeptos que recebem todo tipo de pressão para que suas mentes e corações sejam de tal forma controlados que não merece outro nome que não o de cativeiro emocional e espiritual, quando não é, também, um cativeiro social.
E qual é a diferença da Igreja para estas religiões? Paulo nos diz que a Igreja, a genuína Igreja de Cristo, a Igreja que lhe é fiel, que é fiel no ensino daquilo que Cristo ensinou aos apóstolos e ordenou que eles ensinassem para a edificação de sua Igreja. Você pode estranhar, mas nós não garantimos que a Igreja lhe dê a salvação. Eu não posso garantir que se você vier para a Igreja, se você fizer o discipulado e profissão de fé você vai estar automaticamente salvo. Não é essa a mensagem. A mensagem da Igreja aponta para Cristo, aponta para Deus, ela diz que você tem que crer com o coração, confessar com a sua boca (Rm 10:10) e viver de maneira digna desta sua confissão de fé (At 26:20). É ele quem é o autor da salvação (Hb 2:10). É Ele quem começa e executa a boa obra da salvação (Fp 1:6) mediante a santificação.
É Ele quem dá nova vida ao pecador e faz o querer (Jo 6:28) e também o capacita a realizar em sua vida (Fp 2:13). Tudo é dele, tudo é por meio dele, e tudo é para ele (Cl 1.16).
Deixe-me dizer-lhe esta verdade de outra maneira: nem você, nem ninguém, nem instituição alguma (mesmo que seja uma Igreja de fé operosa, ou que viva um amor abnegado e seja firmemente arraigada na esperança da volta de Cristo) pode lhe garantir algo que somente Deus pode dar e garantir.
E é isso, somente isto, que o apóstolo Paulo ensina nesta passagem. É Cristo quem é o autor da salvação. É Deus quem nos dá a sua paz e santifica o seu povo, quem o torna apto para ver-lhe. A Igreja em Tessalônica era o que era porque Deus era o seu Deus, porque seus membros eram, antes de mais nada, crentes em Jesus Cristo.
DEUS É O AUTOR DA PERSEVERANÇA DOS SEUS
23 O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.  24 Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.
1Ts 5.23-24
Mesmo no meio cristão temos uma divergência quando chegamos neste ponto: muitos cristãos até assumem que a salvação, como toda boa dádiva, vem de Deus, mas recuam em admitir a suficiência de Deus na perseverança no caminho da salvação. Ora a ênfase está nas obras meritórias que de algum modo complementariam o que Cristo fez, ou na observância de certas regras que garantiriam aos salvos que eles, por causa disso, continuassem sendo salvos.
Qual o problema com isto? O problema é que evidencia ou desconhecimento ou rejeição da doutrina revelada cabalmente na Palavra de Deus que garante que Deus não muda e que ele escolheu os que Ele iria salvar, dando-os a seu filho Jesus que se entregou para pagar os pecados deste povo que lhe foi dado, e Ele mesmo garantiu que nenhum dos que o pai lhe deu se perdeu (Jo 18:8). E Ele diz isso no tempo perfeito, que exprime completitude e permanência. É o próprio Jesus quem diz que quem nele crê tem avida eterna, passou da morte para a vida (Jo 5:24). E isso é algo que quem conhece Jesus, quem tem relacionamento com ele, sabe e pode testificar (1Jo 3:14).
Sim, é Deus quem conserva o homem integral, todo o ser, para gloria dele próprio. O crente é parte da Igreja de Deus, é a noiva do Cordeiro, que é tomada para ser pura e sem mácula, para ser irrepreensível. Eu e você sabemos que se depender de nós mesmos nunca seremos irrepreensíveis nem em nossas ações, nem em nossas afeições, nem nos pensamentos. Dizendo mais claramente, se dependesse de nós Cristo nunca teria a noiva que deseja apresentar-se a si mesmo, portadora de uma vida religiosa mais expressiva e intensa do que meros rituais (Tg 1:27) - mas Ele a terá, porque isto depende de sua vontade soberana. É por isso que ele próprio garante a nossa santificação. Qual Igreja pode garantir isso? Nenhuma!
Em qual Igreja eu posso garantir que você encontra esta certeza, a certeza da ação de Cristo santificando o seu povo? Aqui, enquanto o genuíno evangelho de Cristo estiver sendo anunciado com fidelidade e vidas estiverem sendo transformadas, corações convertidos, mortos espirituais nascendo de novo pela vontade do Espírito e provocando alegria na terra e júbilo no céu.
DEUS GARANTE A GLORIFICAÇÃO DOS CRENTES
23 O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 24 Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.
1Ts 5.23-24
Como é possível que pecadores que não apenas não merecem a bondosa providência de Deus e, pior, fazem continuamente por merecer a sua ira (Ef 2:3), consigam, então, as benesses da glória celeste? É impossível que um rebelado seja honrado por aquele contra quem se rebela (Dn 9:18).
E bem sabemos que, mesmo que o Senhor nos dê acesso a sua graça na pessoa de Jesus Cristo ainda assim continuamos com atitudes de rebelião contra sua lei (Rm 7:19), entristecendo o seu Espírito que veio habitar em nós, testificando que somos filhos de Deus (2Co 1:22) e garantindo a nossa ressurreição (Ef 1:); desprezamos a bênção da comunhão ausentando-nos desnecessária e às vezes relaxadamente das assembléias de adoradores convocados pelo Senhor (Hb 10:25). Diante de tanto desprezo pelos meios de graça qual a garantia que temos que vamos habitar na glória com Deus?
Em primeiro lugar esta garantia não está em nada que o homem seja capaz de fazer ou dar para Deus. E o homem pode fazer muitas coisas, pode fazer leis e cumpri-las. Pode fazer obras que ajudem o próximo ou preservem a natureza e com elas diminuir o sofrimento de muitos; pode cantar muito bem, fazer muitos e belos discursos - mas tudo isto pode ser abandonado e destruído de uma hora para outra, como palha (1Co 3:12-13).
Em segundo lugar, não é por nada que você tenha. Tudo o que você tem pode ser perdido a qualquer tempo, pode lhe ser tomado e, acima de tudo, já pertence a Deus (Ag 2:8 - Minha é a prata, meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos). Como você pode esperar garantir a sua salvação dando em garantia algo que já pertence a Deus e você tendo uma dívida maior do que o que dispõe para oferecer (Sl 49:8)? Como você pode esperar garantir a sua salvação dando em garantia algo que já pertence a Deus e que você ainda mancha com o toque de suas mãos pecadoras (Is 1:15)? É como alguém que esteja caindo de um avião e, sem paraquedas, pegue na própria gola de camisa tentando impedir a queda. É claro que não vai funcionar.
Paulo nos diz que a garantia da nossa salvação está naquele que é fiel, naquele que é confiável, naquele que é capaz de cumprir cada uma de suas promessas (Lc 1:37). Deus cumpre suas promessas porque tem um só propósito, e porque ninguém pode impedi-lo e, ainda, porque ele não pode falhar por alguma incapacidade. Deus é o que chama, que convoca, que dá vida e disposição àqueles que estavam mortos em seus pecados e os vivifica.
É Deus quem chama e chama de maneira irresistível. E Ele não apensa chama. Ele faz. Ele faz o querer e o realizar. Ele dispõe as circunstâncias de maneira que todas as coisas cooperam para o bem daqueles a quem Ele chama (Rm 8:28). E o único bem para aqueles que amam a Deus é estar em comunhão com ele.
O que Paulo está nos dizendo é que Deus é a garantia única e exclusiva, mas também total, da nossa salvação. É ele quem chama, quem dispõe as coisas, que propõe os recursos e garante que tudo seja levado a bom termo.
CONCLUSÃO
Qual a sua parte? Se Deus faz tudo, o que você precisa fazer?
Ora, se Deus chama, você tem que atender. Se Deus chama, você tem que atender ao chamado do Senhor. Qualquer desculpa que você tenha é inútil e insuficiente. Se você disser que é gago, ou pesado de língua, como Moisés, não vai adiantar porque é ele quem faz a língua e a pode consertar. Se disser que é muito novo, como Jeremias, também não vai adiantar. Se você disser que é pecador como Isaias não será razão suficiente porque ele pode te purificar. Se você já negou a Jesus isto também tem jeito, como aconteceu com Pedro.
Só não tem jeito se você não crer. Só não tem jeito se você não quer lhe obedecer. Só não tem jeito se o que Jesus lhe diz não tem importância alguma para você. Só não tem jeito se você nunca ouviu a doce voz do Espírito falando ao seu espírito e te dizendo que és um filho de Deus.
Só não tem jeito se você não tem fé e assim não poderá ter uma fé operosa. Só não tem jeito se você nunca acreditou na promessa da volta de Jesus e assim nunca terá esta gloriosa esperança em seu coração. Só não tem jeito se você não ama porque nunca recebeu o amor doador e salvador de Deus. E quem nunca experimentou o amor de Deus pode até aparecer crente, e pode se tornar parte de uma Igreja presbiteriana ou qualquer outra, mas isto não garante santificação, não garante salvação, não garante vida eterna.

Isto apenas Deus pode dar, apenas Deus pode chamar irresistivelmente. E Deus quem salva e santifica aquele que nele crê. É Deus quem começa e conduz o crente completando a obra que ele mesmo começou. É Deus, afinal, quem garante que os pecadores, ao invés de condenados, serão glorificados. Confie em Deus, confie sua vida a Deus, entregue o seu caminho nas mãos do Senhor com a plena certeza de que ele é fiel e o mais ele fará.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

POKEMON GO

Esta semana foi um pouco complicada... quinta-feira passada o computador começou a apresentar problemas e estou até hoje [mesmo depois de tê-lo deixado com um técnico de informática] tentando salvar o máximo possível de arquivos. E graças a Deus tenho tido alguns progressos.
Meu tema do boletim para esta semana seria uma continuidade dos boletins anteriores, o que há de errado com a igreja, mas um fato novo que tem dominado a mídia fez com que eu refletisse um pouco e fizesse um pequeno parêntese [que pode se estender por 2 ou 3 boletins] para falar sobre a mais nova febre: “Pokemon Go”. Novidade? Nem um pouco. Já tivemos “Onde está Wally”, “Procurando Nemo”, “Procurando Dory” e muitas outras procuras. No fundo, no fundo, o que as pessoas estão procurando é significado. Temos abordado nos nossos estudos de quinta-feira [quem frequenta os cultos semanais vai fazer a ligação] sobre ameaças que a igreja, às vezes, sequer sabe que existem e que não enfrentam – e dentre estas ameaças está o pós-modernismo que, com seu relativismo, despe todas as coisas de significados essenciais e inerentes para vesti-los com as diáfanas teias do individualismo.
A verdade é que, revestida de entretenimento, há algo muito mais profundo em tudo isto. Procurar pokemons vai se tornar mais uma febre passageira de danos permanentes, assim como foi cuidar de bichinhos virtuais em fins do século passado – ou fazendas virtuais na primeira década deste século. Algum problema? Sim, claro que há um sério problema: o crescimento do individualismo e do isolamento social, crianças e adolescentes [e muitos eternos adolescentes] literalmente viciadas, que só pensarão e falarão nisso, esquecendo-se de comer, de estudar e de se relacionarem [a menos que o fator de interação seja pokemons]. Muitos atritos surgirão entre pais e filhos por causa desta nova doença.
Se você ainda consegui controlar minimamente o celular de seus filhos, deixe-me dar-lhes uma dica: proíba. Impeça de começar antes que seja tarde demais. Mas, mais do que este problema de interação, esta nova febre apenas desnuda uma característica permanente do coração do homem – estar sempre à procura de alguma coisa, e quase sempre investem o seu tempo [e dinheiro] no que não satisfaz, como alertava o profeta Isaías há 27 séculos. Desde que deixou de ouvir a voz de Deus para ouvir a voz melíflua da serpente o homem está procurando alguma coisa no lugar errado – vão escavar para si cisternas rotas que não retém águas, uma alegoria vibrante para a eterna insatisfação do homem, mesmo quando realiza seus sonhos e logo percebe que estava correndo atrás do vento.
O que deveríamos fazer era jogar um outro jogo – procurando Deus. As instruções estão nas escrituras, onde Deus diz insistentemente “vinde a mim”, “vinde às águas”, “buscai-me”, “buscai... buscai!!!”. O problema é que não temos natural inclinação para, metaforicamente, jogar este jogo... é ele quem nos busca, porque estávamos não apenas perdidos, mas também mortos. Embora as regras sejam claras são impossíveis de serem vistas pelos cegos. Embora o regulamento seja compensador é visto como penoso por relaxados. Embora a troca de dados e o incentivo mútuo seja permitido e incentivado através de várias reuniões o individualismo que já tomou conta dos corações elege outras prioridades.
A fábrica de ídolos do coração do homem não o deixa buscar a Deus – o homem sempre prefere a sua mentira, por mais esquizofrênica e idiotizante que ela seja [ele separa dois pedaços de uma mesma madeira, com uma faz fogo, e com outra faz algo para chamar de deus], a buscar ao Deus vivo. Os ídolos dos povos, mesmo sendo nada, ainda podiam ser tocados e carregados. Os novos ídolos ainda são portáteis, mas não passam de vaidade, oferecendo satisfação virtual. A única coisa real que oferecem é engano.
Procure servir a Cristo com a mesma intensidade que muitos procuram pokemons. Procure a comunhão com o povo de Deus com o mesmo interesse e vigor que muitos estão tendo ao procurar pokemons. A recompensa é real. É eterna.

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