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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

FÉ OPEROSA, AMOR ABNEGADO E FIRME ESPERANÇA: VOCÊ É PARTE DESTA IGREJA

VOCÊ DEVE QUERER SER PARTE DESTA IGREJA
 Já falamos bastante a respeito da I.P.T. (a Igreja Primitiva em Tessalônica). Era uma Igreja composta por eleitos de Deus, que gozava da paz do Senhor por causa da graça de Cristo Jesus. Sua vida era motivo de gratidão a Deus, e Paulo menciona que ela era uma Igreja de fé operosa, amor abnegado e firmeza na esperança no Senhor Jesus Cristo. Eles não eram super crentes – eram apenas crentes. Mas crentes de verdade.
E você? O que te faz diferente dos tessalonicenses? Você ouve o mesmo evangelho, que vem do mesmo Deus e anuncia o mesmo eterno e único salvador, Jesus Cristo, no poder do mesmo Espírito. As palavras que você ouviu foram as mesmas que os  tessalonicenses ouviram ser lidas há quase 2 mil anos e fortaleceram ainda mais a sua fé e tem o mesmo objetivo: livrar você da condenação e do inferno, do poder das trevas e do medo da morte e fazer de você uma pessoa livre, isto é, alguém que não tem mais que fazer a vontade da carne e dos maus pensamentos (Ef 2:3) e pode, então, se deleitar em fazer a vontade de Deus (Sl 119:143).
O que fazer para ser como os tessalonicenses? Se você ainda não recebeu Jesus como seu salvador e Senhor este é o seu momento, esta é a sua oportunidade (II Co 6:2), você pode se levantar agora, confessar que é pecador e que precisa de Jesus para ser salvo, recebendo assim a fé, o amor de Deus e a firme esperança na vida eterna porque aquele que prometeu que de modo nenhum lançaria fora aquele que fosse a ele (Jo 6:37). E ele é fiel em todas as suas promessas.
Mas esta mensagem é também para aqueles que são membros da Igreja, qualquer Igreja, desta ou de outra Igreja que tem tido uma fé morna ou morta, cujo amor só alcança a si mesmo e só produz a satisfação do próprio ego e cuja esperança se esvai à primeira brisa, incapaz de resistir às menores provações. Eu preciso advertir você que uma fé assim, morna, é repulsiva (Ap 3:16) é menos do que nada, é mera palha que não resistirá às chamas do dia do juízo (I Co 3:12-13) e trará o certo, justo e decepcionante veredicto do Senhor: “Nunca vos conheci” (Mt 7:23).
E se você acha que, numa última e desesperada tentativa, buscar argumentar que fez coisas Ele ainda uma vez dirá: “Nem todo o que me diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus” (Mt 7:21).
Pode ser que esta seja, para você, uma mensagem de Deus como foi a que foi enviada para o rei Ezequias: “É hora de por em ordem a sua casa” (II Rs 20:1). Ezequias, humilhando-se sob a mão de Deus suplicou que o Senhor derramasse sobre ele a sua graça e foi curado.
E então, vamos seguir ao Senhor em fé operosa, amor abnegado e firme esperança?

A VERDADEIRA IGREJA POSSUI UMA FIRME ESPERANÇA NO SENHOR JESUS


UMA IGREJA MARCANTE POR SUA FIRME ESPERANÇA 
  Uma característica de nosso tempo, lamentavelmente muito mais presente que o desejável e suportável até mesmo naquela que proclama de si mesma ser a Igreja do Senhor é aquilo que convencionou chamar-se de “politicamente correto” ou, em outras palavras, uma mensagem e uma atitude para cada circunstância, e isto onde ninguém está sob ameaça de perder a vida como a Igreja dos tessalonicenses poderia estar enfrentando.
Tenho dito que, sempre que um cristão se vê na obrigação (e cede) de ser politicamente correto ele se torna biblicamente herético. Posso exemplificar citando o fato de que muitos dizem ter aderido a uma seita ou até mesmo alguma prática religiosa frontalmente ofensiva a Deus mas apresenta algumas mudanças morais ou pragmáticas em sua vida, à semelhança dos desafiadores incrédulos citados por Tiago (Tg 2:18) e o cristão não ousa lhe lembrar dos perigos espirituais que semelhante crença pode lhe causar, como, por exemplo, a danação eterna por confiar que obras caridosas podem produzir melhoramento espiritual ou alguma forma de redenção. Cristãos verdadeiros não podem deixar de anunciar a verdade, independente do risco e do preço (At 4:20).
Vamos lembrar as circunstâncias do nascimento da Igreja em Tessalônica. Paulo, Silvano e Timóteo já haviam sido perseguidos e acusados de serem perturbadores da ordem em Éfeso (At 16:20).
Em Tessalônica as coisas não foram diferentes e Jasom e alguns irmãos acabaram sendo presos e maltratados (At 17:6).
As tribulações não haviam cessado (1Ts 1:6), mas a sua esperança em Cristo não esmoreceu porque eles sabiam em quem tinham crido (II Tm 1:12) e nada, nem na vida nem a morte poderia afastá-los do amor de Deus em seu Senhor Jesus Cristo (Rm 8:38-39).
O que os nossos irmãos do passado nos ensinam é que alguém pode até preservar a vida sendo politicamente correto, mas sem dúvida será duramente repreendido por não ser biblicamente obediente (Mt 10:28).
Os tessalonicenses se mantiveram firmes porque estavam arraigados e alicerçados no seu Senhor e Salvador Jesus Cristo, como escreve o apóstolo Paulo aos Colossenses (Cl 1:23). Precisamos lembrar sempre que a Igreja não foi criada para ser meramente um lugar de eventos sociais e muito menos o lugar de encontros de amigos (embora estas coisas sejam desejáveis). A igreja foi estabelecida para ser coluna e baluarte da verdade (1Tm 3.15).
Nesta Igreja que tenta desesperadamente ser politicamente correta que encontramos no séc. XXI quantos cristãos confessariam publicamente a sua fé no Senhor Jesus, negando-se a prestar culto ao imperador e com isso sendo condenados à morte? Quantos abririam mão de todos as suas posses e cargos para dizer que só Jesus Cristo é Senhor, e ninguém mais, em lugar algum, por mais poderoso que seja, pode arrogar para si mesmo o senhorio sobre a vida de um crente?
Quantos manteriam firme a sua confissão de fé diante de espadas, lanças, ursos, touros e leões furiosos e hábeis seteiros? Quantos entrariam na galeria dos heróis da fé de Hb 11 mesmo diante da ameaça de serem perseguidos, apedrejados e serrados ao meio (Hb 11:37)?
Quantos manteriam firme a sua confissão sendo pregados em uma cruz de cabeça para baixo ou amarrado em uma estaca para ser queimado até a morte como sofreram por sua confissão de fé milhares de cristãos (Hb 10:23) cujos nomes só não são anônimos porque estão escritos onde realmente interessa, no livro da vida do Cordeiro (Fl 4:3).
É possível que os tessalonicenses não fossem tão bons em teologia quanto muitos teólogos modernos – acredito até que não eram mesmo. Precisavam aprender sobre eclesiologia, escatologia... provavelmente se fossem perguntados sobre as duas naturezas de Cristo ou a economia ontológica da trindade fizessem aquela cara de “heinnn!??”. Mas com certeza eram mais crentes que os crentes de Facebook ou WhatsApp do século atual.
Eles não tinham nem mesmo as Escrituras completas, não conheciam todas as cartas, até porque as cartas de João e do Senhor em Apocalipse não haviam sido escritas, mas eram eles mesmos as cartas vivas (2Co 3.2-3).
Mas há algo em que eles podem nos dar uma boa aula, a nós, crentes evoluídos do séc. XXI: eles guardavam firmes a confissão da sua fé no Senhor Jesus. E faziam isto em meio à mais cruel perseguição. Eram perseguidos pelos judeus, eram perseguidos pelos gentios mas guardavam firmemente a confissão de sua fé no Senhor Jesus. Ele era para eles e deve ser, também, para nós, a base da fé, a rocha dos séculos, a pedra sobre a qual estavam edificados em sua fé é e por isso eles não se deixavam abalar (Ef 3:17-19).
O que eles tinham de diferente? Eram mais fortes? Eram mais valentes? Eram mais valorosos? O que havia neles que lhes dava essa firmeza a ponto de entrarem em uma seleta lista?
A galeria dos heróis da fé nos ensina que é tolice pensar que os antigos crentes eram diferentes de nós. Tiago lembra que Elias era homem semelhante a nós (Tg 5:17).
Abraão, o pai da fé duvidou da capacidade de Deus preservá-lo e mentiu a respeito de Sarai ser sua irmã (Gn 12:13). O filho da promessa, Isaque, incorreu no mesmo erro (Gn 26:7) e seu filho, Israel, era um embusteiro profissional a ponto de enganar o próprio pai usando para isso o nome do Senhor (Gn 27:18). A lista é enorme. Mas estes já servem para mostrar que os heróis da fé eram homens semelhantes a nós. Mas, o que fez deles heróis da fé?
Paulo nos dá uma resposta clara, objetiva e absurdamente simples: eles criam em Deus, sabiam que o seu Senhor é castelo forte, socorro bem presente em toda e qualquer tribulação (Sl 46:1) e, mesmo que o Senhor não intervisse em uma situação particular, como fez no caso de Elias (1Rs 18.24, 37-39), o Senhor ainda continuaria sendo Senhor e os crentes ainda continuariam sendo fiéis, como vemos na firme confissão de Hananias, Misael e Azarias, mais conhecidos como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego (Dn 3.17-18).
O que fazia da Igreja dos tessalonicenses uma Igreja a ser lembrada por sua firmeza na fé era o fato de que ali não havia amigos do evangelho, não havia simpatizantes da Igreja A, B ou C, não havia filhos de crentes, não havia pais de crentes, mas, à semelhança do que o apóstolo João diz em sua carta, ali havia crentes, havia pais crentes, havia jovens crentes e fortes, havia mulheres piedosas e crentes – sua fé estava firmada em Cristo e nenhuma tempestade ou sutileza do mundo seria capaz de mudar isso (I Jo 2:14).
Nada, nenhum poder deste mundo seria capaz de mudar isto, nada que já havia existido ou que viesse a existir mudaria isso porque eles simplesmente eram a Igreja dos eleitos de Deus, predestinados desde antes da fundação do mundo para crerem e serem fiéis ao seu Senhor e salvador.
O que pode fazer de sua igreja uma igreja a ser lembrada por todos quantos a conhecerem, por todos quantos passarem por ela é a existência de crentes que possuem uma fé real e que se se expressa na vida prática através de obras realmente piedosas (Ef 2:10) e que não se limita a discursos teológicos e postagens em redes sociais.
O que pode fazer de sua igreja uma igreja inesquecível por todos que forem abençoados por ela é a existência de um amor abnegado, buscando sempre o bem do outro e não o seu próprio (Fp 2.4).
O que vai fazer de sua igreja uma igreja inesquecível e marcante é a firmeza na fé daqueles que confessaram a Jesus Cristo como Senhor e que se mantém firmes nesta confissão por meio da assistência do Espírito Santo. Sempre haverá falsos crentes, mas Deus também manterá o testemunho de si mesmo através de homens e mulheres de fé (At 15:24-26).
O que vai fazer sua igreja ser inesquecível é você ter uma fé operosa, que se expressa através de um amor abnegado e que enfrenta qualquer obstáculo em nome do Senhor Jesus.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

COMO JESUS LIDA COM EXPECTATIVAS RELIGIOSAS EQUIVOCADAS - Lc 18.18

Quando você tiver um encontro real com Jesus você vai entender que estava vivendo para satisfazer expectativas erradas de seu coração.
Gosto de séries policiais, e, dentre as que mais gosto, destaca-se Criminal Minds. Meu filho de 7 anos também gosta de assistir. Parece inapropriado, mas ele assiste comigo, e assistimos conversando. Perguntei para ele o que ele aprendeu assistindo esta série e ele respondeu que a pessoa ruim, mesmo que seja muito esperta, sempre vai se dar mal no fim, por isso não compensa ser mau.
Certa vez teve uma verdadeira overdose de Criminal Minds, todos os episódios da série foram apresentados em sequência ininterrupta durante uma semana inteira.
Quero compartilhar com vocês a cena inicial de um destes episódios. No interior de um avião cerca de 160 pessoas viajavam mais ou menos tranquilos, cada um com suas preocupações. Um analista de mercados fazia cálculos em seu lap top. Uma mãe reclamava desesperada porque havia esquecido de trazer as fraldas para o seu bebê enquanto seu marido lhe dizia para não se preocupar porque eles não estavam indo para o Afeganistão e, quando pousassem, comprariam o necessário.
Um outro reclamava que, porque uma mulher tinha alergia a amendoim ninguém no avião podia comer amendoim. Depois de uns dois solavancos no avião uma jovem reclamava que, agora que finalmente tinha conseguindo um noivo, ia acabar morrendo naquele avião.
Isso parece tolice para você? Cada um em seu mundo particular, cuidando de seus interesses parece tolice para você? Fraldas, amendoim, dinheiro, casamento... cada um se incomodava e se acomodava a seu modo.
De repente o avião começa a cair. Um terrorista assassino havia conseguido tomar remotamente o controle do avião e faz com que ele se despedace no solo. 160 vítimas. 160 vidas interrompidas enquanto se preocupavam com fraldas, amendoim, dinheiro, casamento, etc...
Na mesma noite fui dormir, e estava meditando no texto que lemos, bem como neste episódio da série que, naquele momento, já havia decidido compartilhar com vocês como ilustração da mensagem desta noite. E, dormindo, tive um sonho. Não, não foi nenhuma revelação! Não estou tendo sonhos e visões como alguns profetas tinham no passado e outros alegam fraudulentamente hoje em dia.
Apenas, tive um sonho curioso. Estava no carro, com a família, quando resolvi pegar uma pedrinha que estava sobre um muro de aproximadamente 80cm de altura. Quando me aproximei, a pedrinha fugiu de mim, mas permaneceu perto, à vista. Tentei novamente, e a mesma coisa aconteceu. E eu insisti, e novamente ela fugiu. Pedi ajuda a um policial (influência do que assisti durante a noite?) e, depois de mais quatro tentativas finalmente consegui capturar a pedra fujona. E então... nada... nenhuma satisfação especial, nenhum uso especial, nenhuma mensagem especial... era só uma pedrinha que eu queria.
Desculpe te decepcionar com esta história de um sonho sem sentido, mas eu também fiquei decepcionado. Acordei pensando sobre a pedrinha, a queda do avião e Lucas 18. Parece não ter nada a ver, não é? Mas o que eu quero compartilhar com você agora não é o episódio de Criminal Minds, nem o sonho non sense com a pedrinha sem sentido. Quero compartilhar com você o que aprendi estudando Lucas 18.

UM ENCONTRO DE GRANDES HOMENS?

18 Certo homem de posição perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
O autor deste Evangelho é Lucas, um gentio. Mas não um gentio qualquer. Lucas era um homem estudado e estudioso. Era o que chamavam na época de um istor, um homem que pesquisava para dar um relato mostrando sua visão de uma determinada sequência de acontecimentos. Era, literalmente, o homem que fazia a história da qual geralmente não era personagem, ou, quando era, ocultava-se como podemos vê-lo fazendo no livro de Atos dos apóstolos.
Lucas prendia-se a detalhes que eram importantes e deixava de fora coisas que nós julgamos importantes, mas eram só detalhes. Um exemplo é o fato de que ele não nos traz o nome deste homem – como não traz também o nome daquele homem que se levanta no meio da multidão para pedir que Jesus aja junto a seu irmão em uma partilha de herança (Lc 12.13, literalmente “um do meio da multidão”).
Lucas diz aqui “alguém em posição de chefia perguntou-lhe”. Certamente no momento a atenção da multidão foi voltada para quem perguntava e para o que perguntava. para Da mesma maneira que aquele homem anônimo na multidão, este magistrado dirige-se a Jesus colocando-o numa posição de onde todos deveriam esperar uma resposta superior, chamando-o de “bom mestre”. Para muitos dos persentes era um encontro de duas autoridades, de dois grandes homens.
E o anônimo magistrado faz uma pergunta que não era nada despretensiosa: ele queria simplesmente que Jesus lhe desse um método para ele seguir, e então ter o direito de “obter” a vida eterna. Obviamente que todos os presentes iriam se interessar pela resposta.
Ele havia conseguido chamar a atenção, todos iriam comentar sobre sua sabedoria ao perguntar, agora, cabia a Jesus estar à sua altura na resposta.
Em sua pergunta está embutida praticamente toda a filosofia religiosa judaica. Ele queria mandamentos que fosse capaz de praticar, da mesma maneira que os judeus que ouviram a mensagem de Pedro (At 2.37) também se perguntam: e agora irmãos, que faremos. O verbo usado nos dois diálogos é o mesmo (poiew). Mas ele queria uma receita definitiva. O modo verbal usado por ele indica que ele queria saber qual a maneira de ele passar a ter direito infalível à vida eterna (literalmente “o que fazer para a vida eterna obter”).
Deixe-me chamar a atenção para alguns detalhes sobre este homem: ele tinha sua vida bem arranjada. Era um dos magistrados do lugar. Tinha reconhecimento social. Para ser um magistrado em Israel ele tinha que ter uma família bem constituída, tinha que ser zeloso praticante da religião ou pelo menos adepto de um dos dois principais grupos religiosos de então (saduceus ou fariseus).
É mais provável que ele fosse um fariseu, pois se orgulhava de cumprir a lei. Era um homem sem problemas econômicos, com o próprio texto diz. O que mais alguém poderia querer? Ele queria: um jeito de ter paz com Deus, de saber que tinha garantia de descansar no seio de Abraão. Mas como obter isso? Ele, apesar de estar tudo bem, de estar “de boa”, ainda não tinha.

UM GRANDE ENCONTRO COM UM GRANDE HOMEM


19 Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus. 20 Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe. 21 Replicou ele: Tudo isso tenho observado desde a minha juventude.
Uma das coisas mais preciosas em Jesus é que ele nunca foi adepto do politicamente correto. Ele poderia ter aceito o tratamento quase bajulador daquele homem. Muitos mestres religiosos talvez dessem prosseguimento à conversa com frases como: “Já que você reconhece minha bondade, e sabe que eu sei mais do que você, então, vou lhe ensinar o segredo que eu aprendi com meus estudos, minhas pesquisas, minhas orações, meus sonhos, etc...”, ou coisas do tipo. Não há nada mais pernicioso para a integridade do coração de um homem de Deus do que a baba dos bajuladores.
Jesus imediatamente corrige o que estava por trás das palavras daquele homem influente. Se ele queria um método infalível para alcançar por si mesmo a salvação este método já havia sido dado há muito tempo pelo bom Deus.
Jesus não está dizendo que ele não é bom, ou que ele não é Deus, como alegam alguns adversários da divindade de Jesus. Ele está dando a Deus a glória que é de Deus (Jo 17:3-4).
Se aquele homem esperava que Jesus lhe dissesse algo diferente do que Deus já havia dito certamente não tinha conhecimento nem do caráter e tampouco da intenção de Jesus (Jo 12:49).
É por isso que Jesus lhe diz que Deus é o bom mestre, e que ele já lhe deu o método para “obter a vida eterna fazendo algo”.
De maneira muito sutil Jesus lhe diz que conhece o seu coração. Jesus não lhe pergunta se ele sabe os mandamentos, mas diz-lhe: “Tu sabes os mandamentos”, citando de maneira rápida quatro dos mandamentos relacionais apenas para ilustrar o Seu conhecimento a respeito coração do homem (Lc 5:22).
Antes mesmo que aquele homem atestasse que as palavras de Jesus a seu respeito eram verdadeiras (v. 21 Replicou ele: Tudo isso tenho observado desde a minha juventude) Jesus já está lhe dizendo: “Eu sei quem você é. Sei o que você faz. Sei dos seus esforços. Sei que tenta ser uma pessoa religiosa, cumpridora de seus deveres. Sei que conheces as Escrituras, conheces os mandamentos. Sei até que se esforça em cumpri-los”. Jesus não o recrimina por sua vida religiosa.
Jesus não diz que ser religioso é ruim. Se ir ao templo fosse ruim, Simeão não iria esperar o menino nascido rei dos judeus no templo. Se ir ao templo fosse ruim, Ana não estaria lá para louvá-lo. Se congregar no templo fosse ruim Davi não diria que se alegrava quando chegava o momento de ir à casa do Senhor.
Se dizimar e ofertar fossem coisas ruins Jesus não observaria com prazer e aprovação a oferta da viúva pobre, ou tampouco diria aos fariseus para eles continuarem fazendo o que a lei manda.
O problema é que, assim como Jesus disse ao fariseu Nicodemos, toda a religiosidade, todo o cuidado em guardar os mandamentos é insuficiente. O homem de posição que conversa com Jesus, que provavelmente não era nenhum jovem, diz que há muitos anos guardava todas estas coisas que Jesus mencionara.
Ele podia afirmar que não era adúltero, ou assassino, ou ladrão, ou mentiroso e ainda podia afirmar que honrara seus pais. Ele não tinha dúvidas quanto a isto – e nem Jesus tinha. O problema era que estas coisas, embora úteis, necessárias e justas, eram insuficientes.
 UM HOMEM PEQUENO DEMAIS PARA TÃO GRANDE ENCONTRO
22 Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: Uma coisa ainda te falta: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me. 23 Mas, ouvindo ele estas palavras, ficou muito triste, porque era riquíssimo.
Ouça com atenção o que Jesus diz a este homem. Ele estava certo. Ele estava fazendo coisas certas. Ele não era reprovável pelo que ele fazia. Ele fazia o que ele aprendeu e que lhe fora mandado fazer pelo próprio Deus. Mas a questão essencial ainda estava de fora da sua percepção. Ele não era aceitável pelo que ele fazia de errado, mas pelo que ele não fazia.
Jesus diz-lhe ainda lhe falta mais uma coisa: venda todas as suas posses e distribua aos pobres ou mendicantes. Eis uma proposta que poucos homens ricos no mundo aceitariam. Vender tudo o que possuía, abrir mão de tudo pelo qual renunciou a lazeres e prazeres para conquistar?
Negar a si mesmo usufruir de coisas pelas quais lutou arduamente durante anos para dar a quem nada fez para alcançar?
Tomar a sua fazenda e distribuir entre sem-terra de Stédille? Tomar a sua casa e entregá-la a Boulos e seus sem-teto?  Você aceitaria tomar os valores em sua conta bancária e entregá-la aos sem saldo?
E é exatamente isto o que Jesus diz que falta àquele homem riquíssimo. Ele precisa considerar seu valor todas as coisas que valorizou a vida inteira. Jesus está dizendo, de uma maneira diferente, que ele precisa de uma mudança total de perspectiva, uma mudança mental tão grande que pode ser comparada a um novo nascimento. Jesus lhe diz isso porque conhece o seu coração. Porque sabe o quanto ele ama estas coisas.
O que você tem escrito em sua Bíblia está aí justamente para que você queira fazer o que você não quer fazer.
Jesus lhe faz uma proposta simplesmente inaceitável – mas sem dúvida é a melhor proposta que alguém já ouviu em toda a sua vida. Jesus lhe diz para abrir mão dos tesouros que podem ser roubados, confiscados, gastos e perdidos para receber um tesouro inigualável.
Aquele homem perguntou o que fazer para merecer o reino dos céus e Jesus lhe diz que ele simplesmente precisa abandonar tudo o que fez até o momento. É a condição. Ele precisa simplesmente amar a Deus sobre todas as coisas que ele tem.
Ele tinha casa para voltar e Jesus lhe diz que o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça (Lc 9:58) mas ele deve segui-lo se quiser ter o tesouro no céu.
Ele tinha família para voltar, e Jesus lhe diz que a sua família deveria ser composta daqueles que ouvissem a sua palavra (Lc 8:21).
Ele tinha um tesouro na terra – e Jesus lhe diz para ajuntar tesouros no céu (Mt 6:20-21).
 CONCLUSÃO: UMA GRANDE RIQUEZA NÃO SUPRE UMA GRANDE FALTA
Àquele homem riquíssimo, que guardava os mandamentos da melhor maneira possível, que tinha algum grau de reconhecimento popular faltava apenas uma coisa: priorizar o que deve ser priorizado.
Faltava-lhe ser um seguidor de Jesus. Faltava-lhe ser um discípulo de Jesus (Lc 14:26). Faltava-lhe disposição a tomar a sua cruz e segui-lo ao custo que fosse, mesmo que fosse ao custo da própria vida (Lc 14:27).
Quando Jesus lhe diz que ele deveria abrir mão de suas posses Jesus estava lhe dizendo para amar menos o que possuía e amar a Deus sobre todas as coisas.
Apesar de seus verdadeiros esforços para ser um bom religioso ele não estava disposto a tornar-se um discípulo de Jesus (Lc 14:33).
Um homem que dizia querer saber como herdar a vida eterna estava conversando com aquele que é o doador da vida eterna (Jo 10:28) e recebe a proposta de ganhar a vida eterna mas, por causa de suas prioridades erradas, acaba rejeitando-a.
Você entende agora o porque do episódio de Criminal Minds me chamou tanto a atenção? Porque aqueles personagens a bordo do avião estavam se preocupando com coisas que julgavam importantes como trabalho e casamento, outras com coisas necessárias, como as fraldas de um bebê, e outro ainda com a impossibilidade de comer amendoim.
E tudo isto acontecendo enquanto suas vidas estavam chegando ao fim.
Entende agora o porque de lhes ter contado o meu sonho? Dois homens tentando capturar uma pedrinha que, no final, era só isso, só uma insignificante e irrelevante pedrinha.
Preste um pouco de atenção nisto: você pode estar desperdiçando sua preciosa vida em nada – pode estar desperdiçando-a neste exato momento enquanto eu lhe digo que Jesus é muito mais que importante que suas atuais prioridades: ele é essencial.
 SOMENTE AMANDO A JESUS MAIS QUE TODAS AS COISAS SUA MAIOR NECESSIDADE SERÁ SUPRIDA
É possível que você queira viver pra sempre. É possível que você queira a vida eterna. É possível que você deseje o tesouro celeste. Mas é bem possível que você esteja priorizando seu trabalho, sua carreira, seus relacionamentos e tudo isto seja o tesouro da terra que te impede de ter o tesouro dos céus.
É possível que você esteja fazendo tudo o que lhe foi ensinado fazer – e é possível que seja justamente isto o que lhe impede de receber o que você talvez deseje com tanta ansiedade. Você precisa entender que você não pode fazer nada para merecer – você precisa compreender que o que você precisa é seguir a Jesus, é confiar nele, é parar de achar que você é bom e que sua religiosidade é suficiente ou que, se não for, basta que algum iluminado lhe diga que tem uma nova descoberta religiosa e então você vai fazer para obter a vida eterna.
Não quero lhe desanimar, mas você não vai obtê-la assim. Não quero lhe desanimar, não quero que fique desmaiado em sua alma, pelo contrário, eu quero lhe animar, quero lhe exortar a se levantar da letargia que tem tomado conta de sua vida e ir humildemente aos pés de Jesus dizer que você quer, que você precisa, que você anseia pela vida que só ele pode lhe dar e que está disposto a perder a sua que não vale nada (Lc 9:24) para obter a nova vida, de valor eterno e inestimável.
Jesus nunca disse que você não pode ter uma casa, ou uma família – mas ele certamente disse que se você priorizar estas coisas você vai perde-las.
Ele diz que se você as prioriza você não é, de fato, discípulo dele, e, neste caso, é preciso arrependimento, conversão, por mais religioso que você seja, como Nicodemos ou este milionário anônimo. É preciso nascer de novo.
Deixe-me concluir te fazendo uma pergunta e te oferecendo uma exortação muito simples. Você já nasceu de novo? Já?! Jesus, seu reino e sua justiça já ocupam o centro, já se tornaram o maior amor do seu coração (Mt 6:33)? Então, como está sua dedicação ao maior amor do seu coração?
Para assistir a mensagem, CLIQUE AQUI!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

COMO AGUARDAR A VINDA DO SENHOR - I Ts 5.1-3

1 Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva;
2 pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite.
3 Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão.
1Ts 5.1-3
COMO AGUARDAR A VINDA DO SENHOR
Que o Senhor Jesus voltará é algo abundantemente afirmado nas sagradas Escrituras. Desde o Antigo Testamento o rei, o filho de Deus é chamado de Rei Eterno, vencedor até mesmo sobre a própria morte. Jesus também não deixou qualquer dúvida quanto a isto, afirmando tanto que iria morrer, ressuscitar (e até os ímpios acreditaram nesta sua afirmação - Mt 27:62-63) e também, voltar para buscar os seus para estarem com ele eternamente (Jo 6:39-40).
A maioria dos cristãos ortodoxos não tem dúvida quanto a este ensino, embora várias formas de interpretação quanto ao modo como isto acontecerá possam ser encontradas. Isto não tem importância agora, o que queremos e precisamos destacar aqui é: como este texto nos diz para aguardarmos a volta do Senhor Jesus (At 1:11). Quero compartilhar com você duas histórias a este respeito, uma bíblica, e outra bem pessoal.
NEEMIAS
A primeira história é a de Neemias. Quando ele inicia a reconstrução do muro logo encontra a oposição de Tobias, Sambalate e Gesem (Ne 2:10). Ao invés de desanimarem eles se empenham no trabalho, mas ao mesmo tempo se mantém vigilantes, de espada na cintura. Eles não pararam de trabalhar em seus interesses civis, na manutenção e proteção de suas famílias e ao mesmo tempo se mantiveram vigilantes.
UMA HISTÓRIA PESSOAL
A segunda historia é de quando eu e meus irmãos éramos crianças. Minha mãe saia para os plantões e nós ficávamos cuidando uns dos outros. Cozinhávamos, comíamos, brincávamos, estudávamos, brincávamos mais até que se aproximasse o momento do retorno de nossa mãe. E então era uma correria para dentro de casa, para arrumar a bagunça, lavar louça, etc... Para que tudo estivesse organizado quando a amada e cansada mamãe retornasse - obviamente que nem sempre conseguíamos.
Há uma diferença, entretanto, entre estas duas histórias. Você consegue perceber? O resultado foi o mesmo: a casa fica arrumada, a cidade foi reconstruída. Mas nós sabíamos exatamente a hora que nossa mãe retornaria e isto nos possibilitava fazer o que bem entendêssemos até a hora do retorno da mamãe - já os judeus não sabiam quando os inimigos atacariam, e acabaram não atacando porque souberam que os judeus estavam prontos para resistir. É por isto que muitos cristãos querem tanto saber a hora que Jesus vai voltar - para fazerem o que bem entenderem até que, na última hora, deem uma consertada nas coisas.
No caso dos judeus de Neemias, como eles não sabiam a hora que os inimigos viriam, eles ficavam atentos enquanto trabalhavam. Ficavam atentos todo o tempo. E é para ficarmos atentos todo o tempo que Jesus não revelou nem o dia nem a hora do seu retorno (At 1:7). Não era a data da volta de Jesus que a Igreja precisava saber, mas Deus providenciou o que ela precisava: o poder para testemunhar até que Jesus voltasse.
VOCÊ NÃO PRECISA SABER O DIA E HORA DA VOLTA DE JESUS
1 Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; 2 pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite.
1Ts 5.1-2
O fato de sabermos a hora exata em que minha mãe retornaria fazia com que nós concluíssemos que podíamos bagunçar durante todo o dia (cumprindo determinadas tarefas primeiro) e dar uma arrumada para ocultarmos as pequenas desobediências. Os tessalonicenses, e não apenas eles, tinham esta preocupação: quando será? João ainda estará vivo (Jo 21:23)? Será que Jesus não está demorando demais para voltar (II Pe 3:9)?
Todavia Jesus afirmou enfaticamente que não competia à Igreja saber os tempos e as épocas, isto é, ela não tinha a necessidade de saber. Todas as coisas necessárias à vida e à piedade já nos foram dadas (II Pe 1:3) e esta não foi uma coisa que Deus nos deu, certamente por não julgar necessário. Ninguém pode alegar que lhe falta algo para fortalecer a fé por não saber o dia da volta de Jesus até porque viver pela fé é ter certeza e confiança de que Deus cumprirá suas promessas - e não saber quando e onde Ele fará isso. Na verdade, Jesus não julgou insto necessário, aliás, o Pai decidiu que a Igreja não precisava e não deveria saber. A Igreja deve se contentar com o que lhe pertence e não cobiçar o que é exclusivo de Deus.
Os tessalonicenses sabiam disso, Paulo havia lhes dito isto e lembra aos irmãos que nem é necessário ele gastar tempo e espaço em suas cartas (material caríssimo na época) para tratar de algo a respeito do qual eles já estavam satisfatoriamente instruídos. Querer saber o dia e a hora, querer marcar o dia da volta de Jesus é não apenas ímpia curiosidade, dizer que sabe a data é uma mentira descarada e, no fundo, revela o desejo de viver como criança arteira que pretende deixar para se comportar bem somente nos últimos instantes, como se, diferente da mamãe, o Senhor não tivesse também pleno conhecimento de tudo que seus servos fazem enquanto é dia.
VOCÊ PRECISA ESPERAR A VOLTA DE JESUS PARA AGORA
3 Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão.
1Ts 5.3
A melhor ilustração para a maneira de esperar a volta de Jesus é contada pelo próprio Jesus na parábola do servo vigilante, aquele que administrava bem o que o seu Senhor lhe confiou, cuidou de seus conservos e quando o Senhor chegou o encontrou servindo diligentemente (Lc 12:42).
Em sua vida, por outro lado, Paulo ilustra o que significava ser um servo vigilante. Ele afirmou e jamais foi contraditado por seus adversários que vivia para Cristo (Gl 2:20). É este Paulo que exorta os crentes a fazerem tudo para a gloria de Deus, a comerem, beberem ou falarem para glorificar a Deus em suas vidas.
O que, nas Escrituras, aprendemos a respeito dos crentes é que eles vivem como se Cristo fosse voltar imediatamente a qualquer instante, a qualquer momento. Enquanto o incrédulo não crê ou ao menos não espera que seja verdade. O incrédulo não quer a volta de Jesus, torce para que ele não volte, o materialista existencialista espera que não haja ressurreição, que tudo acabe com a morte - e se eles estivessem certos nós seríamos ainda mais infelizes do que eles, porque teríamos deixado de aproveitar os prazeres deste mundo baseados numa mentira (I Co 15:19). Mas eles não estão. Mas não é assim para o crente, ele espera, torce, deseja, ora e crê na volta de Jesus a qualquer momento, o quanto antes, o mais cedo possível.
E por ter este desejo, por querer e crer que o seu Senhor retorne a qualquer momento ele já vive, já busca viver aqui e agora, como se o Senhor já estivesse às portas, e Pedro diz que efetivamente é assim. O crente quer ser encontrado pelo seu Senhor servindo com fidelidade. Ele não quer ser encontrado colando na prova. Ele não quer ser encontrado desobedecendo aos seus pais, sendo insubmisso às autoridades e pesado aos seus guias (Hb 13:17), falando mal do próximo, mentindo, desfalcando a empresa em que trabalha (Cl 3:22-24), negociando favores, sonegando impostos (Lc 20:25), faltando ao dever de congregar (Hb 10:25), roubando ao Senhor nos dízimos (Ml 3:8) e de coração endurecido nas ofertas e no amor ao próximo, defraudando o namorado ou namorada no relacionamento que não deveria ser íntimo (I Ts 4:3-7).
Não, o crente sabe que Jesus pode voltar a qualquer momento e quer ser encontrado vivendo para a glória de Deus, com uma fé operosa, amando abnegadamente e esperando a volta do seu Senhor com viva esperança.
VOCÊ NÃO PODE SER ACOMODADO COMO O INCRÉDULO
3 Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão.
1Ts 5.3
Para aqueles que não creem a tônica de sua fala na tentativa de aquietar o seu coração infeliz é a repetição de frases como “o inferno não existe”; “o inferno é aqui” ou “vai ficar tudo bem”, e ainda “o que o homem leva desta vida é o prazer que ele experimenta”, “não se preocupe, todo mundo faz assim”.
Tudo o que ele quer é encontrar paz, mas uma paz sem Deus, uma paz que rejeita a Deus, paz que se expressa em amor ao mundo e suas concupiscências (Gl 5:24) e nada mais é que inimizade contra Deus, mesmo Deus tendo enviado Jesus para anunciar-lhes a sua paz, paz que excede o entendimento, paz que os crentes gozavam mesmo quando enfrentavam muitas lutas ao serem perseguidas por seus próprios conterrâneos. Paz! Paz! E não há paz, diziam os profetas Isaías (Is 48:22), Jeremias (Jr 12:12) e Ezequiel (Ez 13:16). Como nos dias de Noé e de acordo com a advertência de Pedro não há paz, pelo contrário, uma expectativa de repentina destruição (II Pe 2:1) no último dia.
Os homens do nosso tempo dizem que Deus não existe, que Deus está morto, assim como os do passado diziam que Deus nada vê. E sua filosofia não lhes oferecerá nenhuma paz quando o Senhor vier. Os homens do nosso tempo dizem que Jesus não voltará.
E sua ilusão de nada servirá quando o Senhor retornar para julgar vivos e mortos (Ap 6:15-17).
Como poderão pensar em escapar se negligenciaram a grande salvação que lhes foi oferecida gratuitamente em Jesus Cristo (Hb 2:2-4).
CONCLUSÃO
Existem algumas coisas que são certezas inescapáveis. Como numa antiga musica, tudo o que sobe, desce! Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço e o tempo não para - além disso, tudo o que nasce vai morrer. Estas são certezas naturais, válidas para qualquer análise pelo senso comum. Paulo faz mais uma analogia, após usar a da ama que amamenta, do pai que corrige, agora ele diz que a volta de Jesus é tão certa quanto as dores do parto para a mulher que está para dar a luz.
Você precisa entender que a volta de Jesus é certa e inescapável. Paulo faz questão de afirmar que Jesus voltará. E isto pode ser uma péssima notícia se você não crê em Jesus como seu salvador. Jesus veio uma vez e morreu em lugar de pecadores, para salvar os pecadores mas não será uma boa notícia, de nada terá adiantado a morte de Jesus para você se você não crer nele, não o receber como seu salvador e Senhor, e preferir permanecer sob a ira de Deus (Ap 6:15-17).
A volta de Jesus também pode ser uma coisa maravilhosa para os que esperam a sua vinda, para aqueles que não se envergonharem do fato de crerem no Senhor Jesus, que o confessarem publicamente, que aceitaram serem considerados loucos, que foram tratados como o “opróbrio”, a “escória do mundo” (I Co 4:13) - embora o mundo não fosse digno deles (Hb 11:37-38).
Para os que creram, que foram tornados filhos de Deus (Jo -1:1), que foram dados ao Filho pelo Pai (Jo 10:29), que foram vivificados, lavados pelo sangue de Cristo, transformados pelo Espírito a volta de Jesus não é um dia de terror, mas de indizível e exultante alegria (I Pe 1:8).
Para os tessalonicenses a volta de Jesus era uma fonte de esperança e firmeza. Para os crentes a promessa da volta de Jesus é fonte de imensa alegria e firme esperança.
Para você, o que significa a promessa de Jesus voltar? O significado da volta de Jesus para você é mostrado na prática pela maneira que você vive o seu dia a dia. Você vive como se Jesus fosse tardar ou até mesmo não voltar mais? Como você vive? Como você crê? Como você vai estar na volta de Jesus?

COMO MANTER FIRME A SUA ESPERANÇA - I Ts 4.13-18

13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. 
14 Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. 
15 Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. 
16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; 
17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. 
18 Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras. 

I Ts 4.13-18
COMO MANTER FIRME A SUA ESPERANÇA
13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. 
14 Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. 
15 Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. 
16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; 17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. 
18 Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras. 
I Ts 4.13-18
Sempre que uma estrela internacional da música vem ao Brasil é comum pessoas ficarem dias seguidos acampados na aporta dos locais onde será feita a venda dos bilhetes para os shows. Os interessados não saem de seus postos de maneira alguma por temerem ficar sem atingir o alvo a que se propuseram. O mesmo acontece todo início de ano em cidades como São Paulo quando pais buscam creches ou escolas infantis perto de suas casas para seus filhos. É sempre a mesma coisa: filas, acampamentos, histórias de luta, renúncias e superação de dificuldades - e no fim muitas expressões de alegria por atingirem os seus objetivos porque perseveraram, e perseveraram porque valia a pena perseverar.
Em se tratando da vida cristã também temos um alvo diante de nós. Temos uma promessa feita por aquele que é fiel. Temos orientação e ainda a presença capacitadora e revigorante do Espírito que não permite que desmaiemos em nossas almas. Sabemos que não devemos nos acomodar. Sabemos que devemos prosseguir até que alcancemos a confirmação da promessa em nossas vidas. Mas como podemos, com tantas lutas e adversários internos e externos, naturais e espirituais, manter firme a nossa esperança, como podemos manter nossa esperança firmemente alicerçada no Redentor que, de uma vez por todas, nos deu acesso ao Pai ao clamar no monte calvo em Jerusalém: “Está consumado”!?
 Para os cristãos do Séc. I não era nada fácil se manter firme em sua fé sendo desestimulados pelas exigências legalistas dos judaizantes; também não seria muito fácil manter a firmeza na fé com a oposição de familiares que, insistentemente, os exortavam a retornar às suas antigas práticas religiosas, aos seus antigos deuses e assim continuarem em sua vida tranquila e sem sentido; para completar este quadro não devia ser nada fácil manter a fé sendo perseguido, preso, espoliado, maltratado e alguns chegaram a ser mortos pelos seus próprios patrícios.
Mas eles se mantiveram firmes em sua fé mesmo com tudo contra, ou talvez mantiveram sua fé exatamente porque eram perseguidos, provados, perseveravam e eram aprovados pelo Senhor (Tg 1:3). Nos dias da Igreja Primitiva só abraçava e permanecia firme na fé quem realmente nascia de novo, quem era realmente crente, quem era realmente um filho de Deus (At 8:21 ).
Talvez seja mais fácil viver como cristão atualmente. Talvez seja mais fácil manter firme a esperança em nossos dias, já que ela não sofre perseguição, ninguém corre o risco de ser preso e morto simplesmente por professar a fé em Jesus Cristo. Mas... Mas talvez os crentes do Sec. XXI tenham que lidar com outros perigos. Talvez tenham que lidar com amigos que chamam pras baladas, para barzinhos, para ficar... Para experimentar outra forma de religião, ou um gole de um negócio gostoso, uma tragada rápida ou só uma picada, um comprimido ou uma cheiradinha mas... Se isto está acontecendo, os nossos irmãozinhos do Séc. XXI não enxergam isto como uma ameaça à sua fé. Tudo é normal, nada a ver, todo mundo faz.
Talvez os crentes do séc. XXI tenham que lidar com pressões em seu trabalho, em seus negócios. Impostos são exorbitantes e sem retorno algum, e talvez os crentes sejam tentados a sonegar ao menos um pouquinho; oportunidades de progredir na carreira podem surgir se os crentes ajudarem a acobertar algum erro ou malfeito de seus patrões ou superiores. Talvez os crentes não vejam isso como uma ameaça à sua fé até que estejam tão comprometidos que não veem mais a sua esperança como algo a ser mantida com firmeza e então ela se torna apenas algo negociável. E isto é só o último antes da apostasia final. E você, crente, achando que estas coisas não são ameaças à sua fé. Chegou o momento de você despertar deste torpor e começar a realmente batalhar pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos (Jd 1:3). E você vai despertar, vai se levantar e vai batalhar - vai, se você é mesmo um cristão, se você é mesmo crente no Senhor Jesus.
Talvez você não saiba como fazer. Não é a toa que estamos aprendendo com os crentes tessalonicenses que aprenderam com o apostolo Paulo que aprendeu a imitar o próprio Senhor Jesus (Gl 1:11-12).
AMANDO A DOUTRINA E PERSEVERANDO NELA
13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. 
I Ts 4.13
O cristão é, por excelência, uma pessoa que sabe, que tem conhecimento. Paulo sabia que a Igreja em Tessalônica não era uma Igreja perfeita apesar de ter uma fé operosa, de viver um amor abnegado e estar se mantendo firme em sua esperança, mas mesmo assim era uma Igreja que tinha deficiências em sua fé. Não é que eles cressem errado, não se tratava de heresias (e já havia muitas circulando pela Ásia Menor e no Mediterrâneo naqueles dias - Gl 1:6-7), mas eles precisavam ser ainda mais instruídos. Sua deficiência não era de erro ou de qualidade, mas de quantidade de conhecimento porque Paulo não tinha tido tempo de instruí-los suficientemente.
Paulo detecta que aquele que não tem o conhecimento adequado de Cristo, de usa obra e de sua volta é uma pessoa que fatalmente ficará “entristecida”, isto é, quem não sabe sobre a doutrina da ressurreição dos mortos é tornada uma pessoa aflita, receosa, preocupada, depressiva (lupew) e é por isso que o apóstolo afirma que quem não crê corretamente a respeito da morte e ressurreição de Jesus não apenas é incapaz de ser plenamente feliz como também se coloca entre as mais infelizes do mundo (I Co 15:19).
Se você descuida da doutrina você perde as suas certezas, perde seu referencial, ganha dúvidas, vacila em sal fé, se torna fraco, frágil. E o pior é que você não percebe, é como o sapinho da historieta da água que vai sendo esquentada aos poucos, ele não percebe até morrer confortavelmente. É a certeza da ressurreição de que jesus que dá firmeza aos crentes, é a certeza, a confiança na promessa de que aquele que nele crê já passou da morte para a vida (Jo 5:24) e, ainda que morra, viverá eternamente (Jo 6:51) que dá ao cristão ao vigor necessário para manter-se firme em sua fé em toda e qualquer situação porque eles não temem aos que podem fazer perecer o corpo (Mt 10:28), mas amam e são amados por aquele que dá vida eterna a todos os que nele crerem.
Como é possível que alguém que espera a bem-aventurança eterna, alguém que tem certeza da vida eterna negue a sua fé em circunstâncias absolutamente momentâneas e passageiras (II Co 4:17), situações simplesmente insignificantes se comparadas ao que Deus tem preparado para os que nele confiam e esperam.
 MANTENDO A CONVICÇÃO DE QUE A MORTE NÃO É O FIM
14 Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. 15 Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. 16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; 17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. 
I Ts 4.14-17
Diante da indagação dos incrédulos que perseguiam ou assistiam os cristãos serem perseguidos e mortos a respeito da ação de Deus, e muitos podiam se perguntar também “onde está o seu Deus?” sem entender que mesmo a morte de seus servos é preciosa aos olhos de Deus (Sl 116:15) que continua sendo o Todo poderoso mesmo que não intervenha para salvar da morte os seus eleitos, os seus amados, os seus santos.
Para o crente a morte não é jamais um motivo de desespero, na verdade a morte é um inimigo já derrotado, já vencido, era um aguilhão que mantinha os homens escravizados e que ainda hoje mantém muitos presos porque ainda não conhecem a verdade que liberta (Jo 8:32), não conhecem a bendita doutrina da ressurreição dos mortos, não conhecem a Jesus Cristo.
Embora Paulo aborde a ordem da glorificação, primeiro a ressurreição dos que já morreram e depois a transformação dos que ainda estiverem vivos este não é o ponto que pretendo focar neste momento. O que nos importa é que todos, absolutamente todos os que crerem no Senhor Jesus Cristo serão alvos da graça maravilhosa de Deus e passarão pela bendita glorificação.
Quando um cristão era ameaçado com a porte podia dizer como Paulo que viver aqui é viver a vida de Cristo, para tornar Cristo conhecido, para glória de Cristo (Fp 1:25-26) mas morrer em Cristo era lucro, era incomparavelmente melhor (Fp 1:23). Podia dizer que a morte não era o fim, mas a antecipação do gozo celeste. Esta doutrina deu tanta ousadia aos cristãos que milhares deles chegaram a se entregar voluntariamente aos soldados romanos em busca do martírio.
Mortos não estavam desassistidos pelo seu Senhor. Vivos podiam morrer sob perseguições e ainda assim se mantiveram firmes em sua esperança. Perseguidos, pilhados, presos, maltratados, humilhados e ainda assim felizes (Fp 1:29), tão diferentes dos cristãos do nosso tempo: mimados, murmuradores, reclamões, insatisfeitos, cobiçosos e, pior que tudo, medrosos e de ânimo dobre em sua fraca fé (Tg 1:8).
 INCENTIVANDO UM AO OUTRO À PERSEVERANÇA
18 Consolai-vos, pois, [e edificai-vos) uns aos outros com estas palavras. 
I Ts 4.18
Lamentavelmente chegamos a dias em que cristãos arrogantemente dizem não precisar que ninguém lhes aconselhe, ninguém lhes oriente, ninguém lhes exorte, ninguém lhes admoeste e ainda usam a bíblia erradamente para justificar esta atitude (I Jo 2:27). Isto é fruto do individualismo moderno, mas, na verdade, é uma velha forma de pecar, a dureza de cerviz, a rejeição a ouvir a Deus e à proclamação de sua palavra, nem sempre anunciada à partir do púlpito.
Se você não precisasse de conselho, não precisasse de exortação, de admoestação a bíblia não diria para nos exortarmos mutuamente quando alguém deixa de congregar. Se você não precisasse de conselheiros e conselho Paulo não exortaria, admoestaria e consolaria os crentes através de suas cartas e certamente também o fazia pessoalmente. Se não precisássemos uns dos outros Deus não teria formado um povo, um corpo, um edifício, uma Igreja. Se não precisássemos uns dos outros Deus não teria dado a Igreja pastores, e evangelistas, e mestres, e presbíteros superintendentes, e servos diáconos, nem teria nos dito para sermos servos uns dos outros pelo amor.
O problema não está em ter conselheiros, mas ter maus conselheiros que podem errar de duas maneiras:
i. A primeira é usar de palavras ou técnicas de persuasão para fazerem seguidores de si mesmos, enganando, sendo guias cegos (Mt 23:16) mantendo em cegueira seus seguidores, como faziam os líderes judeus do primeiro século (Mt 23:15);
ii. A segunda é falar apenas o que as pessoas querem ouvir, satisfazendo-lhes a coceira de seus ouvidos (II Tm 4:3) e gerando aplausos, e honra por causa disso. São engraçados, agradáveis, doces, mas enganam e matam.
A única coisa que pode realmente consolar o crente é a verdade. Consolar é ficar do lado, dando o apoio necessário para suportar o que seria motivo de angústia. Mas Paulo diz que só quem não tem a esperança da ressurreição é naturalmente entristecido, angustiado e temeroso especialmente diante da morte. Só o incrédulo, sendo obrigado a adorar o imperador ou morrer, escolheria o culto ao imperador - o crente preferiria pegar o atalho do martírio para adorar ao seu Senhor pessoal e espiritualmente.
Estas palavras, isto é, esta doutrina, a verdade acerca da volta de Jesus e ressurreição de todos os que morreram em Cristo par a vida eterna é que podia dar, e dava, aos cristãos o vigor necessário para resistirem nos dias maus (Ef 6:13). Talvez esta seja a causa de muitos cristãos fraquejarem: não tem conhecimento ou não tem fé. Não se importam com a doutrina ou não querem viver a sua fé.
 CONCLUSÃO
O que você faria se a sua fé fosse provada como era a fé dos cristãos em Jerusalém, Éfeso e Tessalônica e por todo o império romano e ainda por vários lugares do mundo no decorrer de vários séculos? O que você faria se a sua fé fosse provada como tem sido a de muitos cristãos em países de regimes mais fechados e de maioria islâmica, por exemplo?
O que você faria se seu patrão pudesse exigir de você que abandonasse a sua fé ou o seu emprego? O que você faria se seu cônjuge lhe fizesse a mesma exigência, o clássico “ou Jesus ou eu”? E se seus amigos, todos eles, se recusassem a falar com você enquanto você frequentasse a Igreja e professasse a sua fé em Jesus Cristo? É, eu sei que provavelmente ninguém vai fazer isso, pelo menos não por enquanto.
Quase sempre a escolha é imposta de maneira muito mais sutil, como, por exemplo, a visita a um culto idólatra ou espírita, a participação em uma festinha mais alcoolizada ou esfumaçada, um namoro missionário ou mais quente sem nada de espiritualidade. Pode ser a sugestão por fazer vistas grossas a falcatruas do chefe, ou servir-lhe de laranja em negócios escusos. Mas, que mal tem? Isto é vida secular e não tem nada a ver com religião, com fé, com esperança de vida eterna. Errado! Muitíssimo errado!
Tudo, tudo mesmo tem tudo a ver com a vida cristã. Ninguém é crente apenas no domingo, ninguém nasce do Espírito ao entrar na Igreja e se torna morto novamente assim que passa dos portões da Igreja. Se alguém nega a Cristo em situações tão simples, e tem negado, você e eu sabemos disso, como, então, esperar que Ele o confesse diante do Pai? O que você precisa entender é que nada neste mundo, nem mesmo o temido desemprego, a fome, a solidão, o celular sem crédito ou a própria morte pode fazer você ser apartado do amor de Deus (Rm 8:38-39) porque, vivamos ou morramos, somos do Senhor que voltará para reinar com os seus, mas só com os seus, quer vivos, quer mortos e ressurretos.
E se você já o negou desta maneira? A boa nova é que você pode confessar o seu erro, pedir perdão por seu pecado, suplicar-lhe sua graça, ser perdoado e por meio de Cristo ser reconciliado. Trabalho, amizades, negócios, seja lá onde você estiver errando, lembre-se que Cristo voltará para reinar com os seus, e nem a morte pode impedir isso, e esta verdade tem que lhe impulsionar à fidelidade.

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