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quinta-feira, 16 de março de 2017

AS DISTRAÇÕES E O AFASTAMENTO DA COMUNHÃO

VOCÊ ANDA DISTRAÍDO?


A vida – não apenas a vida moderna, mas a vida de um modo em geral – sempre tem alguém ou alguma coisa que chama a nossa atenção. Estas distrações podem ser classificadas sob diversas categorias, como família, trabalho, lazer, esporte, viagem, ação social, etc... como vemos, nem sempre as distrações que produzem um esfriamento na comunhão, uma diminuição à freqüência à Igreja são coisas ruins em si mesmas. É claro que coisas ruins também podem ser colocadas nesta lista, como álcool, drogas, amizades mundanas. Não deixe que as distrações interrompam a sua vida devocional, nem te afastem das atividades comunitárias ou prejudiquem a sua comunhão com Deus e com o povo do Senhor.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

PORQUE NÃO? I

Uma de várias reflexões sobre o afastamento da Igreja

A cada dia o desprezo pela comunhão parece crescer na mesma proporção que a freqüência às reuniões da Igreja vai diminuindo. E surgem as perguntas inevitáveis: “O que está acontecendo com a Igreja?” Quais as causas para este afastamento dos crentes, cada vez mais comum, das reuniões? Quais as providências (se é que providências podem ser tomadas) pela liderança para estancar este mal? Pensando no assunto, conversando com amigos e membros de algumas Igrejas, resolvi compartilhar algumas possíveis razões para isso.
A causa mais comumente apontada para o afastamento paulatino das atividades da Igreja é uma sensação difusa de cansaço – que nem sempre é físico ou mental. Então, que cansaço é esse? Me permitam divagar sobre o assunto à partir de três perguntas.

CANSAÇO DE QUE?

É isso mesmo, cansaço de que? Quem está cansado, obviamente deve estar cansado de alguma coisa. E é provável que muitos estejam cansados de fazer as coisas na Igreja, de ir a Igreja e estar na Igreja semana após semana e encontrar sempre as mesmas coisas, a mesma liturgia predefinida, formatada e engessada, prelúdio, oração, leitura, hino, mais leitura, mais oração e cânticos, oração, mensagem e bênção – às vezes com um chazinho no final, um festival de senta-levanta... por favor, calma. Calma! Não sou um iconoclasta, não estou propondo destruir nada e não quero que abandonemos o nosso padrão litúrgico em nome de uma reforma em protesto contra tudo e todos sem propor nada melhor para por no lugar, como um mentecapto que só quer quebrar paradigmas). E aí vem a sensação de cansaço – mais do mesmo, mais do mesmo, como se fossemos máquinas repetindo sempre e sempre o mesmo percurso, as mesmas ações – e sem conhecer as razoes por que fazemos as coisas como fazemos tudo torna-se mecânico (Is 29.13). Pode ser também que o cansaço seja ainda maior pois fazer uma coisa maquinalmente aprendida é a sensação de não saber para que fazer. E aí a coisa fica pior. Onde estão os resultados? Fazer, fazer, correr, organizar, fazer, fazer e refazer e nada acontece, nenhum resultado palpável. E fica a terrível sensação de estar trabalhando em vão – e é provável que, em alguns casos, seja assim mesmo (Ml 1.10).

CANSADO DE QUEM?

Talvez a pergunta não seja você está cansado de que, e você não se incomode com a rotina da Igreja. Talvez eu deva lhe perguntar: cansado de quem? Sim, porque Igreja não é só atividade, não é só culto, não é só fazer coisas. Igreja é relacionamento, é contato pessoal e às vezes impessoal, mas sem duvida, bom ou ruim, Igreja é relacionamento. E talvez você esteja cansado disso. Mas, de quem mesmo você está cansado? Já parou para se perguntar: será que estou cansado de Deus? Cansado de Deus? Sim, porque na Igreja somos “obrigados” a nos relacionar com Deus, ouvir o que ele tem a dizer, falar com ele e até cantar músicas (às vezes maquinalmente, sem refletir no que elas dizem) em seu louvor expressando gratidão porque ele se relaciona conosco misericordiosamente (Sl 119.77). Mas se o relacionamento com Deus se resume a isso, então a preferência por outras atividades e lugares pode indicar que você está cansado de Deus e você não quer se obrigado a “vê-lo”. Mas Igreja também é relacionamento entre pessoas, de carne e osso, pecadores marcados pela queda – e talvez seja isso, você está cansado de determinadas pessoas, ou do que as pessoas significam na Igreja. Você está cansado da família da fé, dos irmãos e prefere os amigos do trabalho, da escola, do lazer, da TV (que nem seus amigos são, nem sabem da sua existência e por eles você é capaz até de brigar com amigos de verdade)? Talvez seja isso, você se cansou da comunhão dos santos e não tem mais prazer em estar com aqueles que, como você, foram comprados pelo sangue precioso de Cristo (Sl 16.3).

CANSADO DE ONDE?

Talvez você esteja cansado de ir à Igreja, de deslocar-se de sua casa com todos os obstáculos que isto exige, vencer a distância e o tempo que o separa da casa de Deus. Talvez esteja cansado de como é a sua Igreja, os bancos não são tão confortáveis, a climatização não é a adequada, o som não te agrada, a música não é a que você gosta (ou você não gosta porque não tem música). A igreja é grande demais, pequena demais, longe demais, quente demais, fria demais... razões não faltam e você está cansado. Prefere outras casas... a sua, a do vizinho, a dos familiares, clubes ou qualquer outro lugar... é demais para você 1, talvez 2 horas na casa de Deus (Sl 84.10).

VOCÊ PODE REALMENTE ESTAR CANSADO

Eu não duvido do seu cansaço. Você pode realmente estar muito, muito cansado. E pode até ter tido razões várias para se cansar. E quando o cansaço é tal que chega ao ponto de tirar o seu vigor e você não desejar ir à casa de Deus para congregar com seus irmãos, quando você já não encontra mais energia e forças para buscar a Deus – nem mesmo em sua casa, então, você tem duas possibilidades: entregar-se ao cansaço, esperando que ele passe (e qualquer um sabe que, quanto mais alguém se entrega ao desânimo mais desanimado fica, quanto mais tempo fica na cama menos disposição terá, por isso você pode fazer como Paulo, que afirmava esmurrar o seu próprio corpo, reduzindo-o à servidão, ou seja, diminuindo as vontades da carne, para que não fosse encontrado desqualificado – I Co 9:27).

CANSAÇO TEM SOLUÇÃO


Permita-me concluir – este cansaço tem solução. E não será com reposição hormonal, exercícios físicos ou pensamento positivo ou algo do gênero. É preciso que você sujeite a sua vontade à vontade de Deus, e que espere nele. O problema não será resolvido por sua própria força, pois os jovens, os moços, os fortes se fatigam e caem exaustos. A solução está em esperar no Senhor, que fortalece o cansado e toma em seu poder aquele que não tem nenhum vigor e multiplica-o de maneira que ande, corra e alcance as alturas no poder do Senhor (Is 40.29-31). O salmista exorta os cansados a esperarem no Senhor, ter bom animo, fortificarem-se o coração esperando pelo Senhor. Provavelmente num dos versos mais repetidos ipsis literis na bíblia (Sl 42.5; 11 e 43.5) uma alma abatida para esperar em Deus, porque de Deus vem o auxílio.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

IGREJA, IR OU SER

Qual é o nosso dilema? Qual a nossa grande dificuldade afinal? Porque conseguimos trazer tão poucas pessoas para as nossas igrejas nos dias de culto, especialmente quando não são eventos festivos - e até em eventos festivos vemos as igrejas relativamente vazias?
Para complicar um pouco mais a nossa equação - porque os próprios crentes tem tido tantas dificuldades para irem à Igreja? Podemos assinalar um exemplo recente - em uma escola bíblica, após a retirada de um bom número de matriculados restaram apenas 100, e destes 70 estavam ausentes.
Pensemos um pouco mais - se os próprios membros da Igreja tem tido dificuldades para irem à Igreja, o que poderíamos esperar dos que não são membros? O que esperar daqueles que não assumiram um compromisso solene diante de Deus e formal diante da comunidade de contribuírem para a manutenção da Igreja com seus bens, dons, talentos e presença?
Por favor não coloquem a culpa nas chuvas. Já faz um tempão que ela não dava o ar da sua graça entre nós. Nem na falta de tempo. Nem no grande número de ocupações. Provavelmente há pessoas mais ocupadas que você que acham tempo para os seus exercícios devocionais, para perseverarem no templo junto com os demais irmãos.
Talvez o nosso problema, no fundo, não seja ir à Igreja. Acredito que o problema seja mais profundo, mais existencial, mais espiritual mesmo. Talvez o problema seja indisposição para ser igreja.
Em momento algum as Escrituras nos deixam pensar que ser Igreja é apenas frequentar a Igreja. Sacerdotes, escribas, fariseus, saduceus frequentavam o templo e provavelmente o faziam mais do que o próprio Jesus. Havia uma multidão que viajara dezenas, centenas de quilômetros para estar no templo e, diante do Senhor da glória, só sabiam gritar: crucifica-o!
Não é de admirar que as multidões não queiram frequentar as nossas igrejas. A resposta pode ser pelo fato de os membros simplesmente não estão sendo Igreja do Senhor, corpo vivo de Cristo, edifício santo edificado para sua glória, povo de propriedade exclusiva sua, que ele chamou das trevas para proclamarem as virtudes da sua maravilhosa luz.
Não existe o dilema ir na Igreja ou ser Igreja. Quem é Igreja não se furta de ir à Igreja.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

QUANDO CONGREGAR NÃO É SUFICIENTE

Você é membro de Igreja? Você congrega? Você contribuiu? E que mais?
Pode parecer estranho, pois o que normalmente esperamos das pessoas é que estas se tornem membros de nossas Igrejas, que congreguem e que contribuam. Feito isto, cumpridos estes deveres eclesiásticos, tudo deveria estar bem.
Mas me atrevo a perguntar novamente: e que mais? Como assim que mais”? bom, vamos, então, ao ponto. Estas três atitudes mencionadas a principio: ser membro (há membros que, estranhamente, não congregam), congregante (há membros que congregam e não contribuem, ou que não congregam e contribuem) e contribuinte não são aquilo que a Escritura traça como o perfil do cristão.
Há algo mais, além da fé (não mais importante que ela e que não a complementa, mas que a demonstra, que a evidencia), obviamente, que muitas vezes passa despercebido. Deixe-me colocar isto em forma de pergunta: você agrega? O que você está fazendo mesmo na Igreja? Qual o seu papel? Em que você está contribuindo para a expansão do reino, para que a sua Igreja seja conhecida como uma embaixada do reino de Deus na terra?
Quantas pessoas você, discípulo de Cristo, conduziu a Cristo e discipulou, ensinando a guardar tudo aquilo que o Senhor te ensinou e ordenou ensinar?
Talvez sua consciência esteja tranquila com o fato de você ter professado a sua fé, ter sido recebido como membro e ir na Igreja de vez em quando – uma vez por semana, ou uma vez por mês, quando é informado da data da santa ceia. Talvez ela se aquiete quando você entrega o seu dizimo e contribui para alguma das causas que são informadas após os cultos. Mas talvez isso não seja suficiente.

Estar contente com isto significa apenas que a mornidão já tomou conta de seu coração, que algo já está terrivelmente errado com sua espiritualidade – e que uma mudança se faz necessária, urgentemente. Estar contente com esta situação indica vida aparente, mas, na verdade, estar profundamente amortecido. Fariseus eram religiosos criteriosos, cumpridores estritos de seus deveres – mas isto não era suficiente. Diz-nos o Senhor que se a vossa justiça não exceder a deles, jamais entrareis no reino dos céus (Mt 5.20). 

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