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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

IGREJA, IR OU SER

Qual é o nosso dilema? Qual a nossa grande dificuldade afinal? Porque conseguimos trazer tão poucas pessoas para as nossas igrejas nos dias de culto, especialmente quando não são eventos festivos - e até em eventos festivos vemos as igrejas relativamente vazias?
Para complicar um pouco mais a nossa equação - porque os próprios crentes tem tido tantas dificuldades para irem à Igreja? Podemos assinalar um exemplo recente - em uma escola bíblica, após a retirada de um bom número de matriculados restaram apenas 100, e destes 70 estavam ausentes.
Pensemos um pouco mais - se os próprios membros da Igreja tem tido dificuldades para irem à Igreja, o que poderíamos esperar dos que não são membros? O que esperar daqueles que não assumiram um compromisso solene diante de Deus e formal diante da comunidade de contribuírem para a manutenção da Igreja com seus bens, dons, talentos e presença?
Por favor não coloquem a culpa nas chuvas. Já faz um tempão que ela não dava o ar da sua graça entre nós. Nem na falta de tempo. Nem no grande número de ocupações. Provavelmente há pessoas mais ocupadas que você que acham tempo para os seus exercícios devocionais, para perseverarem no templo junto com os demais irmãos.
Talvez o nosso problema, no fundo, não seja ir à Igreja. Acredito que o problema seja mais profundo, mais existencial, mais espiritual mesmo. Talvez o problema seja indisposição para ser igreja.
Em momento algum as Escrituras nos deixam pensar que ser Igreja é apenas frequentar a Igreja. Sacerdotes, escribas, fariseus, saduceus frequentavam o templo e provavelmente o faziam mais do que o próprio Jesus. Havia uma multidão que viajara dezenas, centenas de quilômetros para estar no templo e, diante do Senhor da glória, só sabiam gritar: crucifica-o!
Não é de admirar que as multidões não queiram frequentar as nossas igrejas. A resposta pode ser pelo fato de os membros simplesmente não estão sendo Igreja do Senhor, corpo vivo de Cristo, edifício santo edificado para sua glória, povo de propriedade exclusiva sua, que ele chamou das trevas para proclamarem as virtudes da sua maravilhosa luz.
Não existe o dilema ir na Igreja ou ser Igreja. Quem é Igreja não se furta de ir à Igreja.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

QUANDO CONGREGAR NÃO É SUFICIENTE

Você é membro de Igreja? Você congrega? Você contribuiu? E que mais?
Pode parecer estranho, pois o que normalmente esperamos das pessoas é que estas se tornem membros de nossas Igrejas, que congreguem e que contribuam. Feito isto, cumpridos estes deveres eclesiásticos, tudo deveria estar bem.
Mas me atrevo a perguntar novamente: e que mais? Como assim que mais”? bom, vamos, então, ao ponto. Estas três atitudes mencionadas a principio: ser membro (há membros que, estranhamente, não congregam), congregante (há membros que congregam e não contribuem, ou que não congregam e contribuem) e contribuinte não são aquilo que a Escritura traça como o perfil do cristão.
Há algo mais, além da fé (não mais importante que ela e que não a complementa, mas que a demonstra, que a evidencia), obviamente, que muitas vezes passa despercebido. Deixe-me colocar isto em forma de pergunta: você agrega? O que você está fazendo mesmo na Igreja? Qual o seu papel? Em que você está contribuindo para a expansão do reino, para que a sua Igreja seja conhecida como uma embaixada do reino de Deus na terra?
Quantas pessoas você, discípulo de Cristo, conduziu a Cristo e discipulou, ensinando a guardar tudo aquilo que o Senhor te ensinou e ordenou ensinar?
Talvez sua consciência esteja tranquila com o fato de você ter professado a sua fé, ter sido recebido como membro e ir na Igreja de vez em quando – uma vez por semana, ou uma vez por mês, quando é informado da data da santa ceia. Talvez ela se aquiete quando você entrega o seu dizimo e contribui para alguma das causas que são informadas após os cultos. Mas talvez isso não seja suficiente.

Estar contente com isto significa apenas que a mornidão já tomou conta de seu coração, que algo já está terrivelmente errado com sua espiritualidade – e que uma mudança se faz necessária, urgentemente. Estar contente com esta situação indica vida aparente, mas, na verdade, estar profundamente amortecido. Fariseus eram religiosos criteriosos, cumpridores estritos de seus deveres – mas isto não era suficiente. Diz-nos o Senhor que se a vossa justiça não exceder a deles, jamais entrareis no reino dos céus (Mt 5.20). 

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