Mostrando postagens com marcador liberdade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador liberdade. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de setembro de 2014

O DESEJO DE INDEPENDÊNCIA PODE ACABAR MAL - CONSIDERAÇÕES FINAIS

ENTRE A INDEPENDÊNCIA E A BÊNÇÃO DA COMUNHÃO COM O SENHOR, FAÇA A COISA CERTA
Todos nós desejamos ser independentes em alguma coisa, de alguma forma. Entretanto, precisamos entender que nossa independência em algumas situações não exclui o fato de sempre precisarmos de outras pessoas, de jamais sermos independentes. O conceito que melhor descreve aquilo que somos é interdependência. Por causa disso Deus nos chamou para sermos um povo (Êx 6:7), sermos sua Igreja, membros uns dos outros (Rm 12:5), ajudando-nos mutuamente (Gl 6:2).
O Senhor deseja que sejamos livres, livres pela sua Palavra (Jo 8:32) para servirmos uns aos outros como servos de Cristo (I Pe 4:10). Se você vinha lutando por independência de Deus, é hora de mudar. Quero te dar algumas dicas:
1. Arrependa-se, confesse o seu desejo de independência de Deus como pecaminoso e o Senhor te restaurará (Sl 32.5);
2. Busque ao Senhor enquanto é tempo de encontra-lo (Is 55:6);
3. Não deixe para depois - talvez você pense que sempre haverá tempo, mas não é isso o que o Senhor ensina. Ele diz que há um tempo oportuno (II Co 6:2) e que chegará um tempo onde a misericórdia não mais será dada (Pv 1:28).

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

PERSPECTIVAS E PRIORIDADES: NÃO DEIXE QUE SUAS RESOLUÇÕES DE FIM DE ANO SE TORNEM FARDOS

Dezembro, fim de ano. Nesta época é muito comum as pessoas refletirem sobre o ano que passou, para ver se conseguiram cumprir as metas propostas no início do ano anterior – e quase sempre muito do que foi planejado não foi executado.

RESOLUÇÕES SÃO APENAS METAS A SEREM BUSCADAS

E isto é assim em várias áreas: profissional, educacional, emocional, física, financeira e até espiritual. Todos fazemos projetos para que sejamos realizados no trabalho, e chegamos ao final do ano esgotados, desesperados por férias e alguns por mudanças. Projetamos cursos, leituras e tantas ficam para trás. Prometemos a nós mesmos que nossas contas não estourarão e começa-se o ano novo com o orçamento comprometido pelas festas e presentes do natal e fim de ano.
A situação espiritual também não é muito diferente. Quantas promessas feitas em dezembro do ano passado foram cumpridas? Leitura sistemática das Escrituras? Investimento de tempo em oração? Evangelização? Assiduidade aos cultos? Uso dos dons e talentos para glória do Senhor? Se formos fazer um balanço, é muito provável que temamos as palavras da parede: "Mene, mene, tekel u'parsin" [Dn 5.25: Esta, pois, é a escritura que se traçou: MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM].

RESOLUÇÕES E PRESSÕES

Mas somos pressionados, tanto de fora para dentro quando por nós mesmos, a estabelecermos metas, projetos, planos, propósitos... e nós nos entregamos a este afã, na certeza de que alguns deles não irão perdurar nem na primeira semana do ano novo.

RESOLUÇÕES E TRABALHO

Há algum problema em estabelecer metas, em planejar e buscar realizar? Não, não há problema algum. Há problema em trabalhar arduamente para alcançar as metas propostas? De novo a resposta é: não há problema algum. Mas talvez tenhamos que enfrentar alguns problemas enquanto tentamos alcançar os nossos objetivos – e é possível que seus efeitos possam ser extremamente danosos para nós e para todos aqueles que estiverem perto de nós.

Todos corremos o perigo de vermos nossas resoluções, principalmente aquelas que são iniciadas, se tornarem fardos cada vez mais pesados. Quero chamar a atenção para o fato de que tudo que nos propormos a fazer deve ser, essencialmente, para a glória de Deus [I Co 10.31: Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus]. Se não for assim, já há um erro sendo cometido e certamente não devemos esperar contar com a bênção de Deus.

UM FARDO PODE ROUBAR SUA ALEGRIA

O TRABALHO

Para a nossa cultura a palavra trabalho vem, inicialmente, associada a cansaço e só depois a sustento, provisão, realização, etc. Já ouvi pessoas falando que isto é por causa da maldição lançada sobre Adão – que do suor do seu rosto comeria o pão [Gn 3.19: No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás], todavia, o trabalho é anterior à maldição [Gn 2.15: Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar], logo, a ligação não é bíblica. E em toda a história bíblica apenas o trabalho forçado é visto como punição. O ócio é que é visto como pecado [Pv 6.10-11: Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado].

O TRABALHO PARA O SENHOR

Trabalhar para o Senhor, então, deve ser visto como motivo de grande alegria, como privilégio [Sl 100.2: Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico] que deve ser motivo de grande alegria. Aliás, a alegria, ou o agradar-se de Deus de nós que é a nossa força, nosso poder [Ne 8.10: Disse-lhes mais: ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa força], é o que faz diferença entre o cristão e o não-cristão. O mesmo evento pode ser motivo de profunda tristeza e desespero, ou de gratidão a Deus – depende do ponto de vista [Jó 1.21: e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!].

O TRABALHO E O CANSAÇO

É muito comum constatar no decorrer do ano mãos descaindo, joelhos ficando trôpegos por causa das cargas assumidas no fim do ano anterior. A vida do cristão, ao servir ao Senhor, deveria ser marcada por alegria (Fp 4.4: Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos), ser uma experiência alegre (Gl 5.22: Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade) e plena (Jo 15.11: Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo). Mas o excesso de ocupações, os fardos, acabam afetando esta alegria. Um estudo mostrou que o extrato social que mais sofre de stress, nos Estados Unidos, é passageiro frequente de avião, piloto de avião de caça e, surpreendentemente, líderes de igrejas classificadas como "ativas", que ganham até de policiais de tropas de choque.
Todos nós temos que enfrentar o pecado quotidianamente, mas o stress causado pelo excesso de cargas pode ser um fator a desencadear crises de ansiedade, impaciência, irritabilidade, tristeza, desânimo e ansiedade por não conseguir levar a cabo os compromissos assumidos.

O TRABALHO E A SOBRECARGA

Temos o hábito de tratar nossa vida, nossa agenda, como se fosse uma bolsa para viagem. Vi recentemente uma entrevista de uma jovem dizendo que, para uma viagem de 6 dias, pretendia levar 20 pares de sapatos. E além deles, para combinar com eles, quantos cintos, e outros apetrechos mais?
Tomamos a nossa agenda como uma bolsa de viagem, e enchemos de coisas [todas elas boas, inclusive a família] – quase nunca deixamos tempo para o repouso mental, e, quando deixamos, eles logo são tomados pelos imprevistos... é, sentamos sobre a mala para fechar... e a nossa viagem já começa com aborrecimento, perdemos pouco a pouco a alegria.
Não temos margem de manobra – um espaço para o que não planejamos. E precisamos aprender que o imprevisto vai surgir, vamos nos cansar, e talvez, ficar amargurados em relação a irmãos que, pensamos, não ajudam a carregar as cargas. O excesso de ocupação tira a alegria, torna o prazer de servir ao Senhor um fardo que nos esmaga, oprime.

 E este é um erro de toda a Igreja – dos que tomam cargas demais, e dos que não tomam carga alguma. O ideal seria que cada um auxiliasse o outro [Gl 6.2: Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo]. Quando isto não acontece, todo o corpo sofre – quando um membro da Igreja perde a alegria, ele acaba atormentando e tirando a alegria de muitos outros.

UM FARDO PODE ROUBAR SUA SANTIDADE

Acho muito interessante a história de Saul. No momento em que ele é escolhido para reinar sobre Israel, logo ele, que do ombro para cima se distinguia do restante de Israel [I Sm 10.23: Correram e o tomaram dali. Estando ele no meio do povo, era o mais alto e sobressaía de todo o povo do ombro para cima], não é encontrado. Depois de consultarem ao Senhor, finalmente descobrem onde ele estava: entre a bagagem do povo de Deus [I Sm 10.22: Então, tornaram a perguntar ao SENHOR se aquele homem viera ali. Respondeu o SENHOR: Está aí escondido entre a bagagem]. Quando o turbilhão da vida toma conta da nossa agenda já estamos infectados pelo mal do ativismo.

CUIDADO COM O FARDO DO ATIVISMO

O ativismo, as realizações, as coisas, podem ser usadas para esconder muitas coisas, tais como medo, solidão, desejo de agradar, dureza de coração, ambição, sede de status e poder, desejo de controle ou de compensar falhas em outras áreas... é um problema do coração, e Jesus identifica isto de uma maneira muito clara [Mc 7.21-22: Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura]. O mal não está fora do homem, mas dentro. E um coração tomado pelo mal [Rm 7.23: …mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros] pode ser tentado a esconder-se sob ações. Esta é a tônica da maioria das religiões. Não importa o que fazes ou deixas de fazer, importa se fazer boas obras.

O ATIVISMO E O AUTO ENGANO

Não devemos nos esquecer que, às vezes, o mais ativo pode ser apenas o que mais tenta se enganar – talvez nem tente enganar outros, mas a si mesmo [Jr 17.9: Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?]. E não há ninguém mais difícil de converter do que aquele cujo coração, tomado pelo mal, o engana e fá-lo ver-se como bom por causa das coisas boas que faz julgando serem meritórias [Is 64.6: Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam], erro contra o qual logo somos alertados pelas palavras de Daniel [Dn 9.19: Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome].
É oportuno fazer uma auto avaliação à luz da Palavra de Deus: O que diriam a meu respeito, com tantas realizações, se conhecessem meu coração como eu e Deus conhecemos? O que eu preciso aprender sobre mim mesmo e corrigir? Que promessas de Deus eu já não estou acreditando e por isso me esforço tanto? Que mandamentos divinos estou ignorando e quais deveria obedecer? Que mandamentos impostos por mim estou obedecendo e quais deveria ignorar? O que está acontecendo dentro da minha alma?

O ATIVISMO COMO FARDOS ONDE SE ESCONDER


É para isso que o fardo pode servir: para esconder aquilo que precisamos ver. Ele escondeu Saul daqueles que o procuravam. Um excesso de ocupação pode esconder o mal que temos no coração e acabamos não tendo tempo para fazer uma pesquisa em nós mesmos, vendo o erro e combatendo-o. O ativismo pode manter-nos ocupados a ponto de existirem problemas maiores que você nunca teve tempo para considerar.

LIBERTE-SE DOS FARDOS

Lamentavelmente aceitamos as pressões da família, dos colegas, dos patrões, do comércio, do status quo, da mídia. É tanta pressão que sequer conseguimos ter clareza de onde elas vem, e, pior, as interiorizamos e nem sequer percebemos que estamos tomando decisões com base nos desejos ou interesses de outros, e não nossos ou do reino de Deus.
Esta interiorização faz com que os fardos sejam ainda mais difíceis de serem deixados porque o escravo passa a gostar do seu feitor, o sequestrado sofre da síndrome de Estocolmo, amando e defendendo o seu malfeitor. Não é diferente com o pecado, com as prioridades equivocadas, com as coisas que somos obrigados a querer só para não ficarmos desatualizados ou descontextualizados.
Mas não precisa ser assim. É salutar saber o que se quer, para saber quando se alcançou a meta, ou quando é melhor colocar novos alvos. Mas não é salutar se escravizar a metas auto impostas ou impostas por outros. Só há uma meta que o cristão deve buscar com toda a força de sua alma: ser como o seu mestre (Mt 10.25: Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?).
Viver para agradar a Cristo, e não a homens (Ef 6.6: …não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus) é o desafio do verdadeiro cristão, pois é ao Senhor, e não aos homens, que terá que prestar contas (I Co 4.4: Porque de nada me argui a consciência; contudo, nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor).

O Senhor diz que nos libertou destas coisas (Jo 8.36: Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres) e até mesmo de qualquer forma de opressão religiosa (Mt 23.15: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós!) para que, libertos, possamos tomar o fardo que ele nos oferece (Mt 11.29-30: Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.) e servirmos ao Senhor com alegria (Sl 100.2: Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico).

sexta-feira, 12 de julho de 2013

SANTIFICAÇÃO - O DESAFIO DA VIDA CRISTÃ PRÁTICA - INTRODUÇÃO

SANTIFICAÇÃO: UMA DOUTRINA QUE SÓ FAZ SENTIDO SE PRATICADA!
A vida cristã teórica é muito bonita, cheia de coisas maravilhosas. Ser cristão durante os cultos, acampamentos, congressos é algo sem igual. Mas, e na prática, no dia-a-dia? Já teve quem dissesse que a teologia, na prática é outra. Qual é o tamanho do desafio que a vida cristã, em conexão com a doutrina da santificação, traz para os cristãos deste século?
Creio que não há diferença entre o que é exigido dos cristãos hoje do que o Senhor exigia do seu povo, tanto no Antigo Testamento quanto nos dias relatados pelos apóstolos. É uma verdade fundamental que a fé precisa ser refletida nas ações, no testemunho do crente.
É através da vida cristã prática que a doutrina é percebida pelos que não tem discernimento espiritual (I Co 2:14 Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente), mas que observa (Hb 12.1-2 Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus) e cobra inclementemente (Tg 2:18 Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé).
Rm 14.13-23
13 Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão.
14 Eu sei e estou persuadido, no Senhor Jesus, de que nenhuma coisa é de si mesma impura, salvo para aquele que assim a considera; para esse é impura.
15 Se, por causa de comida, o teu irmão se entristece, já não andas segundo o amor fraternal. Por causa da tua comida, não faças perecer aquele a favor de quem Cristo morreu.
16 Não seja, pois, vituperado o vosso bem.
17 Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.
18 Aquele que deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens.
19 Assim, pois, seguimos as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros.
20 Não destruas a obra de Deus por causa da comida. Todas as coisas, na verdade, são limpas, mas é mau para o homem o comer com escândalo.
21 É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa com que teu irmão venha a tropeçar ou se ofender ou se enfraquecer.
22 A fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus. Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova.
23 Mas aquele que tem dúvidas é condenado se comer, porque o que faz não provém de fé; e tudo o que não provém de fé é pecado.
 A bíblia traz inúmeras admoestações sobre a necessidade do cristão ser testemunha da bondade, misericórdia e, principalmente, do poder de Deus em transformar vidas. Israel foi criado para ser uma nação de testemunhas (Ex 19:6 ...vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel) e este propósito foi mantido e ampliado com o novo Israel, a Igreja de Deus (I Pe 2:9 Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz).
Então, falar do imperativo de testemunhar não é chover no molhado porque a Igreja precisa ser lembrada, sempre, exortada a fazer o bem que sabe ser seu dever (Tg 4:17 Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando), tanto mais quanto vemos que o dia do Senhor está cada vez mais próximo (Hb 10:25 Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima).
Mas quero focar outro aspecto, os perigos da ausência de testemunho tanto para a vida do cristão, quanto para a Igreja e, inclusive, para o não cristão. Deixe-me definir o que não é um cristão, ou, pelo menos, o que não é vida cristã.
O cristianismo formal, nominal e apenas institucional é uma forma danosa de cristianismo que, apesar de ter forma e aparência, na verdade é muito mais amigo dos prazeres mundanos e não tem consistência espiritual alguma (II Tm 3.5 ...tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes).
Vejam bem: ele é danoso, a bíblia diz para fugir dele, não para aceita-lo como normal e abraça-lo.
Quais os efeitos deste cristianismo? Podemos afirmar que este tipo de cristianismo destrói o amor, a unidade, o vigor espiritual de qualquer comunidade cristã - podemos afirmar que neste sec. XXI está-se institucionalizando o que chamo de cristianismo virtual [não apenas aquele de ficar em casa, acessando sites, blogs e assistindo cultos pela internet), mas um cristianismo que não é palpável, não pode ser experimentado.
UM POUCO DE HISTÓRIA PESSOAL
Certa vez fiquei profundamente impactado com a profunda ignorância de moradores de uma comunidade ribeirinha a respeito de Cristo e da vida cristã a ponto de, em meu coração, questionar ao próprio Deus a razão de eles considerarem relevantes os ensino de umbandistas católicos totalmente estranhos às Escrituras e a rejeição da mensagem que levávamos.
Logo descobri que o problema era que eles se conheciam, mas não a nós. Não era apenas a palavra que falávamos, mas o fato de que eles não podiam “ler a nossa vida”. Faltava testemunho de vida entre eles - o que é diferente de haver mau testemunho, eles simplesmente não conheciam os “crentes”. Somente após meses de trabalho, visitas, conversas, convivência a Igreja pôde ver os primeiros frutos.


SANTIFICAÇÃO - O DESAFIO DA VIDA CRISTÃ PRÁTICA - PARTE II

A NECESSIDADE DE UM TESTEMUNHO QUE ALIE PREGAÇÃO E AÇÃO
O que estou afirmando é que um testemunho eficaz não dissocia atos de palavras. Uma pregação isolada, por um pregador ou conferencista pode produzir muitos frutos, mas para o cristão que quer ter uma vida que produza impacto sem dúvida é necessário que sua palavra seja ilustrada por sua vida e que seus atos sejam explicados por sua palavra.
Como fazer isso? A Igreja está disposta a viver esta experiência transformadora? Os cristãos querem, de fato, ter uma vida que alie vida e palavras? Para isso é necessário que abandone atitudes e ações reprováveis e em seu lugar se coloque atitudes virtuosas e amorosas que evidenciem a vitalidade de sua fé.
CRISTÃOS, LIVRES APENAS PARA AMAR
Sei que é paradoxal, mas, assim como nenhum cristão que preze o ensino bíblico ousaria negar que os não convertidos a Cristo são escravos das paixões mundanas achando que libertinagem é liberdade (II Pe 2:19 ...prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor), assim também, o cristão, antagonicamente, é libertado desta escravidão para que possa, realmente amar, de fato, e não meramente de palavras, isto é, apenas afirmarem amar (I Jo 3.18 Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade).
Como podemos perceber, ou, mais precisamente, estimular este amor? De que maneira cada membro pode fazer da sua Igreja uma comunidade que se estimula ao amor é às boas obras (Hb 10:24 Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras), num testemunho impactante até mesmo para os não convertidos? Quero propor algumas aplicações práticas de como fazer isso.
COMO JULGAR O PRÓXIMO
O apóstolo Paulo lembra no verso 13 que tipo de julgamento evidencia a graça de Deus. Julgar-se superior a alguém - mesmo que este seja débil na fé, mais fraco ou de menos conhecimento - é um erro e uma ofensa a Deus, que escolheu a ambos, igualmente, e sob a mesma base, isto é, todos pecadores (Rm 3:23 ...pois todos pecaram e carecem da glória de Deus) e salvos gratuitamente, não por obras (Ef 2:5 ...e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos e ainda Ef 2.9 ...não de obras, para que ninguém se glorie). A orientação bíblica é para acolher, e o Senhor é quem julgará os seus servos.
Mas sei de uma coisa: tenho muitos irmãos fracos, inconstantes, e, pior, pecadores. Eu sei que são pecadores. Em alguns casos sei até que pecados eles tem cometido. Minha dificuldade começa quando não sei porque eles os cometem. Não sei porque pecam tanto. Também não sei onde eles vão parar com estes procedimentos. Gostaria mesmo de saber o que eles tem na cabeça e no coração. E sei que, quanto mais eu sei dos pecados de meus irmãos, mais devo me considerar a pessoa mais indicada para ajudá-los.
Sabe quando é que nossos irmãos mais precisam de nós? É justamente quando eles estão prostrados. É da misericórdia que eles mais precisam, e o papel dos cristãos é serem misericordiosos com os caídos, expressando o caráter de Cristo (Is 42:3 Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito).
Julgue o seu irmão, mas julgue-o digno do seu amor. Julgue-o digno de ser amado, e ame-o.
COMO AUXILIAR O PRÓXIMO
Ainda no verso 13 Paulo diz-nos para tomarmos a resolução de não criarmos qualquer embaraço para nossos irmãos, e não custa lembrar as palavras do Senhor (Mt 18:6 Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar). Cada cristão tem que tomar a resolução de nada fazer para enfraquecer ou destruir o vigor, a força, o entusiasmo e a utilidade de outros cristãos na obra do Senhor, lembrando que há irmãos que caem mais facilmente que outros.
Cabe aos cristãos fazer o que estiver ao seu alcance para aplainar os caminhos dos seus irmãos. Numa corrida, um obstáculo pode fazer ruir o esforço de muitos quilômetros. Tropeços podem fazer desistir, tirar o animo ou a vitalidade de alguém que tem ido relativamente bem na vida cristã.
Um tropeço pode até impedir novas caminhadas. Seja instrumento de Deus para impedir a queda. Lamentavelmente tem muitos que fazem exatamente o contrário, tornando-se pedra de tropeço, rocha submersa que perfura o casco do navio incauto (Jd 1:12 Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas).
Sair do caminho, avisar do perigo, alertar é uma demonstração do genuíno amor de Deus que tem sido derramado em nossos corações (Rm 5:5 Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado). Tanto maior ajuda precisa quanto mais fraco for o irmão. Ao mesmo tempo, cuidado: o argueiro do irmão pode ser apenas a distração que te impede de ver a trave no seu (Mt 7:4-5 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão). Mas se você consegue ver os tropeços no caminho de seu irmão, então, ajude a aplainá-los.
COMO PROMOVER AMOROSAMENTE A LIBERDADE DO PRÓXIMO
Uma música dos anos 80 ilustrava a verdade bíblica de que há quem queira dominar sobre a consciência alheia. São os “pretensos donos de Jesus”, senhores da consciência, donos da Igreja. Em nome do amor que sentem pelo poder, pelo controle querem se tornar dominadores do rebanho (I Pe 5.2-3 ...pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho). Mas não é isto o que se espera de um cristão, pelo contrário, deve–se dar maior importância com o que o outro sente do que o que, na maioria das vezes, deseja ser imposto. Ninguém foi constituído juiz e senhor sobre os seus irmãos. Mesmo os que se encontram presos a maus costumes e pecados precisam ser ajudados e serem libertados, inclusive das obrigações que muitos dominadores do rebanho, movidos por torpe ganância, desejam impor-lhes (Tt 1:11 É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância).
Exerça sua liberdade com amor a Deus, ao próximo e a si mesmo. Se seu irmão for realmente livre para amar ele será livre para te amar. Ambos tem a ganhar com esta liberdade. Seu irmão te amará mais se você não tentar impedi-lo de amar-te livremente.
Quando a bíblia diz que o reino de Deus não é comida nem bebida (Rm 14:17 Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo) ela está dizendo que o reino de Deus não é material, e isto inclui você. O reino de Deus é amor e justiça, e o amor sempre se refere a agir de dentro para fora, pois o contrário disto chama-se egocentrismo, egoísmo.
Chamo a esta forma prática de viver o cristianismo de testemunho altruísta, isto é, o testemunho que visa o bem do próximo, e, como este próximo é, também, parte do mesmo corpo, acaba se tornando em benefício de todos, inclusive do cristão que testemunha eficientemente sua fé.


FAÇA DESTE BLOG SUA PÁGINA INICIAL