terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O IMPOSSÍVEL PODE ACONTECER DIANTE DE SEUS INCRÉDULOS OLHOS [Lc 19.1-10)

1 Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade. 2 Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico, 3 procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura. 4 Então, correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque por ali havia de passar. 5 Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa. 6 Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria. 7 Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que ele se hospedara com homem pecador. 8 Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais. 9 Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. 10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido (Lc 19.1-10).

Para nós entendermos o título desta mensagem precisamos voltar um pouco no relato feito pelo evangelista Lucas. Jesus se aproximava de Jericó, conhecida como a Cidade das Palmeiras, que ficava a menos de 30km de Jerusalém. Suas águas, palmeiras e localização faziam dela uma importante cidade desde os tempos do império Persa. Jericó foi destruída várias vezes mas sempre reconstruída.
Uma interessante menção de Jericó está na tomada da cidade por Josué, quando ela foi rodeada 7 vezes até que as paredes da cidade ruíram e então Josué disse que aquela era a cidade que não deveria existir mais, pois quem se arriscasse a reconstruí-la perderia seus dois filhos, o mais velho quando fosse posto os fundamentos e o mais novo quando as portas fossem assentadas (Js 6.26).
Mesmo com esta impressionante maldição um homem chamado Hiel de Betel resolveu reconstruir a cidade nos dias do desobediente rei Acabe (1Rs 16.34).
Ao atravessar a aprazível cidade que era usada como centro administrativo e colônia de férias pelos romanos, Jesus tem um encontro interessante e inusitado, e com resultados inesperados por todos. Pouco antes Jesus tivera um encontro com um fariseu, zeloso guardador da lei. Sem contraditá-lo quanto às suas práticas religiosas Jesus lhe diz que suas práticas religiosas eram insuficientes (Lc 18:22).
Aquele homem que buscava por todos os meios garantir sua entrada no reino dos céus não estava disposto a atravessar a porta por um motivo: embora fosse um dos maiorais entre os fariseus, era muito rico, e afastou-se triste, ao ponto de o Senhor Jesus afirmar que é difícil alguém que ama as riquezas entrar no reino dos céus, mesmo que ame a religião (Lc 18:24).
E Jesus conclui com uma das frases mais mal usadas das Escrituras por quem quer fazer as tais “provas de Deus”, afirmando que não há impossível para Deus realizar (Lc 18:25-27).
Os judeus entenderam claramente o que Jesus queria dizer com a dificuldade de fazer passar um camelo pelo fundo de uma agulha. Estudiosos se debruçam sobre o que significaria esta frase, se ela é uma hipérbole ou um provérbio, e citam três possíveis significados: o “camelo” poderia ser uma redução da expressão “corda de camelo”, ou corda muito resistente feita com os grossos pelos de camelo, como a nordestina corda de sisal, impossível de ser passada por uma agulha de costura.
Há quem defende que poderia ser a tentativa de passar um camelo por uma pequena porta lateral, projetada para não deixar passar animais de grande porte. Um camelo só passaria arrastado por uma estrutura assim. Ou poderia ser ainda ser entendida literalmente, como a absoluta impossibilidade de passar um camelo, o animal, pelo fundo de uma agulha como as que você costuma ter em casa. De qualquer maneira, os ouvintes de Jesus entenderam e nós sabemos que ele se referia a algo que não poderia ser alcançado naturalmente.
Agora Jesus passa por Jericó, a cidade das Palmeiras, a cidade aprazível, importante posto de controle dos egípcios, persas, macedônios, gregos e romanos. Num lugar como este, de grande circulação de pessoas e mercadoras, certamente iríamos encontrar coletores de impostos. E é justamente com o maior dentre eles, literalmente o primeiro dos cobradores de taxas (arxitelwnhj) que vai ser o encontro de Jesus. Guarde este versículo em sua mente:
Lc 18.27 - Mas ele respondeu: Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus.
O IMPOSSÍVEL ACONTECEU ELE FOI ACHADO PELOS QUE NÃO O BUSCAVAM
Is 65:1 - Fui buscado pelos que não perguntavam por mim; fui achado por aqueles que não me buscavam; a um povo que não se chamava do meu nome, eu disse: Eis-me aqui, eis-me aqui.
Ao saber que Jesus iria passar pela cidade, e conhecendo os escrúpulos dos mestres religiosos e da população judia um homem chamado Zaqueu, maioral dos publicanos, e rico, e homem de baixa estatura, sentiu no seu coração um grande desejo de ao menos ver Jesus. Pelo meio do povo não conseguiria. Tentar pedir uma audiência exclusiva mesmo que escondida, como fizera o fariseu Nicodemos era impossível porque a fama dos rabinos era de não se envolver com os publicanos, judeus odiados pelos próprios judeus porque compravam o direito de serem os coletores dos impostos para os invasores romanos, e faziam de tudo para recuperar o investimento feito retirando dos seus conterrâneos mais do que o exigido pelo império.
Se a multidão “abriu alas” para o maioral dos fariseus, o mesmo jamais aconteceria para Zaqueu. Guarde esta palavra: era impossível Zaqueu conseguir se aproximar de Jesus pelo meio da multidão. Ele era um pecador. Ele era um publicano. Ele era um pária, não tinha vida religiosa, não podia dizer que guardava os mandamentos desde a mocidade. Ele não podia se aproximar de Jesus.
Se havia algo que ele podia dizer era fazer como outro colega de trabalho mencionado por Lucas pouco antes, admitir-se pecador (Lc 18.13).
Vejamos o que a Escritura nos diz sobre este encontro:
1 Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade. 2 Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico, 3 procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura. 4 Então, correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque por ali havia de passar.
É um quadro patético. Um dos homens mais ricos da cidade pendurado em uma das árvores mais rudes da região cujos frutos eram desprezados e serviam de alimento para as classes mais pobres. Seus galhos mal serviam para queimar e sua folhagem oferecia pouca sombra.
Zaqueu não estava escondido entre a folhagem, como fizeram Adão e Eva no passado. Qualquer um que passasse perto daquela árvore poderia ver a desprezível figura de Zaqueu naquela árvore, correndo o risco de ter suas ricas roupas rasgadas pelas pontas dos ramos.
Aquele miserável publicano era alguém que era considerado como impossível de ser salvo, alguém por quem não valia a pena investir absolutamente nada (Mc 2.16). Para os publicanos, como aquele homem rico que havia encontrado Jesus pouco tempo antes, Zaqueu era um caso perdido.
Para os judeus que acompanharam aquela conversa com o fariseu não havia nem mesmo a cogitação de uma possível salvação de Zaqueu. Eles já haviam se esquecido dos ensinos de João, o batista, quando os publicanos ouviram sua proclamação de arrependimento por causa da chegada do Messias (Lc 3:12-13).
Será que Zaqueu sabia disso? Será que o ensino do batista ainda estava presente na mente de Zaqueu de outros publicanos como ele embora todos lhe dissessem que era impossível?
 O IMPOSSÍVEL ACONTECEU: VOCÊ FOI BUSCADO ENQUANTO ESTAVA PERDIDO
5 Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa.
Assim como o Senhor viu Adão e Eva escondidos por entre as ramagens do jardim do Éden Zaqueu não escapou ao olhar de Jesus. Jesus o viu naquele sicômoro. Não sabemos com que esforço ou em quanto tempo ele subiu naquela árvore - mas a convocação de Jesus, chamando-o pelo nome, é: “desce depressa”. Agora a multidão já não mais o impedia. Não havia mais ninguém entre o salvador e o perdido. Jesus iria passar a noite em sua casa. Teriam tempo para conversar. O que era impossível a Zaqueu (ver Jesus) era possível para Deus (Jesus vê-lo). Era impossível a Zaqueu falar com Jesus, mas Deus fala com ele.
Diante do estupor da multidão, Jesus não vai ficar na casa do maioral dos religiosos, mas na mansão do publicano. Não se trata de opção por rico ou mais rico, nem por rico ou pobre, para tristeza dos adeptos da teologia da libertação ou da missão integral - trata-se de uma ação de Deus para resgatar a ovelha perdida da casa de israel, para buscar o perdido, para salvar o pecador, para mostrar que mesmo o homem que amara as riquezas a vida toda podia ser salvo pela vontade de Jesus Cristo.
O que temos aqui é um quadro inusitado. Um judeu não entrava na casa de um gentio. Um judeu religioso não entrava na casa de um judeu não religioso. Um rabino sequer se aproximaria de um publicano que se relacionava o tempo inteiro com gentios, sendo, portanto, considerado impuro. Mas aquele que não tinha pecados não apenas olha, mas fala e se convida para cear e repousar na casa de um reconhecido pecador, desprezado por todos. Isso era impossível de acontecer, senhoras e senhores. Isso era inadmissível, falavam entre eles contra Jesus. Em contraste com a alegria do pecador que vai receber Jesus (Lc 19.6) os religiosos, enciumados por Jesus se importar com um pecador começam a murmurar entre si (Lc 19.7). Enquanto o fariseu rico se retira triste (Lc 18:23) Zaqueu corre de alegria, age depressa, porque sabia que não teria outra chance.
Certamente aquele fora um dia estranho em Jericó. Jericó era um lugar de acontecimentos estranhos. Gente caminha 7 dias seguidos ao redor da cidade, grita e as muralhas caem. Em dois dias de festa um pai perde seus dois filhos. Um religioso zeloso guardador da lei é reprovado no teste de fé. E agora um rabino vai passar uma noite na casa de um publicano? O que Jesus iria fazer lá? Dar um curso intensivo de religiosidade para Zaqueu? Uma noite seria suficiente? Como corrigir uma vida inteira de pecados quando uma vida inteira de religião havia sido insuficiente.
Os murmuradores certamente zombavam de Jesus, e o desprezavam, e certamente esperavam que Jesus dissesse a Zaqueu que ele deveria guardar a lei, talvez fazer um curso com aquele fariseu rico e quando tivesse consertado tudo em sua vida (deixar de ser publicano era a primeira medida) talvez tivesse uma chance.
Provavelmente pensassem na quantidade de sacrifícios pela culpa, nas numerosas ofertas pelo pecado, e com certeza eles ficariam de olho para ver se faz tudo certinho. No fundo de seus corações sabiam que era impossível porque nem eles conseguiam. Quanto mais aquele desprezível publicano acostumado a pecar.
Mas o fato é que, gostando eles ou não, Jesus falou com Zaqueu. Jesus mandou Zaqueu descer da árvore. Jesus disse que ia pousar em sua casa naquela noite.
O IMPOSSÍVEL AOS HOMENS É POSSÍVEL PARA DEUS PORQUE DO SENHOR É A SALVAÇÃO
Jn 2:9 - Mas, com a voz do agradecimento, eu te oferecerei sacrifício; o que votei pagarei. Ao SENHOR pertence a salvação!
O que eu preciso fazer para ser salvo? É a pergunta feita pelo pelos judeus depois de serem advertidos de que tinham matado o Messias, mesmo que pela mão dos romanos, os judeus em Jerusalém perguntam o que poderiam fazer para resolver a terrível situação em que se encontravam (At 2:37). Esta pergunta também aparece na boca de um gentio, o carcereiro em Filipos (At 16:30).
Certamente era a expectativa dos judeus quando Jesus diz que vai entrar e pousar na casa de Zaqueu. Ele não merecia. Ele não era religioso. Ele não era cumpridor das leis. Ele não era nem mesmo um patriota. Ele era um traidor. Não fizera nada para merecer tal deferência. Nunca tinha se esforçado em fazer nenhuma obra religiosa.
Aqueles judeus certamente esperavam que Jesus lhe desse uma lista parecida com a que cita para o fariseu rico e de proeminência social (Lc 18:20) que certamente poderia acrescentar as palavras do outro anônimo encontrado por Jesus pouco antes (Lc 18:11).
O que eles não tinham entendido desde o primeiro momento em que Jesus começa a contrastar a religiosidade com uma disposição correta do coração diante de Deus é que a salvação não é alcançada pelos méritos do esforço pessoal (Rm 9:16) mas do reconhecimento de que a salvação pertence ao Senhor que não despreza um coração contrito (Sl 51:17).
Faça um pequeno exercício e tente imaginar a expressão dos judeus que murmuravam contra Jesus e sua atitude quando Zaqueu, literalmente, se levanta, estanca a murmuração (staqeij) e diz estar disposto a mais que cumprir a lei (Ex 22:9) sem perceber que já estava cumprindo a nova lei determinada por Cristo aos seus discípulos (Mt 5:20). Analise as palavras de Zaqueu:
8 Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais.
Aquilo que nenhum fariseu estava disposto a fazer, embora tentassem cumprir escrupulosamente os menores ditos da lei, aquele publicano disse que faria. E eu posso lhe garantir que ele não disse isso apenas da boca para fora, porque Jesus conhecia seu coração, como conhece os meus pensamentos e os seus pensamentos, o meu coração e o seu coração (Lc 5:22). Você desconfia de Zaqueu? Ou você acha que ele fez algo extraordinário? O que você me diz de Barnabé (At 4:36-37)?
Talvez a gente cite demais estes homens que eles fizeram o que não somos capazes de fazer, ou porque no fundo do coração sejamos mais parecidos com Ananias e Safira (At 5:1-2) e nossos dízimos e ofertas sejam mais parecidos com os dos ricos e não com o da viúva anônima (Lc 21:1-4).
A salvação de Zaqueu não se deu porque ele fez o que disse que faria, mas porque ele amou muito àquele que o amou mais ainda (Lc 7:47). A salvação de Zaqueu não foi alcançada por que ele subiu em uma árvore, mas só foi possível porque o Senhor foi ao seu encontro e o convidou para ser seu anfitrião naquela noite.
Mas os judeus talvez esperassem que Jesus dissesse o mesmo que havia dito ao fariseu: “algumas coisas ainda te faltam”, no sentido inverso daquele.
 QUANDO DEUS SALVA NÃO HÁ “MAS...”
9 Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. 10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.
Sempre disse que uma das palavras que mais gosto nas Escrituras é “mas”... É claro que não por ela mesma, porque ela, por si mesma, não tem nenhum significado teológico , mas porque ela muitas vezes introduz a ação de Deus em nosso favor, quando, por exemplo, diz que o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus. Ou quando diz que estávamos mortos em delitos em pecados mas por causa do grande amor com que nos amou nos deu vida. Ou quando diz que Ele veio para os que eram seus e estes não o receberam, mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.
O “mas” aponta para a ação de Deus, para a mudança do estado de pecado para a condição de eleito de Deus. Mas ela não está aqui. Lucas introduz este verso com a partícula de, que pode ser traduzida como “em decorrência disto”, isto é, tendo Jesus visto que a reação de Zaqueu foi diferente da demonstrada pelo homem de posição. Enquanto aquele ficou triste Zaqueu ficou tomado de alegria (xairon), literalmente, exultante, jubiloso.
Não havia dúvida alguma que no coração de Zaqueu havia uma firme resolução de dar de livre e espontânea vontade metade dos seus bens - e com a outra metade corrigir as injustiças eventualmente feitas por ele. Se ele fosse como os demais publicanos, haveria muito a restituir e, se não fosse, calaria esplendidamente a ferina língua da multidão de murmuradores fariseus. Fosse como fosse, Jesus sabia que sua decisão era verdadeira. Lembremos que Lucas escreveu este texto pelo menos 20 anos depois destes fatos, e se a decisão de Zaqueu fosse falsa ele poderia ter registrado algo a respeito.
Zaqueu estava muito feliz para ser falso. Você se lembra da alegria que sentiu quando foi salvo? Se lembra da alegria quando foi recebido como membro da Igreja? Se lembra das promessas que fez com alegria e júbilo no coração?
E Jesus diz coisas impressionantes para os ouvidos dos judeus. Em primeiro lugar, ele diz que naquele dia houve salvação naquela casa. E não foi a salvação de um religioso, não foi a salvação do fariseu guardador da lei, não foi a salvação dos “quase salvos” nem dos que estavam perto, mas foi a salvação de um homem considerado irremediavelmente perdido. Foi a salvação de um impossível de ser salvo aos olhos dos homens e por obra de homens, mas possível para Deus.
Jesus continua dizendo que aquele homem era filho de Abraão - um filho desprezado pela liderança religiosa, um filho considerado traidor, pródigo, inimigo da nação israelita, para muitos pior do que os gentios. Uma pedra que Deus tornou filho de Abraão porque os filhos de Abraão são filhos segundo a fé. Salta aos olhos o fato de que Jesus diz aos que se consideravam filhos de Abraão que aquele publicano também era filho de Abraão.
Isto foi possível porque Jesus veio buscar e salvar o perdido. A salvação só foi possível porque Jesus passou em Jericó. A salvação só foi possível porque Jesus olhou para Zaqueu no sicômoro. A salvação só foi possível porque Jesus foi falar com aquele que era considerado um pária. A salvação só foi possível porque Jesus se importou com ele e se prontificou a ir pernoitar em sua casa. Nada era por causa da vida, religiosidade ou riqueza de Zaqueu. Tudo era por causa de Jesus que veio buscar e salvar aquele perdido. Tudo sempre foi a obra de Deus para salvar pecadores.
Zaqueu não era bonzinho, era um pecador desprezado e condenado. Merecia a morte e o inferno. Mas o Senhor o salvou e o colocou para andar em um novo caminho que ele mesmo preparou para Zaqueu (Ef 2:10).
Lembra-se de sua conversão? Você estava cego e perdido, condenado e morto por causa de seus pecados. Andava nas trevas rumo à negridão das trevas. Era como um homem caindo de um avião tentando se segurar pela gola da sua própria camisa. E você foi salvo, talvez resistindo, esperneando como gato preso em poste, mas foi salvo. Foi salvo porque Jesus quis te salvar, foi salvo porque Jesus veio te buscar. Você se lembra? E seus votos, você tem cumprido?
Você ainda não experimentou a alegria da conversão? Que tipo de pessoa você é? Lucas registra estes episódios do ministério pra mostrar que só há dois tipos de pessoas. Os que confiam em suas obras (o fariseu que orava no templo) e amam o que possuem (o homem de posição) ou aqueles que se humilham e não tem medo nem mesmo de serem considerados ridículos, como o publicano no templo e o nosso personagem, Zaqueu.
Um camelo não passou pelo fundo de uma agulha, seja qual tipo de camelo e de agulha fosse, mas nós sabemos que o que era impossível aos olhos dos homens (um publicano ser salvo sem as obras da lei ou mesmo tentando realizá-las) foi tornado possível exclusivamente pela graça de Deus.
Assim também é conosco, é impossível que um pecador condenado ao inferno faça boas obras (Is 64:6) a menos que Deus comece e conclua a boa obra nele (Fp 1:6).
Que tipo de pessoa você é? Não há muita importância para que tipo de pessoa você era, mas sim que tipo de pessoa você será à partir de hoje, do dia que se chama hoje, do dia oportuno para a sua salvação (Hb 3:12-13).

FAÇA DESTE BLOG SUA PÁGINA INICIAL