segunda-feira, 22 de março de 2021

AME O SENHOR PORQUE ELE É DIGNO

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 Muito do que o ser humano se torna é influenciado por suas experiências, embora as experiências não definam aquilo que o ser humano é ou vem a ser. Dizendo de outra maneira: o meio não define o homem, mas o que lhe acontece faz parte dos elementos que definem sua personalidade.

Não é sábio, por exemplo, continuar a ir de encontro a ponta de aguilhões (At 26.14). Não é sábio esperar ajuda de onde já se esperou e tudo que se obteve foi silencio e frustração, como acontece, por exemplo, com aqueles que depositam suas esperanças em homens (Jr 17.5) em deuses que não são deuses, apenas objetos feitos por mãos humanas (Sl 115.4).

Aquele que conhece a Deus o ama, entrega seus caminhos em suas mãos porque sabe que ele é Deus que cuida daqueles que o temem (Sl 34.7). As ações de Deus o levam a confiar e esperar nele todos os seus dias, porque em seu Deus não há variação ou sombra de mudança (Tg 1.17):

Sl 116.2 Porque ele inclinou para mim os seus ouvidos, portanto     invocá-lo-ei enquanto eu viver.

DEVOCIONAL DA ESCOLA PRESBITERIANA SIMONTON - TAGUATINGA, DF

AME O SENHOR PORQUE ELE TE ATENDE

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É bastante provável que você já tenha tido a experiência de falar algo muito importante, contar uma conquista maravilhosa, compartilhar necessidade urgente ou apresentar um pedido a alguém e no fim notar que o seu interlocutor não estava prestando a mínima atenção, que não tem a menor noção do que lhe foi dito ou de qual é o seu desejo.

Fica-se com a sensação de falar com as paredes, de lançar algo no vazio, sem resposta e sem retorno. É ainda mais desagradável quando você busca auxílio cheio de expectativas, certo de que seus problemas obterão alguma forma de atenção e ajuda e tudo o que se percebe é um total desinteresse.

Isto também acontecia e acontece com quem confia em deuses que não são o Deus verdadeiro. Foi assim com os adoradores de Baal no monte Carmelo porque seu deus cego, surdo, mudo e estático não podia se inclinar para atendê-los. É por isto que o salmista diz que ama ao Senhor:

Sl 116.2 Porque ele inclinou para mim os seus ouvidos, invocá-lo-ei enquanto eu viver.

DEVOCIONAL DA ESCOLA PRESBITERIANA SIMONTON - TAGUATINGA, DF 

AME O SENHOR PORQUE ELE OUVE SUA SÚPLICA

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 Um fato que pode ser facilmente constatado é que ninguém no mundo é autossuficiente, embora existam necessidades que uma pessoa consiga satisfazer sem a ajuda de outras. Quase sempre é melhor fazer do que mandar, como diz o ditado: quem quer, faz, quem não quer, manda.

No entanto, há situações que não é possível nem fazer, nem mandar. Há momentos que a única ação possível é pedir, suplicar e até implorar – e passar pela angústia de aguardar ansiosamente uma resposta que pode ser frustrante. Para muitos é por demais degradante e humilhante.

Se pedir a homens que muitas vezes se fazem de surdos, se sentem importunados e não querem atender (Lc 18.2-5) já não é agradável, imagine aqueles que pedem a pedaços e paus e pedras, que tem ouvidos mas são incapazes de ouvir. Mas a bíblia diz que você tem a quem pedir. O salmista ensina que você deve amar ao Senhor Deus, dizendo:

Sl 116.1 Amo o SENHOR, porque ele ouve a minha voz e as minhas súplicas.

DEVOCIONAL DA ESCOLA PRESBITERIANA SIMONTON - TAGUATINGA, DF

AME O SENHOR PORQUE ELE OUVE SUA VOZ

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Há situação em que há a vontade de falar ou expressar algo mas simplesmente não se encontra alguém de confiança ou com capacidade para ouvir e entender determinadas coisas. Existe a vontade de falar, de expressar o que se passa na alma, mas a falta de ouvidos adequados resulta num angustiante silêncio – mesmo que haja muitas vozes e ouvidos ao redor.

Em outras pode-se estar entre várias pessoas, e todas se interrompendo ou sufocando-se por suas falas ao mesmo tempo, e fica a sensação de que ninguém ouve ninguém, num silêncio opressivo e barulhento.

Há quem crie seus próprios deuses, visíveis (Sl 115.4-7) ou escondidos nos corações, criam e expondo personagens nas mídias mas a bíblia apresenta uma solução mais simples e eficaz: há alguém que ouve em qualquer tempo e situação, como aconteceu com Daniel (Dn 9.19). E por isso seu coração se enterneceu por Deus, e ele o amava, como diz o salmista

Sl 116.1 Amo o SENHOR, porque ele ouve a minha voz e as minhas súplicas.
DEVOCIONAL DA ESCOLA PRESBITERIANA SIMONTON, TAGUATINGA - DF

AMAR A DEUS NÃO É OPÇÃO, É MANDAMENTO

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Várias vezes os que se afirmam serem povo de Deus desobedeceram a um importante mandamento: amar a Deus. Foi assim nos dias de Isaías (Is 29.13), de Malaquias (Ml 1.7) e do próprio Senhor Jesus (Mt 15.8). Talvez esta constatação também se aplique a muitos cristãos de nosso tempo que se tornaram apenas ouvintes mas não praticam nada da Palavra (Tg 1.22).

Certa vez alguém disse que a sua religião era muito importante, e que não renunciava a ela por nada, mas que só conseguia sentir medo, temor. Ele não conseguia sentir amor a Deus. Isto é relativamente comum em uma cultura onde qualquer emoção mais forte de empatia logo é considerada amor.

Este tipo de pensamento não se aplica a Deus, porque quem é amado por Ele responde com amor (1Jo 4.19). Moisés ensina que o amor a Deus é, sim resultado de vontade (alma), atitude (força) e sentimento verdadeiro que vem do mais profundo do ser humano: seu coração.

Dt 6.5 Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.

DEVOCIONAL DA ESCOLA PRESBITERIANA SIMONTON - TAGUATINGA, DF

sábado, 13 de março de 2021

RECONCILIADOS POR DEUS

 COMO SABER SE VOCÊ FOI RECONCILIADO COM DEUS

21 E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, 22 agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis, 23 se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro.

Cl 1.21-23

Há alguns anos acompanho minha primogênita em viagens, primeiro a Curitiba, depois a Goiânia, e em várias destas viagens tivemos que levá-la para realizar alguns exames por contraste de imagem. Exames nem sempre agradáveis, especialmente para ela. Em pelo menos um destes exames os médicos fazem-na tomar um 'contraste', isto é, um produto que, quando visto através dos aparelhos, realça alguns aspectos que precisam ser melhor observados. Não pretendo entrar em minudencias técnicas sobre os exames, apenas chamar sua atenção para o fato de que, quando queremos melhor visualizar alguma coisa, nós nos aproveitamos de comparações, de contrastes.

Fazemos isto com produtos que pretendemos comprar no supermercado escolhendo que características comparar – este é mais cheiroso, mas este é mais concentrado. Fazemos isto comparando atletas – fulano é mais rápido, mas beltrano é mais preciso. Fazemos isso com carros dizendo que aquele é mais forte, enquanto aqueloutro é mais econômico.

A bíblia também está cheia de comparações, colocando os homens em duas categorias: o bom e o mau, o justo e o ímpio, o crente e o incrédulo. Não há mais ou menos bom, não há mais ou menos justo nem mais ou menos crente. Mesmo os que possuem pequena fé são crentes – e mesmo alguns que possuam muitas obras continuam sendo incrédulos e não podem agradar a Deus (Hb 11:6 - De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam).

Paulo também nos apresenta o homem sob dois pontos de vista: os reconciliados ou os inimigos. Após apresentar Cristo de maneira magistral como aquele que revela Deus e que, sendo divino, reconcilia o pecador com Ele mesmo, o foco volta para os colossenses – os holofotes são lançados sobre nós. Somos chamados para olhar para Deus e em seguida olhar para nós mesmos, como Isaías havia feito séculos antes (Is 6:5 - Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!). Diante desta exigência de uma comparação, vamos conhecer os dois estados possíveis um pouco melhor.

NÃO HÁ MEIO TERMO

Uma característica importante sobre Deus que precisamos inculcar em nossa mente é que ele é Deus zeloso e ciumento (Dt 4:24), Deus que não abre mão de sua glória e que não divide o que é seu com mais ninguém (Is 48:11).

Jesus a firma enfaticamente que não é possível servir a dois senhores (Mt 6:24). Não nos enganemos pensando que podemos servir a dois senhores, mas servir a Deus um pouco mais e assim aborrecer o inimigo. O fato é que o inimigo sempre aceita ser 'parte' da adoração, porque assim já está roubando a glória que é devida somente a Deus (Lc 4:8).

Idolatria e espiritismo podem andar juntos. Materialismo e ciência podem andar juntos. Idolatria e materialismo podem andar juntos. Falsos cristianismos podem andar juntos – até com espiritualismo, como budismo e outras formas de esoterismo. Mas o verdadeiro cristianismo se apresenta com exclusivismo porque o Senhor não aceita meia adoração (Jr 24:7).

Alguma dúvida quanto a isto? Então, examinemos as palavras do Senhor Jesus que são absolutamente diretas e impossível dizer isso de maneira mais clara (Lc 11:23 - Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha). Seguindo o nosso raciocínio até o momento, quem não foi liberto por Cristo é um ignóbil escravo do pecado e, portanto, do diabo. Isso é duro demais? Não, é apenas claro o suficiente – é apenas o contraste entre o que pertence à luz e o que pertence às trevas (Jo 3.20 - Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus). Ainda não foi claro o suficiente? Então, eis mais uma clara afirmação da Palavra de Deus sobre o assunto: mediante o evangelho os olhos dos homens são abertos e eles podem sair das trevas para a luz, da escravidão a satanás para serem tornados filhos de Deus (At 26:18 - …para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim).

QUEM NÓS ÉRAMOS: ESTRANHOS (DE FORA)

Quem somos? Se a pergunta anterior era quem é Cristo para nós, agora a pergunta não é: quem somos nós para Cristo, mas quem somos nós, afinal? Precisamos nos conhecer, precisamos saber quem somos para conhecer as nossas debilidades e procurar corrigir ou sermos corrigidos (Mt 3:3).

Para que o homem se reconheça Paulo faz uma análise a partir de uma dimensão da qual nenhum homem pode escapar: o tempo. De imediato, ele aborda a questão do passado. A pergunta que Paulo responde é: quem éramos? E a resposta é que, antes de sermos encontrados por Cristo estávamos perdidos, tanto no sentido de sem direção como no de sem esperança (Lc 19:10) éramos estranhos às promessas de Deus, à sua aliança para a vida (Ef 2:12). Não havia qualquer intimidade entre nós e Deus por que não o conhecíamos e não o temíamos (Sl 25:14).

Como se isto não fosse suficiente, não bastando ser de fora, alienado e sem intimidade alguma, éramos, também, inimigos, agindo de modo a merecer, com justiça, a ira de Deus (Ef 2:3). Se amigos do Senhor são aqueles que fazem o que ele manda, obviamente quem desconhece sua vontade e não a cumpre não é seu amigo, está de outro lado, como opositor, inimigo (Lc 11:23).

Esta inimizade se manifesta de duas maneiras: a primeira é no entendimento, na mente, nos pensamentos contrários à vontade de Deus, com raciocínios nulos e pervertidos, preferindo a mentira ao invés da verdade revelada (Rm 1:18). Os sentimentos são contaminados e no lugar do amor e louvor que são devidos a Deus vamos encontrar rebeldia e tolice (Sl 10:4).

Mas o que o homem é em seu pensamento naturalmente se expressa em ações (Pv 23:7). E é através de ações que esta rebeldia mental se manifesta ao não darem a Deus a glória e a gratidão devidas (Rm 1.21) e acabam indo além, ofendendo-o com grosseira idolatria, mesmo que mal disfarçada em roupagens cada vez mais civilizadas, mas ainda assim, idolatria (Rm 1.23).

QUEM FOMOS TORNADOS: RECONCILIADOS (DE DENTRO DE CASA)

Do que éramos Paulo chama a atenção para o que fomos tornados pela vontade de Deus (Jo 1:13 - …os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus) que, em Cristo, nos chama e nos dá o poder de sermos feitos seus filhos (Jo 1:12 - Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome). A mudança é enfatizada por Paulo, contrastando o outrora com o agora. Já sabemos quem éramos, outrora. Agora, o que somos?

Reconciliados, restabelecidos a um relacionamento de comunhão. Se antes estávamos sem Deus no mundo agora quem foi reconciliado tem Deus, tem um pai celeste, tem uma nova família, faz parte de um novo povo (Tt 2:14). O principal aspecto que Paulo ressalta é que fomos reconciliados no corpo da sua carne, isto é, fomos reconciliados somente porque Cristo se entregou por nós na cruz. A metáfora usada na ceia “isto é o meu corpo” só poderia servir de tipo se houvesse a realidade – e a realidade foi Cristo pregado naquela cruz.

Ninguém podia leva-lo para aquele lugar se ele não quisesse – e sua oração ao pai mostra isso com absoluta clareza. Ele pede que, se fosse possível, ele não provasse daquele sofrimento, mas prevalecia a vontade do pai (Mt 26:39) porque ele sabia qual era a sua missão, ele não veio para cumprir a sua própria vontade, caso ela fosse diferente da vontade do pai (Jo 4:34) – o que, na verdade não podia ser porque ele afirma que ele e o pai são um (Jo 10:30).

A reconciliação só poderia feita mediante a morte de Cristo na cruz. A morte entrou no mundo pela desobediência de um homem, a morte deveria sair do mundo pela obediência perfeita de um homem – e ele foi obediente, obediente até a morte (Fp 2:8).

Sua vida – e sua morte- morte tinha um propósito (Mc 10:45) – apresentar-nos perante Deus, para nos colocar diante dele, santificados nele (I Co 1:2), sem carregar a culpa porque Cristo as levou sobre si na cruz e sem poder ser repreendido por quem quer que fosse, porque em Cristo todas as coisas foram feitas novas (II Co 5:17). 

CARACTERÍSTICAS PRESENTES NA VIDA DOS RECONCILIADOS

Mas como saber se você já foi reconciliado com Deus? É bem verdade que a realidade da reconciliação é comunicada ao coração dos crentes através do Espírito de Deus ao nosso espirito (Rm 8:16). Mas ainda assim encontramos pessoas que ainda não conseguem ouvir com clareza o testemunho interno do Espírito – e ficam procurando evidências externas desta realidade.

Deus, em sua imensa graça, não deixou de nos dar estes sinais externos – eles, por si só, não produzem justificação, não produzem reconciliação com Deus (Cl 2:23). Todavia, estes sinais externos são reflexos, acompanham a transformação interior e torna possível reconhecer quem é nascido de novo, quem foi reconciliado com Deus (Mt 7:20).

Paulo nos apresenta três sinais de que alguém realmente foi reconciliado com Deus. Ele as introduz com uma condicional: se, na verdade, se ao menos... estes sinais são obrigatórios na vida de um cristão que foi reconciliado com Deus por intermédio do sangue de Cristo na cruz do calvário.

O primeiro sinal é perseverança na fé. Pode parecer óbvio demais, mas só um reconciliado com Deus através de Cristo pode permanecer na fé. Somente pode permanecer na fé quem foi reconciliado com Deus. O poder para permanecer é fruto da reconciliação, mas é, também, um sinal desta reconciliação. Quem abandona a fé o faz porque nunca foi, realmente reconciliado (Hb 10:39). Pode até ter se encantado com a doutrina, com a Igreja, mas nunca nasceu de novo, são como as sementes lançadas à beira do caminho e em terreno pedregoso (Lc 8.12-14).

O segundo sinal é a firmeza na fé, é permanecer firme e inabalável mesmo no dia mau (Ef 6:13). Cristãos de bonança não são incomuns. Cristãos em busca das bênçãos de Deus são muito numerosos. Cristãos em busca do Deus das bênçãos também. Mas cristãos que estão dispostos a tudo sofrer, inclusive até ao sangue, por amor de Cristo não são tão facilmente encontráveis (Hb 12:4). Mas são estes que são os verdadeiros cristãos – somente aos vencedores é concedida a coroa da vida prometida (Tg 1:12).

O terceiro sinal é a esperança no genuíno evangelho porquê de nada adianta ter esperança em uma falsa promessa. Paulo estranha a atitude dos crentes da Galácia que estavam deixando o verdadeiro evangelho para abraçarem um caminho que, embora parecesse correto, não era o evangelho de Cristo (Gl 1:6). Os colossenses foram instruídos no evangelho por Epafras e deveriam continuar esperando de acordo com o evangelho que ouviram e nem mesmo ministro algum do evangelho, como Epafras e Paulo, ou um anjo tinha o direito de pregar outro evangelho (Gl 1:8). 

VOCÊ PRECISA SABER SE FOI RECONCILIADO

Ninguém poderia esperar alcançar as promessas do evangelho abandonando este mesmo evangelho, que é pregado não para deleite dos ouvidos, mas para restauração de vidas, transformação de caráter, para dar ao pecador nova vida. Por mais eloquente, por mais bonito, por mais organizada a exposição das Escrituras ela não é apenas isso – ela é a mensagem de Deus às suas criaturas. Ela é o chamado do rei aos seus súditos.

Como você pode saber se você foi reconciliado? Lembre-se de quem você era, de como você agia antes de conhecer o evangelho, antes de tomar a decisão de andar lado a lado com este povo que se chama pelo nome de Cristo. Lembre-se das obras infrutíferas das trevas nas quais estava o seu deleite, onde você encontrava o seu prazer. Lembre-se de suas companhias, conversações e atitudes. E então, responda: algo mudou?

Olhe para você mesmo e se pergunte: o que eu sou agora? Sou um filho da luz praticando as obras da luz? Vivo para glorificar a Cristo com o meu viver, não importando de sou marido ou esposa, funcionário ou patrão – seja o que for, tenho sido verdadeiramente um emissário deste ministério de reconciliação (II Co 5:20)?

Identifique os sinais de que você realmente é um filho de Deus, nascido de novo e reconciliado por Deus pela graça revelada na cruz de Cristo. Você é perseverante, firme e mantém sua esperança mesmo que todos os sinais externos digam para você desistir (Hc 3.17-18)

O QUE FAZER PARA SER RECONCILIADO

Acredito que muitos dos que estão aqui vieram porque já conhecem estas coisas, porque sabem que foram reconciliados ou, pelo menos, já ouviram tantas vezes falar sobre esta tal de reconciliação que sabem tudo – embora talvez não tenham a experiência real da intimidade com Deus (Sl 25:14).

Se você entrou aqui não por saber destas coisas, mas para saber destas coisas, esta palavra é para você – Deus, o todo poderoso apresentando uma santa convocação para que você renuncie à rebeldia e inimizade e se torne um filho do seu amor. Sim, aquele que tem sido ofendido por seus pecados, que tem sido rejeitado por você quando você transgride sua lei, quando você prefere as mentiras dos homens, suas próprias impressões e desejos em lugar de atender à vontade do Senhor te oferece, gratuitamente, a reconciliação. Aquele que tem poder de lançar sua alma no inferno (Lc 12:5) não apenas te estende a mão reconciliadora mas faz dela uma mão abençoadora, te fazendo assentar em lugares celestiais com Cristo Jesus.

Como ser reconciliado? Receba o oferecimento de perdão (Lc 23:34), atenda ao oferecimento para a vida eterna (Lc 23:43) e tenha seus pecados inteiramente pagos por Cristo, o filho de Deus (Jo 19:30).

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BÊNÇÃO PARA TODOS OS POVOS

 LENDO A PALAVRA

“Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão.”

Sl 67.7

ENTENDENDO A PALAVRA

Podemos chegar a algumas conclusões preciosas e que nos trazem alento ao coração lendo este salmo.

A primeira é que há um Deus abençoador, que cuida do seu povo e supre as suas necessidades, muitas vezes antes mesmo que estes peçam. Qualquer leitor das Escrituras pode perceber facilmente que o Deus revelado nas Escrituras é gracioso, governa o seu povo e o faz andar em caminhos de bênçãos.

A segunda afirmação é o alcance da bênção de Deus. Ela não está restrita às fronteiras de Israel ou ao povo hebraico, como os judeus acreditaram erroneamente durante muito tempo. A bênção de Deus se espraia por toda a terra, alcançando até os seus confins. Não há lugar onde a bênção de Deus não chegue.

A terceira afirmação é que ao perceberem o quanto Deus abençoa o seu povo os demais povos, tanto os de perto quanto os de longe, serão levados a temer ao Senhor. Temos um exemplo histórico e bíblico, quando os midianitas de Jericó perdiam o ânimo (desmaiavam) temendo o avanço dos hebreus após a travessia do rio Jordão (Js 5.1).

PRATICANDO A PALAVRA

Todos os povos se apresentarão diante do Senhor, e naquele dia terrível as gentes de todas as nações se dividirão em apenas dois grupos, inescapável e eternamente: os que temeram ao Senhor e os que experimentarão o horror da ira do cordeiro.

A base desta separação está aqui. O Senhor fez conhecido seu caminho, manifestou sua graça através de sua Igreja (que não devemos confundir com placa de Igreja) e os povos preferiram não se deixar governar nem guiar por Ele. Enquanto este dia não chega, você ainda tem a oportunidade temer ao Senhor, para não tremer diante dele.

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COLHEITA DE BÊNÇÃOS

 LENDO A PALAVRA

“A terra deu o seu fruto, e Deus, o nosso Deus, nos abençoa.”

Sl 67.6

ENTENDENDO A PALAVRA

Um pensamento muito comum, associado ao evolucionismo naturalista, é o materialismo, onde tudo é explicado em função das leis da natureza. Qualquer pessoa pode observar que há leis que vigoram em todos os cantos do mundo: a lei da sementeira e da colheita é um exemplo. O que é plantado é colhido. O que é semeado será cegado no tempo próprio se determinadas condições forem cumpridas.

E é exatamente nestas condições que o crente e o materialista divergem. O materialista observa os fenômenos e diz: se todas as condições materiais estiverem presentes a terra produzirá os frutos esperados. Tudo é uma questão de causa e efeito.

O salmista coloca um dado nesta equação que não pode ser percebido pelo incrédulo: ele vê que é Deus quem faz com que a terra produza e dê os seus frutos com abundância, de modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas o Deus revelado nas Escrituras, e não outro, é a fonte de toda bênção porque é ele quem dá o crescimento (1Co 3.7). Se Ele não abençoar não há produção nem colheita.

PRATICANDO A PALAVRA

Esta é a diferença fundamental – toda bênção, inclusive a verificação da lei da sementeira e da ceifa, é resultado da ação de Deus abençoando a sua criação, preservando a vida inclusive dos incrédulos, sobre eles fazendo vir o sol e a chuva (Mt 5.45).

É Deus quem ordena dos céus chuva de justiça, e faz na terra surgir a salvação, e com ela botar a justiça (Is 45.8). O crente sábio compreende que a sabedoria dos homens no cultivo da terra é fruto da graça de Deus na mente do homem, mas sabe também que nem toda a ciência será capaz de dizer que não precisa da ação graciosa de Deus a quem todos devem sua manutenção, e por isso rendem graças.

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BÊNÇÃOS PARA TODOS OS POVOS

LENDO A PALAVRA

“Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos. Alegrem-se e exultem as gentes, pois julgas os povos com equidade e guias na terra as nações.”

Sl 67.3-4

ENTENDENDO A PALAVRA

Como é possível levar as pessoas a louvarem a Deus? A resposta é: somente se eles conhecerem o caminho de Deus! Como eles saberão se o caminho do Senhor é bom? Observando os resultados da caminhada com o Senhor na vida dos que temem ao Senhor, o seu povo.

O salmista lembra que todos os povos que tiverem conhecimento do caráter de Deus e de seus bons caminhos sejam conduzidos a louvá-lo (hdy). É desejo do salmista que nenhum povo ou nação fique de fora da salvação do Senhor, o que é cumprido em louvor na visão de João (Ap 14.6).

Todas as nações se alegrarão com a manifestação da justiça de Deus que é feita na pessoa de Jesus Cristo (Rm 5.1). Isto traz a baila o papel da Igreja na proclamação da graça de Deus em Cristo Jesus, conduzindo as pessoas à fé e obediência ao Senhor, sendo por ele governados (tp#) com justiça e guiados (hxn) no caminho da salvação que o Senhor preparou para os seus (Ef 2.10).

PRATICANDO A PALAVRA

É muito comum a Igreja considerar-se superior aos que estão de fora. O problema é que ela não é composta por pessoas melhores – é composta por aqueles sobre quem o Senhor resplandeceu a sua face, manifestou a sua graça, e fez isto através de outros reconhecem o Senhor em seus caminhos, são guiados por ele e o louvam por gratidão e que espelhavam em seu caráter o caráter justo e gracioso de Deus.

Os povos são compostos de pecadores, alienados de Deus por não conhecerem seus caminhos, não reconhecerem seu governo e não se deixarem guiar por eles até que entregam o seu caminho a Ele, confiam nele, e são por ele salvos, e então louvam exultantes ao Senhor.

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FAZER CONHECIDO O CAMINHO DO SENHOR

 LENDO A PALAVRA

“...para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação.”

Sl 67.2

ENTENDENDO A PALAVRA

Qual o resultado que deve ser esperado quando Deus faz o seu rosto resplandecer sobre o seu povo, isto é, quando Deus abençoa com atos de bondade imerecidos? Numa época hedonista a resposta mais fácil seria o usufruto alegre das bênçãos recebidas. A resposta da bíblia é diferente.

O salmista diz que o objetivo de Deus em abençoar o seu povo é fazer o seu caminho reconhecido ((dy) na terra, assim como é conhecido no céu (Mt 6.10). Caminho (\rd) significa, entre outras coisas, a orientação para o curso da vida. O salmista nos diz que a bênção de Deus sobre o seu povo é para que todos saibam que o melhor meio de se viver é sob a direção de Deus.

A manifestação da graça de Deus mostra as consequências de uma vida justa diante de Deus, mas também pretende disseminar uma idéia: todos verão que vale a pena obedecer a Deus, verão o brilho de sua glória e serão atraídos à sua presença e experimentarão sua salvação.

PRATICANDO A PALAVRA

Israel errou ao achar que a bênção de Deus seria exclusiva para eles, embora Deus já houvesse falado sobre a salvação para todos os povos desde a chamada de Abraão, por exemplo. A bênção de Deus que vem graciosamente sobre os crentes deve ser vista como um incentivo e meio para dar testemunho de que é prazeroso andar no caminho do Senhor.

Não erre achando que a bênção de Deus é para ser acumulada e experimentada sozinha, pois Cristo morreu para criar um povo para si mesmo. A graça de Deus é para ser compartilhada sempre. Deus nos reconciliou consigo para nos fazer embaixadores da reconciliação. Deus nos amou para que vivêssemos em amor e proclamássemos seu amor pelo pecador.

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DIANTE DA FACE DO SENHOR

LENDO A PALAVRA

“Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto...”

Sl 67.1

ENTENDENDO A PALAVRA

Que tipo de Deus você conhece? Que tipo de Deus você tem como seu Deus? Tem sido cada vez mais comum as pessoas procurarem uma espécie de deus que lhes recompense por alguma ação religiosa. Este salmo era cantado pelos judeus nos dias das festas das colheitas – era uma expressão de confiança na bênção de Deus.

Devemos notar que o salmista não faz nenhuma referência a bênçãos já recebidas, mas ele menciona a graça abençoadora de Deus, que está sempre presente na mente dos crentes, e era repetidamente lembrada aos ouvidos dos judeus na bênção sacerdotal (Nm 6.24-26).

Hanan significa o favor de Deus mostrado graciosamente a quem ele ama – e significa também o seu desfavor para com os que estão longe de sua face ou presença (paniym). E aqui o salmista afirma que a maior bênção que um crente pode usufruir é estar diante da face do Deus gracioso. Usualmente ‘diante da face’ tem o sentido de ser favorecido. Lembremos, por exemplo, que Ester não podia apresentar-se diante do seu marido, o rei, a menos que este lhe mostrasse favor – o contrário era a morte.

PRATICANDO A PALAVRA

Nenhuma bênção é merecida. Todas elas são expressão da bondade de Deus. Todas as bênçãos, que vem do pai das luzes (Tg 1.17) são imerecidas. Não há nada de bom que venha de Deus que não deva ser considerado como um ato de sua bondade.

Há quem se esforce por ouro e prata e coisas deste mundo, mas o crente sabe que não existe nada melhor do que ser alvo do favor de Deus, estar diante de Deus para receber suas bênçãos como um filho se aproxima de seu pai para receber uma dádiva que, vinda das mãos de Deus, é sempre perfeita.

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