A bíblia mostra, já no livro de Gênesis, que o dia do Senhor foi instituído pelo próprio Senhor antes que o homem necessitasse de descanso - na verdade, o descanso foi a primeira experiência do homem. O dia do Senhor é uma ordenança da criação que só foi estabelecido com força de Lei muito tempo depois da criação, e mesmo antes da outorga da lei os hebreus, ao saírem do Egito, já haviam sido ensinados por 40 anos a guardarem o dia de descanso, recolhendo o maná por somente seis dias. Assim, o dia do Senhor lembra que Deus é o Criador, e, como Criador, aquele que tem direito de organizar as coisas como melhor lhe pareceu.
Ao saírem do Egito o Senhor cuidou das necessidades dos
hebreus por 40 anos e lhes deu a lei, treinando-os na obediência enquanto eles
peregrinavam pelo deserto. O livro de Levítico mostra que, ao instituir a lei
no Sinai o Senhor lembra que foi Ele que libertou os hebreus e formou a nação
israelita, e como seu criador Ele possui o direito de ser também o seu
legislador. Para os hebreus o dia do Senhor lembra que Deus é o seu libertador,
que o livrou da escravidão e o sustentou no deserto. Deus é a razão da
existência de Israel como nação.
Por cerca de 1500 anos o sábado foi regido pela lei mosaica,
com significado nacional e cerimonial - e lamentavelmente seu sentido foi
corrompido por tradições e mandamentos humanos. Este estado de coisas vigorou
somente até que foi cumprido em Cristo, aquele que também cumpriu todas as
exigências da lei em sua vida, morte e ressurreição. À partir de então o shabbat
(descanso) cristão tornou-se o domingo. Não foi uma decisão de um concílio da Igreja
(e note que o primeiro concílio da Igreja está registrado no livro de Atos dos
apóstolos). Não foi uma decisão de um governante. Foi uma ação natural
direcionada pelo próprio Senhor ressurreto. A instituição deste novo dia lembra
a nova criação, e aponta para Cristo, o salvador de seu povo.
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