quarta-feira, 17 de junho de 2026

O DOMINGO É DIA DO SENHOR! O QUE VOCÊ DEVE FAZER NESTE DIA?

 A maioria dos cristãos já sabe que deve cessar todo tipo de obra no dia do Senhor. Além de ser um dia sem trabalho, o dia do Senhor também deve ser santificado, separado para uso santo porque o dies Dominici é mais que um dia de folga - é um dia separado pelo Senhor para comunhão, adoração e descanso (atividade) espiritual. Este descanso possui uma dimensão espiritual antes de ser apenas física - o objetivo é libertar o coração e a alma das distrações e afazeres terrenos para concentrar-se nas coisas do céu.

A bíblia diz que o dia do Senhor, todo o dia do Senhor, é “santa convocação”, é um dever solene do povo de Deus, independentemente de haver ou não vontade da liderança religiosa - o povo já está convocado pelo próprio Senhor, e a liderança não define o dia, mas apenas o local, o horário e a quantidade de reuniões que acontecerão.

O dia do Senhor é tempo determinado por Deus para reunião pública de adoração. O próprio Jesus deu exemplo, tendo o costume de frequentar a sinagoga aos sábados porque este era o dia de reunião dos judeus - e após a ressurreição Ele passou a frequentar as reuniões da Igreja no domingo, porque este foi o dia escolhido por Ele para sua Igreja.

Para experimentar, na prática, este repouso santificado, o crente deve buscar comunhão com Deus, preparando-se com tempo hábil para o culto, deslocando-se para o local de congregação sem atropelos e com tempo para solucionar eventuais imprevistos, meditando na Palavra com a família, dedicando-se à oração e buscando crescimento espiritual durante todo aquele dia. Não erre! Não reduza a santidade do dia do Senhor apenas à ida ao culto. Embora o culto público seja central como forma de adoração comunitária determinada por Deus o restante do dia também deve refletir reverência espiritual.

Esta visão de que o dia do Senhor é dia de santo repouso ajuda o cristão a reorganizar suas prioridades durante a semana na qual as ocupações e as preocupações terrenas já ocupam grande espaço de tempo e na mente das pessoas - e o dia do Senhor interrompe este ritmo insano, reorganizando suas prioridades, lembrando ao crente que sua vida não gira em torno de trabalho, dinheiro, carreira, prazeres ou realizações pessoais. Neste dia o coração do crente deve estar inteiramente voltado para Deus, deixando de fazer coisas que são moralmente legítimas durante a semana que devem ser evitadas no Domingo porque desviam o coração do propósito santo desse dia.

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O DOMINGO É DIA DO SENHOR! VOCÊ SABE POR QUE ESTE DIA EXISTE?

 A bíblia mostra, já no livro de Gênesis, que o dia do Senhor foi instituído pelo próprio Senhor antes que o homem necessitasse de descanso - na verdade, o descanso foi a primeira experiência do homem. O dia do Senhor é uma ordenança da criação que só foi estabelecido com força de Lei muito tempo depois da criação, e mesmo antes da outorga da lei os hebreus, ao saírem do Egito, já haviam sido ensinados por 40 anos a guardarem o dia de descanso, recolhendo o maná por somente seis dias. Assim, o dia do Senhor lembra que Deus é o Criador, e, como Criador, aquele que tem direito de organizar as coisas como melhor lhe pareceu.

Ao saírem do Egito o Senhor cuidou das necessidades dos hebreus por 40 anos e lhes deu a lei, treinando-os na obediência enquanto eles peregrinavam pelo deserto. O livro de Levítico mostra que, ao instituir a lei no Sinai o Senhor lembra que foi Ele que libertou os hebreus e formou a nação israelita, e como seu criador Ele possui o direito de ser também o seu legislador. Para os hebreus o dia do Senhor lembra que Deus é o seu libertador, que o livrou da escravidão e o sustentou no deserto. Deus é a razão da existência de Israel como nação.

Por cerca de 1500 anos o sábado foi regido pela lei mosaica, com significado nacional e cerimonial - e lamentavelmente seu sentido foi corrompido por tradições e mandamentos humanos. Este estado de coisas vigorou somente até que foi cumprido em Cristo, aquele que também cumpriu todas as exigências da lei em sua vida, morte e ressurreição. À partir de então o shabbat (descanso) cristão tornou-se o domingo. Não foi uma decisão de um concílio da Igreja (e note que o primeiro concílio da Igreja está registrado no livro de Atos dos apóstolos). Não foi uma decisão de um governante. Foi uma ação natural direcionada pelo próprio Senhor ressurreto. A instituição deste novo dia lembra a nova criação, e aponta para Cristo, o salvador de seu povo.

Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana. Jesus apareceu aos discípulos diversas vezes, e sempre no primeiro dia da semana. Jesus apareceu a uma multidão e ascendeu aos céus no primeiro dia da semana, isto é, no dia de Pentecostes, que ocorre 7 sábados mais um dia após a Páscoa. A Igreja sempre é mostrada reunida no primeiro dia da semana, para partir o pão e para a coleta de donativos e João chama o primeiro dia da semana de dia do Senhor no livro de apocalipse. Além disso, não há nenhuma menção sobre a Igreja reunida para culto em qualquer outro dia - somente no primeiro dia da semana.

O DOMINGO É DIA DO SENHOR! O QUE ISSO SIGNIFICA PARA VOCÊ?

O quarto mandamento trata da ordem do Senhor de trabalhar seis dias e descansar um. O que significa isto para a Igreja contemporânea? O que isto significa para a Igreja presbiteriana? O que isto significa para a 3ª Igreja Presbiteriana de Taguatinga? O que isto significa para você?

Estas perguntas são importantes - e é preciso que você leia esta pastoral com cuidado e com o coração aberto para que ele seja lido pelo ensino da Palavra de Deus. Porém, antes de tratar do significado do dia do Senhor para nós precisamos conhecer o que se pensa por aí, sobre o dia do Senhor.

A primeira maneira de ver o dia do Senhor, na atualidade, está eivada de legalismo, como se fosse uma espécie de ressurreição do judaísmo farisaico com suas quase infinitas, infundadas e criativas interpretações. Além da interpretação mais conhecida atualmente, a da seita judaizante sabatista, também há aqueles que tentam fazer com que o dia do Senhor, o domingo, seja transformado no novo sábado cristão, soterrado sob uma avalancha de proibições, exatamente como os fariseus faziam.

A segunda maneira de ver o dia do Senhor, na verdade, pretende esquecer que o domingo é o dia do Senhor e o vê, apenas, como o fim de semana, um aspecto da cultura herdado do fato de que nossa sociedade tem formação judaico-cristã. Isto faz com que vejam este dia simplesmente como um dia sem trabalho ou um dia que está livre na agenda para ser ocupado segundo os interesses pessoais.

Neste contexto as pessoas se sentem livres para fazer o que desejam, atenderem seus próprios interesses ou até não fazer nada, dedicando-se ao ócio. Podem ocupar o dia com recreações e trabalhos, ou até com uma visita à Igreja, porque é seu dia livre, e faz com ele o que quer.

A maneira cristã, a maneira bíblica e justa de ver o dia do Senhor não se coaduna e tampouco dialoga com nenhuma destas duas profanações do dia do Senhor. Os fariseus julgavam que o homem deveria ser subjugado pelo sábado. Os licenciosos contemporâneos julgam que o homem é senhor do domingo. A visão bíblica é que o dia do Senhor foi instituído para o bem do homem, para seu descanso e para que ele dedique todo o tempo deste dia para comunhão com seu próximo e com Deus.

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