quinta-feira, 20 de abril de 2017

JOGOS MORTAIS

Nos últimos dias tomei conhecimento de duas “novidades”. Duas brincadeiras que de inocentes não tem nada, embora direcionadas para crianças e adolescentes. É provável que a maioria dos leitores já tenham ouvido falar do desafio da baleia azul. E é provável que poucos tenham conhecimento da tal “fadinha de fogo”.
Ambas as “brincadeiras” requerem grande atenção dos pais em relação ao comportamento de seus filhos, que podem se tornar cada vez mais bizarros até que chegue a uma tragédia. 
O primeiro, o desafio da Baleia Azul, que é na verdade um pacto de suicídio, é a participação em grupos (WhatsApp, facebook, etc.) onde um “curador” lança desafios para os participantes realizarem tarefas como assistir filmes psicodélicos, vencer medos, se cortar e, ao cumpri-los, postar nos grupos até que chegue ao 50º desafio: o suicídio. Já há diversos casos registrados no Brasil e, lamentavelmente, um aqui em Xinguara. As principais vítimas são adolescentes de famílias desestruturadas em busca de auto-afirmação e que, por isso, se tornam altamente competitivos estando dispostos a fazer qualquer coisa para não serem “passados para trás”.
O segundo, o “jogo da fadinha de fogo”, consiste em conseguir acesso a crianças suscetíveis a histórias de contos de fadas, induzindo-as a, quando estiverem sozinhas ou quando todos estiverem dormindo abrirem todos os registros de um fogão e voltarem para seus quartos porque assim, em um determinado momento, aspirariam os aromas do mundo das fadas. O resultado, já confirmado, é de acidentes com pessoas queimadas e intoxicadas.
O que há em comum entre estes dois perigos? Excesso de exposição de crianças e adolescentes e manipuladores inescrupulosos que se aproveitam, em muitos casos, de famílias desestruturadas e pais ausentes.
Em tempo - a baleia azul não tem culpa alguma - as que ainda restam estão tranquilamente nadando nos mares que os homens estão entupindo de lixo. O problema não é o animal - poderia ser qualquer outro. O problema é comportamental, é de desarmonia e desestrutura familiar, de esgarçamento do tecido social.Não, o problema não é, exclusivamente, os jogos (embora devamos, sim, ficar alertas quanto a tais tipos de brincadeiras macabras), não adianta problematizar apenas o jogo, sendo que o problema está nas razões que leva alguém a decidir jogar, ou melhor, o problema está nas pessoas que, desorientadas, deprimidas ou desajustadas na família, na Igreja e na sociedade, escolhem brincar com a morte.
Não quero apresentar lições sobre isto, não agora. Apenas advertir os pais para que observem se comportamentos estranhos, sumiços não explicados, ferimentos e machucados sem razão ou explicação começam repentinamente a acontecer e se repetirem com seus filhos. Quero apenas que os pais se tornem atentos para seus filhos, mesmo em idade ainda bastante tenra.
Do coração do pastor

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