Talvez você ache que tudo está muito bom quando se tem quase tudo. E talvez você esteja insatisfeito com as coisas que você quase alcançou. Está mesmo? Ou está apenas resignado e parou de tentar? Você está mesmo satisfeito com a casa que você quase construiu? Está satisfeito com o carro que você quase comprou? Está satisfeito com os cursos que quase fez? Com a viagem de férias que quase fez? E com os relacionamentos que quase construiu? Está satisfeito com os filhos quase obedientes? Com o casamento quase estável? Com o emprego (ou empregos) que quase supre as suas necessidades? Com a carreira que quase seguiu? Enquanto refletia sobre isso lembrei de uma música do Skank cuja letra dizia “bola na trave não altera o placar”... Quase... Grito da torcida: “uhhh!”... Grito de gol entalado na garganta. O que você tem? Você tem quase tudo? Mas será que quase tudo é mesmo suficiente? Só mais uma pergunta: você está satisfeito com a sua vida religiosa?
Há vinte séculos um jovem demonstra estar quase satisfeito com sua religiosidade. E ele achava isto muito bom. Olhava para si mesmo e dizia: sou quase perfeito. Tinha boa posição social, pois era riquíssimo - e este homem provavelmente usufruía, também, de boa posição entre os religiosos seus contemporâneos que viviam da mesma maneira, contentando-se com o quase. Mas ele se encontra com Jesus - e Jesus não o parabeniza por ser quase perfeito. Mais ainda, Jesus diz que, não importando a posição ocupada e quão perto da perfeição estivessem, o quase nada lhes adiantava e eles deveriam começar tudo de novo, como se fossem crianças, que nada tinham feito ainda e tinham toda a vida pela frente - para fazer o que era devido.
O que aquele homem tinha?
Em primeiro lugar, ele acreditava no Deus da bíblia. Sim, ele era um judeu preocupado em herdar a vida eterna (Lc 18.18) e foi procurar instrução no lugar certo. Isso é bom. É evidente que o lugar para conseguir a informação sobre a vida eterna é naquele que é o doador da vida e a própria vida.
Em segundo lugar, ele praticava tudo que a religião lhe ordenava. Sim, ele também era um judeu consciencioso de seus deveres. Guardava o sábado, evitava alimentos que eram considerados impuros, evitava contato com pessoas que não fossem judias ou que significassem algum risco de contaminação cerimonial. Ele afirma, e Jesus não o chama de hipócrita, nunca ter adulterado, ou matado, ou furtado, ou dito falso testemunho ou ter deixado de honrar seus pais (Lc 18.20).
O que lhe faltava, então? Porque ele ainda não estava plenamente satisfeito? Tinha riquezas, muitas riquezas. Tinha bom conceito religioso e não foi reprovado por Jesus quanto a isto? Observe que convenientemente ele mostra desconhecer o resumo dos mandamentos: amar ao próximo como a si mesmo.
E isto ele não podia fazer. Sua religião era quase perfeita. Ele amava a religião. Ele amava obedecer os mandamentos, mas ele não amava a Deus sobre todas as coisas (isto é provado pelo fato de que ele não atende à ordem de Jesus) e muito menos conseguia amar ao próximo como a si mesmo, abrindo mão de sua riqueza para suprir a carência deles (Lc 18.22).
Honrado socialmente, sua religião, cheia de rituais e de obras nas quais buscava obter a justiça própria, no fim das contas, demonstrou ser inferior à do ladrão na cruz.

Você pode ter tudo. Pode ter religião. Pode ter bom conceito na sociedade. Pode se olhar no espelho e se achar uma pessoa quase, quase salva. Porém, se não crer totalmente no Senhor Jesus, estará fatalmente perdido (Mc 8.36).
Do coração do pastor.
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