domingo, 12 de abril de 2015

DISCIPULADO EM QUATRO ETAPAS: ESTUDO nº III – O QUE PRECISAMOS

INTRODUÇÃO
O fato sermos pecadores e, por isso, merecedores da morte, tanto espiritual, quanto física e eterna, nos adverte que temos um débito que não temos condições de saldar porque é uma ofensa ao próprio Deus
Rm 3.19 Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, 20 visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.

UM DÉBITO REAL

A desobediência à lei nos faz devedores, e, querendo ou não, é inútil toda tentativa de obter a justiça através das obras da lei simplesmente porque é impossível ser obediente à lei todo o tempo. Ninguém consegue, mesmo que seu coração esteja cheio de boas intenções – e mesmo esta (im)possível boa intenção está contaminada pela jactância
Rm 3:27 Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé.

UM DÉBITO IMENSO

O nosso problema é o tamanho da dívida. O pecado é a transgressão à lei divina, à lei de Deus. É uma ofensa ao próprio Deus – e é, por isso, e o débito desta ofensa é proporcional ao ofendido, isto é, é um débito imenso e impagável.
Sl 51.4 Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar
Sem qualquer preocupação com ideias politicamente corretas de defensores de animais, vejamos uma comparação bastante simples: qual atitude seria mais gravemente punida pelo sistema judicial: (a) um chute em um cachorro morto; (b) em um cachorro vivo e sem dono; (c) em um cachorro vivo, pertencente a uma autoridade como um presidente da república; (d) um chute num presidente? Obviamente que o primeiro seria totalmente ignorado e o último poderia render algum tipo de processo ou até mesmo uma temporada numa cadeia.

UM DÉBITO IMPAGÁVEL

Como pagar uma dívida infinita? Uma vez que sabemos que a dívida é proporcional à magnitude do ofendido, logo, a ofensa contra Deus é infinita – e o devedor não é infinito. Somos informados pelas Escrituras que é simplesmente desnecessário tentar
Sl 49:8 (Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre.)
Dada a magnitude da dívida, precisamos de ajuda para saldá-la. Todavia, mesmo que todos os homens do mundo se juntassem para pagar um único pecado tudo o que poderiam apresentar como oferta pelo pecado ainda seria insuficiente. Nenhuma obra feita por pecadores seria boa o suficiente para pagar a dívida de um pecador perante Deus, por isso a Escritura afirma que era necessário que alguém assumisse esta dívida. E precisava ser alguém que não houvesse experimentado o pecado, uma oferta pura para que tivesse valor diante de Deus, porque ofertas impuras seriam prontamente rejeitadas
Is 1:15 Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.

A NECESSIDADE DE UMA AJUDA INFINITA

A primeira ofensa foi feita por um homem perfeito contra um Deus infinito. A exigência para compensar a ofensa feita tem que ser algo exigido pelo próprio ofendido – e ele requer nada menos que uma oferta perfeita, sem qualquer influência do pecado. Como é obvio que ninguém imperfeito pode oferecer um pagamento perfeito, na forma de um sacrifício perfeito, e, além disso, ninguém também pode oferecer nada que Deus já não possua
Ag 2:8 Minha é a prata, meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos.
Sl 50:10 Pois são meus todos os animais do bosque e as alimárias aos milhares sobre as montanhas.

O FIADOR DA REDENÇÃO

Sabendo disto, e sendo o plano eterno de Deus salvar pecadores que não mereciam a sua atenção e seu amor, Deus propôs um pagamento que ele mesmo providenciou, dando-o no tempo determinado para resgatar os pecadores do estado de condenação no qual eles mesmos se colocaram
Rm 3:25 …a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
Deus fez isso por amor, um amor que não encontrava motivação nos homens mas em si mesmo, e isto mesmo quando os homens agiam como inimigos. Não temos como duvidar do amor de Deus, porque é um amor que foi manifestado e provado de maneira que não restasse qualquer dúvida
Rm 5:8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.

UM AMOR INIGUALÁVEL

Para que ninguém duvidasse da extensão do amor de Deus ele deu o que havia de mais valioso, oferecendo o sacrifício perfeito, de valor perfeito porque sem pecado, e de valor infinito: seu próprio filho, homem perfeito e Deus eterno.
I Pe 3:18 Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito.

Uma vez que nossos pecados foram pagos, totalmente pagos pelo Senhor Jesus, o que resta a nós, agora redimidos, fazermos? É o tema do nosso próximo estudo.

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