Acreditava
que não haveria necessidade de, mais uma vez, falar sobre estas coisas. Mas,
mais uma vez, acredito que é necessário falar sobre estas coisas. Mas, porque?
Porque,
lamentavelmente, parece que os cristãos realmente não querem levar em
consideração o ensino da Palavra, a necessidade de testemunhar de Cristo de
maneira coerente e vão se deixando mundanizar.
Mais
uma vez é necessário dizer à Igreja o que não é o natal. Isto não
deveria ser necessário, mas, levando em conta que é possível que haja neófitos
na Igreja, e que, também, haja aqueles que ainda não compreenderam que o amor a
Deus deve lançar fora o amor às coisas do mundo, vamos tratar deste assunto
agora.
Por
mais bonitos (e dispendiosos) que sejam os enfeites, as luzes, as cores, os
gorros multicoloridos, as árvores e as guirlandas, panetone e papai Noel.
Cristãos precisam aprender a dizer não durante o natal. Mas, dizer não a
que?
Cristãos,
deixem de tolice e digam não ao marketing que exige de você a compra de
presentes com um dinheiro que você quase não tem, e que poderia ser aplicado em
coisas que você realmente precisa, e parem de gastar com coca-cola, ou frango
ou peru, ou num esforço insano de dar satisfação aos vizinhos e amigos
iluminando a casa com piscas-piscas que nada significam, que não transmitem
nenhuma mensagem além do desperdício de energia.
Cristãos,
deixem de tolice e digam não à idolatria com as figuras de Maria, José, anjos,
animais, pastores e magos (que nem sequer estiveram presente naquela
manjedoura). Não me digam que se trata apenas de figuras, porque figuras
rementem a crenças guardadas no fundo do coração - e a idolatria não cabe no
coração de nenhum cristão genuíno.
Cristãos,
deixem de tolice e digam não ao paganismo com a utilização de símbolos que
remetem a cultos pré-cristãos europeus, como a árvore, ou as guirlandas, ou os
gorros dos gnomos e duendes, ou papai Noel (uma mistura de gnomo com Wotan,
deus dos nórdicos).
O
que isto tem a ver com o verdadeiro cristianismo? O que os heróis da fé que
morreram nas masmorras, nos dentes de leões e diversas outras formas nos
primeiros séculos pensariam deste cristianismo sincretista e imaturo que canta
“e já é natal” mas não compreendeu ainda o que o nascimento do redentor
realmente significou, entre outras coisas, a libertação da lei e da
superstição.
Cristãos,
o propósito deste texto é chamá-los a amadurecerem em sua fé, a compreenderem
que o cristianismo sempre teve que fazer a escolha entre dois caminhos: o do
racionalismo vazio sem Deus e o paganismo e suas superstições. Diante deste
exigente chamado, os cristãos tiveram que escolher um caminho. Paganismo ou
racionalismo? A resposta dos cristãos não foi encontrar um meio termo
travestido de doutrina cristã - a resposta dos cristãos não foi um sincretismo,
como hoje se vê, adoradores de papai Noel e do mercado, cercados de símbolos
pagãos a chamarem-se a si mesmos de cristãos. Não, nada de sincretismo, nada de
meio termo, nada de caminho intermediário. Eles simplesmente escolheram seguir
o seu próprio caminho, seguir, na verdade, o caminho, o único caminho, Jesus
Cristo. Convido você a refletir comigo: o que tudo isto tem a ver com o
evangelho? O que esta multidão de penduricalhos à fé tem a ver com o evangelho?
Será que já esquecemos ou temos o direito de desconsiderar as palavras do
apóstolo Paulo: Gl 1:8 Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu
vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.
Não
nos esqueçamos que temos que prestar contas ao Senhor - porventura o Senhor
ainda achará fé na terra quando retornar (Lc 18:8 Digo-vos que,
depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará,
porventura, fé na terra?).
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