domingo, 18 de dezembro de 2016

I TM 1 18 20: DEIXAR DE CONFIAR NA PALAVRA DE DEUS LEVA AO ABANDONO DO BOM COMBATE

A mensagem foi dividida em 4 tópicos que podem ser lidos na sequência no blog

INTRODUÇÃO

É muito conhecida a história, provavelmente lendária, do soldado Alexandre. Alexandre foi para uma guerra e provavelmente recebeu todo o treinamento que era necessário para empunhar uma espada, uma lança, para usar um escudo. Conhecia as táticas usadas pelos seus comandantes, sabia quais os sinais para marchar, virar a esquerda, direita, recuar, avançar.
Alexandre tinha bons companheiros, o exército do qual ele fazia parte conquistou boa parte da região mediterrânea da Europa e avançava rumo ao oriente vencendo batalha após batalha, derrotando reino após reino. Alexandre também tinha como comandante o maior general de seu tempo. Mas chegou uma hora que Alexandre vacilou. No calor de uma batalha ele provavelmente deixou de acreditar na capacidade de liderança de seu general. Não sentiu nos seus companheiros a mesma firmeza habitual e ansioso por salvar a sua vida abandonou o seu posto – uma atitude que parece sensata mas que gerou um vazio nas fileiras macedônias, colocando em risco toda a estratégia da batalha pois se o inimigo entrasse pelas fileiras de um destacamento poderia atingir os demais pelos flancos. Sua atitude poderia fazer seu exército ser derrotado.
Valentemente seus companheiros conseguiram suprir sua ausência, derrotaram os inimigos mas logo ele foi encontrado e levado perante o seu comandante sendo acusado de deserção. A acusação era grave – e a pena era a morte. A acusação era grave – e verdadeira, e ele sabia que não tinha justificativa para sua ação. Quando foi apresentado ao comandante e a acusação foi feita, o comandante lhe faz uma pergunta inesperada: "Qual o seu nome". Atemorizado e trêmulo, o soldado fujão responde: "Alexandre, meu comandante". Seu comandante vai até ele, toma-o pela mão, ergue-o e lhe diz em tom de comando: "Mude de atitude, ou mude de nome". O comandante era ninguém menos do que Alexandre, o Grande, imperador macedônio que dominou desde o Egito até a Índia com um exército de aventureiros e mercenários, espalhando a língua e a cultura grega no que ficou historicamente conhecido como helenismo.
Esta história é famosa embora de autenticidade duvidosa. Mas há uma outra cuja autenticidade é inquestionável. Um outro soldado recebeu treinamento, capacitação e equipamento adequado (Ef 6.13), tem como comandante o melhor de todos os comandantes e vitória garantida (Rm 8.37), não podendo, portanto receber. Seu nome não é Alexandre. Seu nome é cristão e seu comandante é Jesus Cristo, ao qual Paulo chama de Rei eterno e imortal (I Tm 1.17). A um destes comandados o apóstolo Paulo traz palavras de forte exortação. A nós o Espírito traz palavras de forte exortação:
18 Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate,
19 mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé.
20 E dentre esses se contam Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para serem castigados, a fim de não mais blasfemarem.

I Tm 1.18-20

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