sábado, 6 de setembro de 2014

O DESEJO DE INDEPENDÊNCIA PODE ACABAR MAL - IV PARTE

EM SUA BUSCA POR INDEPENDÊNCIA SAUL EXPERIMENTA O RESULTADO DA DESOBEDIÊNCIA (vs. 22-26)
Da mesma maneira que Adão e Eva, da mesma maneira que Caim, que, mesmo advertido (Gn 4:), persistiu no erro (Gn 4:9), da mesma maneira que todos os obstinados que endurecem a cerviz (II Rs 17:14), isto é, não admitem estar errados, não se submetem voluntariamente a uma vontade superior (At 7:51), persistem no caminho que lhes parece mais direito e não percebem que seu fim é apostasia e morte (Pv 14:12).
Na sua obstinação Saul teve que ouvir que Deus não se agrada de holocaustos e sacrifícios frutos de um coração desobediente, exatamente como fez com Caim (Gn 4:5). Saul pretendia oferecer o melhor que ele conseguiu, mas o melhor que ele havia conseguido era fruto da desobediência, da rebeldia. Deus não queria gordura de carneiros. Deus não queria bois gordos. Deus não queria novilhos cevados. Deus queria um coração obediente - para Deus desobediência é tão reprovável quanto feitiçaria e culto idólatra, porque na verdade estas práticas são apenas frutos da desobediência.
Na sua obstinação Saul também teve que ouvir que Deus o havia rejeitado. O mesmo Deus que o havia escolhido, que o havia levantado como rei quando ele estava escondido no meio da bagagem agora o rejeitava porque ele havia rejeitado o Senhor como seu rei (Sl 47:2). Na sua primeira tentativa de ser um grande rei Saul perdeu o reino porque Deus resiste aos soberbos - e sua atitude foi de soberba ao rejeitar a repreensão de Samuel - mas concede graça aos humildes (Tg 4:6). Outros reis também cometeriam pecados, mas, quando seus corações se humilharam na presença do Senhor, foram perdoados e obtiveram graça, como Davi (I Cr 21:13), Ezequias (Is 38.1-2) e Manassés (II Cr 33.11).
Diferente destes, Saul ainda tem que ouvir que seu arrependimento não era sincero (Sl 51:17). Ele não se arrependeu pelo que fez, mas temia pelas consequências do que fez, isto é, a perda do reino - que posteriormente tentaria manter inclusive tornando-se um potencial assassino (I Sm 19.1).
Não havia volta para Saul - ele já havia sido rejeitado, já havia ensinado o caminho da desobediência ao povo e restava-lhe apenas a disciplina exemplar - mas tanto ele quanto seu povo eram impenitentes (II Rs 17:14) e continuariam assim até que o Senhor estabelecesse uma nova aliança, com um novo povo. Deus havia dito, e, embora Saul achasse que ele é quem estava certo, o veredicto havia sido dado e um falso arrependimento não lhe restauraria o trono.

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