segunda-feira, 15 de julho de 2013

VOCÊ BATALHARÁ PELA FÉ COM PODER SE CRER NA DOUTRINA DA RESSURREIÇÃO



Judas conclama os cristãos a batalharem pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos (Jd 1:3...Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos). Certamente se envergonharia - ou chamaria muitos a se envergonharem - de seu cristianismo morto e, pior do que sem obras, cheio de más obras.
Em tempos de politicamente correto temos um cristianismo inepto,  vazio, sem vigor e sem sentido. Um cristianismo não vivido. Provavelmente a sabedoria do cristianismo do séc. XXI não ousaria enfrentar o sindicado dos ourives de Éfeso (At 19.24-28 Pois um ourives, chamado Demétrio, que fazia, de prata, nichos de Diana e que dava muito lucro aos artífices, convocando-os juntamente com outros da mesma profissão, disse-lhes: Senhores, sabeis que deste ofício vem a nossa prosperidade e estais vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas em quase toda a Ásia, este Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, afirmando não serem deuses os que são feitos por mãos humanas. Não somente há o perigo de a nossa profissão cair em descrédito, como também o de o próprio templo da grande deusa, Diana, ser estimado em nada, e ser mesmo destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo adoram. Ouvindo isto, encheram-se de furor e clamavam: Grande é a Diana dos efésios!).
Vale lembrar que ali estava uma das maravilhas do mundo antigo, o grande templo de Diana (Atos 19:35  O escrivão da cidade, tendo apaziguado o povo, disse: Senhores, efésios: quem, porventura, não sabe que a cidade de Éfeso é a guardiã do templo da grande Diana e da imagem que caiu de Júpiter?).
Paulo lembra que como feras enraivecidas se levantaram contra ele (I Co 15:32 Se, como homem, lutei em Éfeso com feras, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos) e exigiram sua morte. E quase o conseguiram. Como enfrentar uma turba daquelas se temesse pela própria vida, se não tivesse a certeza absoluta da ressurreição de entre os mortos e da vida eterna?
Pedro e João enfrentaram o mesmo sinédrio que conseguira a morte de Jesus e lhes proibia de anunciarem a sua ressurreição (At 4.18-20 Chamando-os, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem em o nome de Jesus. Mas Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos). Como obter poder para testemunhar ali sem a certeza da ressurreição. É inexplicável e humanamente impossível sem a ressurreição como resposta.
Paulo afirma que, sem a fé na ressurreição, é melhor dedicar-se aos negócios desta vida, é melhor comer e beber pois o fim é certo. Não há, para o materialista, outro caminho que não o do mundanismo, do hedonismo. Para o materialista nem o estoicismo faz algum sentido. O melhor mesmo é aproveitar o que o mundo tem a oferecer.
O que é lamentável é que é exatamente isto o que se observa no cristianismo contemporâneo, tão cheio de alegrias, de eventos alegres, tão prazenteiro. Os cristãos, assim como o mundo, estão comendo e bebendo, mas está faltando cristianismo, ou melhor, está faltando Cristo no cristianismo contemporâneo. A fé cristã tem sido para esta vida, para as necessidades do tempo presente, exatamente o contrário da perspectiva dos cristãos primitivos (Rm 8:18 Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós).
Em muitos cristãos falta coragem para viver como cristãos, como se fosse possível ser cristão sem o Espírito de Cristo (II Tm 1.7 Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação). Perdem a batalha pela fé em sua própria vida, em seus próprios corações fogem à luta, permitem-se ser derrotados em seu próprio ambiente de batalha. Sem vida cristã, não tem nenhum vigor espiritual, tornam-se ineptos para o evangelismo, para a propagação da fé mesmo em um ambiente consideravelmente favorável e não hostil.
Talvez se vivessem nos dias de Paulo, com as demandas da fé exigidas naqueles dias, jamais houvessem se tornado cristãos, cristãos nominais, porque isto não é uma categoria possível nos dias dos primeiros  cristãos e, lamentavelmente, é admitido atualmente. Ninguém contrataria um pedreiro que dissesse: “Eu sou pedreiro nominal, fiz um curso, mas nunca construí nada nem vou construir”. Ou um médico? Um dentista? Cristãos nominais? Soldados que não lutam, que não batalham? É disso que Tiago fala quando coloca um desafio na boca dos ímpios contra aqueles que se dizem cristãos mas não vivem como cristãos: mostra-nos tua fé (Tg 2:18 Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé).
Cristãos nominais logo entrariam para o rol dos caídos (lapsari), dos traidores  (tradittori) ou dos vendidos (libelattici), como foram chamados os que abandonaram a fé nos momentos de perseguição sob o império romano. Eram diferentes categorias para identificar a mesma coisa: cristãos que não tinham a verdadeira fé na promessa da ressurreição.
Foi a certeza da ressurreição que levou Paulo, Pedro, Tiago, João, Brandina, Policarpo, Inácio e tantos outros cristãos a não darem valor à própria vida (At 20:24 Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus) e poderem afirmar que viver era útil para servir a Cristo e aos santos, mas morrer era infinitamente melhor (Fp 1:23 Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor) - e assim estavam capacitados a enfrentar ousadamente quaisquer inimigos para defender a fé - tão diferente do cristianismo atual que não ousaria sequer discordar dos amigos que zombam da sua fé.


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