quarta-feira, 14 de abril de 2010

NOSSO PROBLEMA É A POLÍCIA, DIZ Nº 2 DA UNIVERSAL

Bispo da seita Universal prefere ser companheiro de bandidos.

bp-romualdoEntre contar com as forças policiais ou ter a proteção dos bandidos [bandidos de verdade, assaltantes, assasinos, condenados e encarcerados em presídios], a quem você, cidadão honesto, trabalhador, que moureja de sol a sol para levar o leite e o pão para casa, escolheria? Se você delegar esta escolha ao número 2 da IURD, prepare-se: o bispo Romualdo Panceiro, da Igreja Universal do Reino de Deus já disse de que lado fica: do bandido.

Numa mistura de demagogia, oportunismo e salafrarismo [não sei se a palavra existe, mas se aplica bem aos demagogos, oportunistas e salafrários da IURD], a gravação de uma videoconferência realizada pelos bispos da seita macedista está nas mãos do ministério público paulista e diz muito sobre a ética da seita. nela, segundo o bispo Romualdo Panceiro, a mando de Edir Macedo, os obreiros [da iniquidade] da denominação são orientados a se aproximarem dos bandidos e presos, bem como de suas famílias, para evitar que a instituição seja vítima de assaltos. É isso mesmo, nem Deus, nem o estado, a confiança da IURD está na aproximação com os assaltantes. Os obreiros deveriam se aproximar dos criminosos e suas famílias para explicar o trabalho da igreja, seu envolvimento social e ao mesmo tempo mostrar que o dinheiro que é retirado dos pobres não deve ser tomado pelos assaltantes, numa espécie de acordo de cavalheiros, para que os bandidos protejam a igreja.

Isto por si só já é um escândalo, ainda mais depois que três obreiros de outra seita, a valdomirina, foram flagrados transportando armamento pesado para bandidos de uma favela.

O encontro entre os líderes macedistas foi feito sem a presença dos fiéis – eles não podem saber que seus líderes confiam mais nos bandidos do que no poder da fé – e teve como gatilho um assalto a mão armada ocorrido em São Paulo, na Cidade Ademar, quando 15 homens armados [lembra da aliança citada neste blog entre a seita e grupelhos de jovens bandidos paraenses] abordaram um carro da igreja e levaram R$ 52.000,00 [cinquenta e dois mil reais]. Romualdo orienta os pastores a procurarem não a polícia, mas os bandidos e os líderes comunitários dizendo que “o bispo [Macedo] quer que isso seja feito em todo o Brasil. Como fizemos aqui. Mas não é só em uma comunidade, como foi o caso lá. Não é só pra […] fazer na comunidade da frente, fazer na comunidade de trás… Pô, a minha região é o que? É uma favela. Então tem que fazer em todas as favelas”.

Em seguida o bispo orienta os responsáveis pela Cidade Ademar abuscar uma explicação para os autores do recente crime – queria que o obreiro fosse até os líderes criminosos, nos presídios, para cobrar reciprocidade, isto é, estabelecer uma trégua, um modus operandi: cada um trabalhando a seu modo para juntar seu patrimônio, sem interferir no trabalho do outro. Ele orienta numa conversa mole que parece conversa de assaltante [e é, mas sua arma é outra, é o típico malandro, não o assaltante]: “Você tem que ir lá na prisão príximo da favela. Tem prisão, lá? Tem penitenciária? Você vai lá e começa a conversar: ‘Pô, a gente tá fazendo um trabalho tão bacana, com familiares de vocês’. Aí você fala legal: ‘Pô, levaram a igreja. Todo mundo armado. E deixaram o carro na favela… Alba’. Pode ser que não seja de lá. ‘Mas, pôxa, como é que a gente vai continuar fazendo o trabalho na comunidade, distribuindo comida para a família de vocês? Pô, a gente é companheiro ou não é’. Fala assim: ‘A gente é companheiro ou não é’.”

Visando angariar maior apoio das lideranças comunitárias e dos bandidos, encerra dizendo acreditar que o assalto em Cidade Ademar foi obra de policiais. Sua fala, grotesca e que merece uma intervenção do ministério público para que dê explicações, é a seguinte: “Nosso problema não é bandido, o nosso problema é polícia”.

A bíblia diz que as más conversações [que ocorrem em más companhias] corrompem os bons costumes. E quando tais não há, o resultado é o que se percebe. Uma corja de bandidos, de ladrões, de salafrários, fazendo aliança com bandidos, ladrões, assaltantes. Procurar bandido na cadeia para fazer aliança? Procurar família de bandido para dizer que não vai mais dar comida se a seita for assaltada de novo?

00001 Esta é a Igreja Universal do Reino de Deus. Só tem um problema. A palavra igreja significa “a comunidade dos eleitos, chamados por Deus para fora [do mundo] do pecado”. Esta que se apresenta vai fazer aliança com os pecadores. Não quer ser sal nem luz. Quer ser companheira, quer ser trevas, quer aconselhar-se com ímpios, assentar-se com pecadores [e aqui não se trata de assentar-se fisicamente, mas de ficar à vontade com a prática dos pecados, aprovando seus atos] e muito menos andar ao lado dos escarnecedores.]

Outra coisinha, pra encerrar: o reino de Deus não é comida, nem bebida, nem ouro, nem prata. O reino macedista é simplesmente o reino do dinheiro, da tentativa descarada e desesperada por juntar o máximo de dinheiro com o mínimo de esforço possível. Suas pretensas obras sociais são apenas fachadas, amostras grátis de um produto que nunca vai ser entregue. Bandidos abraçados com bandidos, eis o que são.

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